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sábado, 24 de novembro de 2012

Você sabe o que é um "Bike Box"?




Cidades que incluem e pensam a bicicleta integrada ao seu sistema de transporte, sabem que falar em infraestrutura necessária para garantir a segurança e conforto do ciclista urbano vai além das ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas. Entre as sinalizações presentes no viário há ainda o conhecido como “Bike Box“, um espaço destinado exclusivamente ao ciclista, para que ele se posicione à frente dos carros num semáforo.

Isso garante que, ao abrir o farol, o ciclista saia com vantagem, segurança e visibilidade sobre os veículos motorizados. Mas nem todos os usuários da bicicleta sabem para que serve um Bike Box, por isso ciclistas de Nova York produziram um videozinho bem didático explicando como utilizá-lo. Assista em inglês:



No Brasil, existem registros desse tipo de infraestrutura em algumas pouquíssimas cidades, entre elas Niterói, no Rio de Janeiro, e em Rio Branco, no Acre. A cidade fluminense começou a implementar os Bike Box há pouco tempo em algumas avenidas onde o tráfego de bicicleta é intenso.

“Os Bike Box sao muito respeitados. Os motoristas ficam intimidados com a pintura vermelha no asfalto. Estamos com o planejamento de fazer mais rotas cicláveis e onde nao for possível pintar ciclofaixas. Já estamos no bairro do Ingá, zona sul de Niterói. Fizemos uma ciclofaixa de quase um 1km e vamos iterligá-la as rotas cicláveis de outras ruas. O projeto do Ingá tem o objetivo de beneficiar não só a populacao, mas os estudantes da UFF – Universidade Federal Fluminense”, explicou Glauston Pinheiro, Chefe de Divisão de Projetos da Nittrans (Niterói, Transporte e Trânsito).

Fonte: Mobilize/Foto: Transporte Ativo

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

De bicicleta para o trabalho




O Transporte Ativo traz mais uma contribuição para você que deseja saber um pouco mais sobre como conciliar bicicleta e ambiente de trabalho, confira:

Foi ainda em 2008 que, juntamente com o pessoal do Mountain Bike BH, elaboramos o manual "De Bicicleta para o Trabalho". Nele estavam respondidas todas as dúvidas que empregados e empregadores sempre quiseram saber sobre como incentivar o uso da bicicleta como veículo para os deslocamentos ao trabalho.
Agora, quatro anos depois e também logo após a semana da mobilidade, lançamos a versão impressa do manual que contou com o patrocínio do Banco Itaú. Foram apenas 500 cópias dessa excelente ferramenta de promoção ao uso da bicicleta que serão "cirurgicamente" distribuídas. Lembrando que temos ainda a versão em espanhol, lançanda em 2009.

Confira a versão em PDF.

Fonte: Transporte Ativo

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Você está atento ao ciclista? Faça o teste!




Na rua, os ciclistas já estão encontrando formas para se proteger do mau comportamento de alguns motoristas. Mas o problema, nem sempre, é de educação, mas sim de atenção. A Transport for London (TfL) percebeu isto e lançou, há alguns anos, uma divertida campanha para conscientizar os motoristas da capital inglesa de que a rua é compartilhada também pelos bikers e, por isso, todos devem estar atentos.
No vídeo, abaixo, faça um teste para ver seu nível de atenção e entenda porque “é fácil perder algo que você não está procurando”, como a própria campanha alerta:


quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Documentário 'Bicicleta, minha primeira vez' revive a descoberta da bike




Qual a primeira recordação que você tem de uma bicicleta? As respostas de sete ciclistas expostas no vídeo do cinegrafista brasileiro Wev Silva variam desde as primeiras pedaladas, no quintal da casa, até descer ladeira abaixo empurrado pelos amigos. Gravado em Paris, o documentário Bicicleta, minha primeira vez fala sobre os prazeres da descoberta da bike.

Ao longo do vídeo, os depoimentos dos ciclistas (inclusive de um brasileiro, o curitibano Eduardo Serafim) revelam histórias de infância e de como as bicicletas cumpriram papel fundamental na construção de lembranças que eles guardam até hoje.

"Eu me lembro que o meu pai segurava a bicicleta pelo banco e dizia: 'Sim, sim, eu estou te segurando’, mas na verdade não estava, ele já tinha soltado", lembra aos risos um dos entrevistados.

Em comum, os ciclistas também revelaram a sensação de liberdade que só a magrela oferece, além da autonomia e praticidade para os deslocamento urbanos, e das quedas que todos tiveram que enfrentar enquanto descobriam as segredos das bikes. “Mas a gente aprende a se levantar, aprendemos com os nossos erros, que é só ir reto. Uma vez que você consegue, não dá mais pra parar de pedalar”.

Assista ao vídeo (com legenda em português):


Fonte: EcoD

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Na Holanda, educação para o trânsito começa na infância



Em países como a Holanda, as crianças são ensinadas desde pequenas a como se comportar no trânsito, estejam de carro, de bicicleta ou a pé. Elas passam a conhecer o papel de cada um nas ruas, seus direitos e deveres, além dos cuidados que devem ser tomados consigo e com os outros. Formam-se adultos mais conscientes e responsáveis no trânsito – e este, por consequência, se torna mais seguro.
Veja no vídeo abaixo, legendado pelo Vá de Bike, o exemplo do “jardim de trânsito” da cidade de Ultrecht, na Holanda, que funciona desde os anos 50:


Imagem: Cycling in Netherlands Blog / reprodução/Fonte: Vá de Bike

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Respeite 1,5m






"Respeitar o ciclista faz bem e está na lei.
Mantenha a distância de 1,5m do ciclista e deixe o trânsito mais seguro.
Respeito ao ciclista. Compartilhe essa ideia." by Kiwi Filmes

Fonte: Mobilize

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Iniciativas convencem europeus e americanos a trocarem o carro pela bicicleta


Veja as ideias que tiveram benefícios para ciclistas e motoristas:
AMSTERDÃ: ESTACIONAMENTO À VONTADE


HIPERGARAGEM: Estação central de trem de Amsterdã, com 10 mil vagas para bicicleta
A Holanda é o país ocidental que mais usa a bicicleta no dia a dia. Uma das explicações para essa popularidade é a integração promovida, desde a década de 1970, entre o uso de bikes e o de transporte público. Cerca de 40% dos usuários de trem vão até as estações pedalando, pegam o trem, desembarcam e pedalam de novo até o trabalho. Estima-se que em 2020 metade dos passageiros faça o mesmo. Para isso, haja estacionamento. Os arredores da estação central de Amsterdã têm garagens com cerca de 10 mil vagas. Na principal, a Fietsflat, cabem 2.500. Tudo é dividido em seções, linhas e 3 andares. Afinal, na volta do trabalho é preciso encontrar a bike, certo?
POLÍTICAS E RESULTADOS
• Desde os anos 70, a cidade reduz vagas e aumenta o preço de estacionamento para carros no centro
• Viagens de bike eram 25% do total em 1970. Em 2005, 37%
• 77% dos cidadãos com mais de 20 anos têm ao menos uma bicicleta, e metade pedala diariamente
• Acidentes com ciclistas diminuíram em 40% entre as décadas de 1980 e de 2000

PORTLAND: SEGURANÇA NO CRUZAMENTO



PRIORIDADE: Espaço para bikes nos cruzamentos de Portland reduziu acidentes em 31%
Em 2008, dois ciclistas morreram em Portland, nos EUA, atropelados na ciclofaixa por um carro que virava à direita. Cerca de 70% dos acidentes de bike na cidade acontecem em cruzamentos. Por causa disso, a cidade, campeã do pedal no país dos carros, criou 14 bike boxes iguais aos da foto. Ao sinal vermelho, os motoristas param atrás da área verde, exclusiva de bikes, ou ganham multa de US$ 242 (como o carro preto da foto). Em dois anos, a presença de ciclistas nesses cruzamentos subiu 32%, e o índice de conflitos com motoristas caiu 31%.
POLÍTICAS E RESULTADOS
• Cidade tem projetos de incentivo ao uso de bicicletas detalhados até 2030
• 80% das crianças na escola recebem educação sobre segurança para pedalar
• Construiu 200 km de ciclovias entre 1996 e 2006. Hoje, são 466 km
• Uso de bikes para ir ao trabalho dobrou entre 1990 e 2000

COPENHAGUE: SINALIZAÇÃO ESPECIAL



TUDO AZUL | Em Copenhagen, azul chama a atenção para rota dos ciclistas
Uma marca registrada dos cruzamentos de Copenhague, capital da Dinamarca, são as faixas azuis usadas para demarcar a rota de quem pedala. Mesmo com ciclovias e ciclofaixas à vontade, não há como evitar o encontro de carros e bicicletas nesses trechos. Então, a cidade usa a cor vibrante para chamar a atenção de motoristas para os ciclistas e evitar acidentes. Outra medida de segurança usada nos cruzamentos é dar sinal verde para os ciclistas antes — outro modo de priorizar os ciclistas, em relação aos automóveis.
POLÍTICAS E RESULTADOS
• Um terço do orçamento municipal de transportes é voltado para o ciclismo
• De 1995 a 2006, a quilometragem pedalada subiu 44% e os acidentes graves caíram 60%
• 20% do total de viagens são feitas de bike. No dia a dia para o trabalho, elas são 32%
• Uso de bikes entre pessoas com mais de 40 anos aumentou de 25% para 38% entre 1998 e 2005

ODENSE: CAMPANHAS PRÓ-BIKE



MOCHILA E CAPACETE | Campanhas incentivam crianças de Odense a ir pedalando para a escola
A experiência de países europeus mostra que campanhas de incentivo ao uso de bicicletas são parte fundamental das políticas de estímulo às pedaladas. Na Dinamarca, por exemplo, a ONG Federação dos Ciclistas criou uma gincana nacional, que acontece uma vez por ano durante duas semanas, para incentivar crianças a irem de bicicleta para a escola, distribuindo prêmios para as que têm mais alunos pedalando. Em Odense, 26% do total de viagens são feitas de bicicleta. Entre os alunos do ensino fundamental, esse índice sobe para 43%.
POLÍTICAS E RESULTADOS
• Não é possível atravessar o centro de carro. Nas adjacências, estacionar automóveis é caro, bicicletas, grátis
• A cidade subsidia equipamentos de segurança e distribui frutas e doces para ciclistas
• De 1984 a 2002, o uso de bikes na cidade cresceu 80%
• Elas são usadas em um quarto do total de viagens

BERLIM: ALUGUEL SIMPLES E BARATO



CALL A BIKE | Aluguel quintuplicou em Berlim, com sistema moderno nas estações
Sistemas de compartilhamento de bicicletas — que permitem alugá-las num ponto para deixá-las em outro — são mais uma ferramenta importante para popularizar as pedaladas como transporte urbano. A cidade de Berlim, uma das metrópoles que mais investe em bikes no mundo, tem uma das versões mais modernas desse sistema. A Deutsche Bahn, empresa de trens alemã, instalou 3.000 magrelas como as da foto nas estações da capital. O cidadão desbloqueia a bike por celular e paga com cartão de crédito. Para complementar, dá para planejar a rota por ciclovias, no celular, com dados sobre conexões com transportes, velocidade média e tempo de viagem.
POLÍTICAS E RESULTADOS
• Em 72% das ruas da cidade a velocidade máxima é de 30 km/h
• Verbas para incentivar uso de bikes aumentaram 4 vezes de 2000 a 2009
• Viagens de bicicleta subiram de 7% para 10% do total entre 1992 e 1998
• Acidentes fatais com ciclistas caíram 30% entre 1998 e 2004

Artigo: Tarso Araújo/ Fonte: TheFixCityBrasil



segunda-feira, 28 de maio de 2012

Ciclistas permitem economia de US$ 4,6 bi nos EUA


Atualmente 12% das viagens feitas diariamente em território norte-americano são feitas a partir do uso das bicicletas. l Foto: DOT NY

Além de todos os benefícios ambientais e à saúde que as bicicletas podem proporcionar, o uso deste meio de transporte também pode permitir uma economia financeira bastante respeitável. Segundo estudo publicado no Sierra Club, os Estados Unidos chegam a economizar US$ 4,6 bilhões por ano, graças aos ciclistas.
O relatório foi feito com a cooperação da Liga Americana de Ciclistas e do Conselho Nacional La Raza. De acordo com o documento, a economia financeira está ligada principalmente aos gastos com combustível e transporte.
Atualmente 12% das viagens feitas diariamente em território norte-americano são feitas a partir do uso das bicicletas. No entanto, isso não é suficiente para garantir incentivos financeiros governamentais. Segundo a publicação, apenas 1,6% dos gastos federais com transportes é destinado à melhoria da estrutura ciclovirária nos EUA.
Os custos médios para manter um automóvel de porte médio giram em torno de US$ 8220 por ano, enquanto uma bicicleta tem custo operacional de US$ 308. A economia já seria sentida se todos os norte-americanos trocassem os carros pelas bicicletas por pelo menos um dia na semana, para percorrer trajetos de 800 metros. Essa pequena mudança se refletiria em redução no uso de dois bilhões de galões de combustível e até US$ 7,3 bilhões por ano.
A pesquisa mostra que a preferência pelas bikes tem aumentado nos EUA. Entre 2000 e 2010 o número de pessoas que optaram pela bicicleta como meio de transporte cresceu 40%, em nível nacional. Em algumas comunidades o aumento chegou a 77%.
O grupo que une as três instituições ainda levantou outros dados importantes, para cobrar maior incentivo governamental. Um dos exemplos é o fato de que 33% dos norte-americanos não conduzem carros constantemente. Além disso, famílias de baixa renda chegam a gastar 55% do orçamento doméstico somente com transporte e esta situação poderia ser diferente se todos tivessem a oportunidade de trafegar de bicicleta com segurança pelas ruas de todo o país.
Fonte: CicloVivo

sexta-feira, 25 de maio de 2012

A bicicleta e as cidades



O Instituto de Energia e Meio Ambiente faz uma importante contribuição na área de mobilidade urbana abordando o assunto da inserção da bicicleta na cidade através de sua publicação: A bicicleta e as cidades.


Leia abaixo:

terça-feira, 22 de maio de 2012

Ciclovia, ciclofaixa, ciclorrota e espaço compartilhado

O Vá de Bike! postou uma matéria super útil sobre as diferenças entre as ciclovias, ciclofaixas, ciclorrotas e espaços compartilhados, confira:


Muito tem se falado sobre ciclovia, ciclofaixa, ciclo-rota… Mas qual a diferença?


Ciclovia

É um espaço segregado para fluxo de bicicletas. Isso significa que há uma separação física isolando os ciclistas dos demais veículos. A maioria das ciclovias de orla de praia são exemplos de vias segregadas.
Essa separação pode ser através de mureta, meio fio, grade, blocos de concreto ou outro tipo de isolamento fixo. A ciclovia é indicada para avenidas e vias expressas, pois protege o ciclista do tráfego rápido e intenso.
Ciclofaixa

É quando há apenas uma faixa pintada no chão, sem separação física de qualquer tipo (inclusive cones ou cavaletes). Pode haver “olhos de gato” ou no máximo os tachões do tipo “tartaruga”, como os que separam as faixas de ônibus.
Indicada para vias onde o trânsito motorizado é menos veloz, é muito mais barata que a ciclovia, pois utiliza a estrutura viária existente.
Dada essa definição, a ciclovia do Parque do Ibirapuera é tecnicamente uma ciclofaixa, já que não há separação física entre o espaço reservado às bicicletas e o resto da via, mesmo que lá não circulem carros.
Ciclorrota

De uso mais recente, o termo ciclorrota (ou ciclo-rota) significa um caminho, sinalizado ou não, que represente a rota recomendada para o ciclista chegar onde deseja. Representa efetivamente um trajeto, não uma faixa da via ou um trecho segregado, embora parte ou toda a rota possa passar por ciclofaixas e ciclovias.
As Ciclorrotas do Brooklin, Lapa e Mooca, em São Paulo, são exemplos dessa infraestrutura, que está contida em um tipo de implementação mais abrangente chamado Bicycle Boulevard.Entenda aqui.
Foi realizado na cidade de São Paulo um mapeamento de rotas para ciclistas, que tem servido de base para as ciclorrotas mais recentes. Recomendo a leitura deste artigo para compreender melhor o mapeamento e como foi feito. Este outro explica a importância de sinalizar essas rotas.
Ciclovia Operacional

Faixa exclusiva instalada temporariamente e operada por agentes de trânsito durante eventos, isolada do tráfego dos demais veículos por elementos canalizadores removíveis, como cones, cavaletes, grades móveis, fitas, etc.
As Ciclofaixas de Lazer, montadas aos domingos em várias cidades, são tecnicamente ciclovias operacionais, já que são temporárias e têm sua estrutura removida após o término do evento semanal.
Espaço Compartilhado

O tráfego de bicicletas pode ser compartilhado tanto com carros quanto com pedestres. Mas vamos nos ater ao compartilhamento da via com os veículos motorizados, pois essa é a grande luta dos cicloativistas hoje.
Pela lei, quando não houver ciclovia ou ciclofaixa, a via deve ser compartilhada (art. 58 do Código de Trânsito). Ou seja, bicicletas e carros podem e devem ocupar o mesmo espaço viário. Os veículos maiores devem prezar pela segurança dos menores (art. 29 § 2º), respeitando sua presença na via, seu direito de utilizá-la e a distância mínima de 1,5m ao ultrapassar as bicicletas (art. 201), diminuindo a velocidade ao fazer a ultrapassagem (art. 220 item XIII).
Mesmo tudo isso estando na lei, muitas pessoas ainda acreditam que a bicicleta não tem direito de utilizar a rua. E são essas pessoas que colocam o ciclista em risco, passando perto demais, buzinando e até mesmo prensando o ciclista contra a calçada. Também não compreendem o ciclista que ocupa a faixa, sendo esse o comportamento mais seguro (e recomendado pela CET – Companhia de Engenharia de Tráfego de São Paulo), pois dessa forma a bicicleta trafega como o veículo que é, ocupando o espaço viário que lhe é de direito.
Fazer entender que a rua é de todos, que o espaço público deve ser compartilhado, que as bicicletas também transportam pessoas que têm família, amigos, filhos, amores, é hoje muito mais importante que exigir ciclovias aqui e ali, que só serão úteis dentro de um plano cicloviário completo e integrado abrangendo toda a cidade, contemplando ciclovias, ciclofaixas, espaços compartilhados com carros ou com pedestres e ciclo-rotas sinalizadas.
O que mais precisamos é respeito.
Fonte: Vá de Bike!




sexta-feira, 18 de maio de 2012

Nova Iorque terá 420 pontos com 10 mil bicicletas públicas



As primeiras estações serão instaladas na parte baixa de Manhattan.

A meta é que até meados de 2013 a cidade ofereça 10 mil bicicletas, que devem ser espalhadas inicialmente por 420 pontos da cidade.

Os locais foram decididos após consulta pública pela internet e reuniões com moradores e associações civis.

Para usar o sistema, será cobrada uma taxa anual de US$ 95 (cerca de R$ 190). Os usuários terão direito a um cartão para desbloquear a bicicleta nos estacionamentos espalhados pela cidade.

Eles poderão pegar o veículo em uma estação, utilizá-lo por 45 minutos sem custo adicional e depois devolvê-lo em qualquer estacionamento.

O preço para o aluguel por um dia será de US$ 9,95 (R$ 20) e para uma semana, US$ 25 (R$ 50). Quem aluga por 24 horas ou por sete dias poderá usar a bicicleta sem custo adicional por 30 minutos.

RIO E SÃO PAULO

No Rio de Janeiro o passe mensal custa R$ 10 e o diário, R$ 5. Em Paris, o uso por um dia sai por 1,70 euro e é gratuito por meia hora. Em Londres, a diária sai por 1 libra.

Em São Paulo, onde já existe o sistema de compartilhamento em estações do metrô, outras iniciativas em parceria com empresas devem dar à cidade cerca de mais 3.000 bicicletas.

O uso entre 30 minutos e uma hora será gratuito. Depois, será cobrada uma taxa.

Em Nova York, segundo a prefeitura, depois que o serviço estiver completamente implementado, a cidade terá o maior programa de bicicletas públicas dos EUA.

"A maioria das viagens (54%) que os nova-iorquinos fazem são de menos de duas milhas (3,22 km), uma distância perfeita para andar de bicicleta", afirma a prefeitura.

Apesar do programa, Nova York não tem ciclovias em todas as regiões da cidade.

Fonte: Mobilize

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Como surgiram as ciclovias holandesas?



A Holanda, ao lado da Dinamarca, é considera o país da bicicleta. Atualmente, sua malha cicloviária chega aos 15 mil quilômetros, distribuídos nos apenas 21,9 km² do território total – o equivalente apenas ao dobro do estado brasileiro de Sergipe.
Mas por que esse meio de transporte se difundiu tanto em solo holandês? Como aconteceu a popularização da magrela no país? O documentário, abaixo, responde a essas dúvidas, mostrando o caminho que a mobilidade da Holanda percorreu até ser mundialmente conhecida pelo saudável hábito de pedalar. Confira!


vídeo original foi feito por David Hembrow e Mark Wagenbuur, e traduzido pelo estudante Joni Hoppen, da Holland Ambassador.


Fonte: TheCityFixBrasil/Foto: Mor

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Os ciclistas estão seguros?



Acidentes envolvendo ciclistas assombram a mídia, mas o fato é que mortes diminuíram. A insegurança no trânsito, contudo, persiste

Só em março, dois acidentes mortais envolvendo ciclistas chamaram a atenção da sociedade. No dia 2, a bióloga Juliana Ingrid Dias, 33 anos, trafegava de bicicleta pela Avenida Paulista quando foi fechada por um ônibus e atropelada por outro. Duas semanas depois, o ajudante de caminhão Wanderson Pereira dos Santos, 30 anos, pedalava na Rodovia Washington Luís quando foi atropelado pela Mercedes de Thor Batista, filho de um dos homens mais ricos do mundo. Mortes de ciclistas no trânsito se tornaram comuns no noticiário nacional, dando a impressão de um aumento considerável de acidentes com bicicletas e trazendo à tona a discussão sobre a segurança do uso da bicicleta nas grandes cidades. Os centros urbanos estariam preparados para este tipo de transporte?
Vale conferir as estatísticas sobre acidentes de trânsito. Mesmo que as cidades brasileiras ainda não ofereçam boas condições para o uso de bicicleta — fato reconhecido não apenas pelos ciclistas — os números mostram que, na realidade, os acidentes não aumentaram desde 2006. Segundo pesquisa do IPEA, no Brasil, os ciclistas são 7% dos deslocamentos e 4% dos acidentes, enquanto os automóveis representam 24% dos deslocamentos e 27% dos acidentes. O Mapa da Violência no Trânsito de 2011 indica que o número de acidentes com bicicletas quadruplicou, mas não leva em conta duas questões: o crescimento do modal no período e também o fato de que o início da pesquisa remonta a uma época em que os acidentes de bicicletas eram contabilizados como atropelamentos e logo não apareciam. Só em 2006 os municípios começaram a contar ciclistas e pedestres separadamente e, de lá para cá, o número de mortes tem diminuído.
Se os acidentes com ciclistas têm aparecido com mais frequência na mídia, portanto, isto não se deve a um aumento expressivo dos mesmos, e sim pelo fato deles agora acontecerem nos centros urbanos — e não apenas em pequenas cidades e periferias. Com o aumento de usuários nas metrópoles, e a formação de uma cultura da bicicleta, o assunto ganhou mais visibilidade. Graças à internet, grupos de militantes pró-bicicleta (como o movimento Bicicletada) formam comunidades e organizam protestos, além de ter uma mídia eficiente para cobrar as autoridades.
“A mídia está dando mais destaque e, com a internet, o assunto tende a viralizar”, avalia Zé Lobo, co-fundador e atual presidente da ONG Transporte Ativo.

Fonte Imagem: Pedalando e Olhando

Ciclovias precárias
Embora cada vez mais brasileiros estejam optando pela bicicleta como meio de transporte, a estrutura oferecida a eles ainda deixa a desejar. Mesmo no Rio de Janeiro, a cidade com a maior malha cicloviária do Brasil, não há integração entre bairros e o centro, nem bicicletários — os que existem no bairro da Cinelândia ou na presidente Antonio Carlos são caros e insuficientes, e não dispõem de duchas para higiene básica do ciclista.
“É interessante que por falta de malha cicloviária clara e segura muitas empresas não estimulam seus funcionários ao uso da bicicleta”, explica Giuseppe Zani, ciclista do Rio de Janeiro. “Algumas até iniciam a implantação de bicicletários, mas pararam ou limitaram o processo, por um motivo bem simples: em termos trabalhistas o deslocamento de ida e volta da residência ao trabalho é considerado de responsabilidade do empregador. Assim, sem plano cicloviário integrado, o incentivo das empresas em caso de acidente responsabilizaria as mesmas. Também são poucas as iniciativas básicas como circular em comboio (na Austrália, os empregados fazem os trajetos entre cidades em grupo), ou o planejamento e sinalização de Zonas 30, que são ruas com velocidade reduzida para trânsito mais amigável para bikes e automóveis. Londres, por exemplo, tem planejamento mapeado disso, com mapas disponíveis com as vias sinalizadas em cores diferentes conforme intensidade do tráfego”.
Outro problema grave é a falta de fiscalização — regras incluídas na legislação não são cumpridas e as faltas raramente resultam em multas.
“O DENATRAN não fiscaliza regras básicas, como o artigo 201 do Código de Trânsito Brasileiro, que obriga motoristas a guardarem uma distância segura de um metro e meio ao passar ou ultrapassar o ciclista”, lembra Thaís de Lima, que mantém desde 2009 o blog Mulher de Ciclos, dedicado à vida sobre duas rodas. “Eles mesmos assumem que não fiscalizam e não multam. Quando são questionados, dizem que têm dificuldade em medir o que é um metro e meio. Já deram declarações de que só podem multar em caso de acidente. Ou seja, o ciclista precisa ser ferido para que haja punição”.
A maioria dos ciclistas entrevistados pela reportagem afirmaram que se sentem seguros no trânsito, mas admitem que volta e meia precisam lidar com sério problemas, como a hostilidade de motoristas de carro e ônibus. No ano passado, a fotógrafa paulistana Laura Sobenes publicou na internet uma história assustadora. Ela voltava do trabalho de bicicleta, quando, na Avenida Paulista, foi subitamente fechada por um ônibus. Tentou dialogar com o motorista, mas este ficou agressivo e disse que “lugar de ciclista é na calçada”. Assim que o farol abriu, jogou o veículo para cima de Laura, que estava ao lado da faixa de ônibus, e disse: “Ué, toma cuidado. É você que vai morrer. Eu só vou assinar um B.O.” Laura ligou a câmera de seu celular, seguiu o motorista, e pediu que ele repetisse a frase. Depois, publicou o registro na web.
Graças à internet, o episódio se espalhou rapidamente entre a comunidade dos ciclistas, que cada vez mais se mobiliza sobre o uso da bicicleta em tom de defesa de direitos civis.
“Acho que está havendo uma politização da bicicleta, com usuários cada vez mais unidos”, explica Zé Lobo. “Porém, é preciso tomar cuidado para não partidarizar a questão. Como aconteceu em Bogotá, na Colômbia: um partido implementou programas para ajudar os ciclistas, mas o governo seguinte os abandonou. Tudo porque os programas ficaram associados ao partido anterior, com a cara do partido anterior. Na verdade, a bicicleta é um direito de todos, é das pessoas, não dos partidos”.
Zani nota que, apesar do código brasileiro de trânsito incluir direitos e deveres do ciclista no
trânsito, institucionalmente a representação acontece de forma
mais ou menos autônoma, tendo como principal fórum grupos organizados como o Massa Crítica.

“A Federação Brasileira de Ciclismo trata basicamente da parte desportiva. O Rio, que tem a maior quilometragem de ciclovias, é curiosamente um dos fóruns menos ativos, reunindo pouco mais de 20 pessoas por edição, enquanto em São Paulo e Porto Alegre chegam a 200 ou mais”, diz Zani, lembrando o papel equivocado dos órgãos públicos depois de um fatídico episódio em Porto Alegre em 2011, quando um motorista atropelou dezenas de ciclistas que organizavam um “pedalaço” coletivo: “A prefeitura acabou entrando em atrito com os ciclistas e chegou a ter uma intimação bem equivocada do ministério público entregue numa academia nas cercanias de onde o grupo costuma se encontrar para os passeios mensais. Há uma dificuldade de negociar e identificar responsáveis uma vez que se trata de um fórum sem líderes, de participação espontânea”.
Não são apenas os problemas de estrutura e a hostilidade de motoristas de carro e caminhão que alimentam os acidentes. Os próprios ciclistas reconhecem que falta orientação entre seus pares. A falta de educação no trânsito é geral, e envolve tanto motoristas quanto ciclistas e pedestres.
“O ciclista também tem sua parcela de culpa: ele não sinaliza, não olha para os lados, se acha soberano na rua”, admite o professor de educação física carioca Walter Tuche.
Como enfrentava problemas no trânsito ao treinar regularmente com um grupo de ciclistas, Walter buscou uma parceria com a prefeitura para colocar placas para horários preferenciais em algumas faixas, entre 5h30 e 6h30. Além disso, teve a ideia de fabricar garrafas d’água e distribuí-las a motoristas, espalhando uma mensagem de bom convívio entre carros e bikes. Para Walter, contudo, a falta de conscientização é geral:
“A gente vê o pessoal circulando na contramão”, avisa. “Além de ser errado, é muito mais perigoso: quando a batida é de frente, aí mesmo é que o ciclista se dá mal”.
Segundo Thaís de Lima, falta investir em informação.
“Há usuários de bicicleta que dirigem agressivamente, com uma postura reativa. Se você dirigir de forma pacífica, na defensiva, conseguirá antecipar os movimentos. Mobilidade urbana é informação e não se vê informação chegar a ninguém. Ninguém vai passar o trajeto todo com ciclovia, então a segurança passa pelo comportamento. É isso que vai nos proteger, embora nunca estaremos 100 por cento seguro”.
Apesar de todas as notícias trágicas sobre acidentes fatais, o ciclista brasileiro tem razão em ficar otimista. Zé Lobo lembra que, quanto mais ciclistas circulando pelas ruas, menores os riscos.
“A relação entre motorista e ciclista passa a ser maior. Um motorista que está acostumado a dividir a pista com ciclistas já aprendeu a negociar. Deixa de ser inesperado”.

terça-feira, 1 de maio de 2012

São Paulo deve criar sistema de 'Bike-Escolar' em 2012




A prefeitura de São Paulo estuda criar um inovador projeto de deslocamento escolar. A ideia é colocar cerca de 4,6 mil bicicletas públicas à disposição para que os alunos dos 45 Centros Educacionais Unificados (CEUs) da cidade possam ir e voltar de casa às escolas pedalando. Para aumentar a segurança, monitores serão contratados para acompanhar os alunos no trajeto em sistema de bike-bus, isto é, em comboio.
O projeto seria destinado para alunos entre 10 e 14 anos, que estudam ainda no ensino fundamental. “Queremos que não seja apenas um projeto de transporte, mas de educação”, afirma o secretário municipal de Educação, Alexandre Schneider. Ele conta que, para isso, o Bike-Escolar será dividido em quatro fases. “A ideia é termos uma mistura de aprendizagem sobre trânsito, meio ambiente e trabalho em grupo”, antecipa.
O projeto não é novidade a nível mundial, com alguns similares como já apresentamos aqui, mas no Brasil é pioneiro. “Isso é algo que já acontece em países como a Dinamarca desde a década de 1940, mas que no Brasil é inovador”, explica Daniel Guth, coordenador-geral do programa.
O uso da bicicleta pelos alunos será opcional, e todos os pais terão de concordar por escrito antes de o filho pegar a bike emprestada. “Tudo isso vai ser feito com muito cuidado e zelo, coordenado com os órgãos de trânsito. Os meninos terão aulas de como pedalar nas ruas e serão acompanhados pelos monitores. Como são alunos dos CEUs, normalmente já moram mais próximos da escola”, diz o secretário.
O valor total do projeto, incluindo mão de obra e materiais, deverá ser de cerca de R$ 2 milhões ao ano. “Vamos deixar tudo formatado para que, se a gestão seguinte quiser, o projeto possa até ser ampliado”, afirma Schneider.
Fonte: Jornal da Tarde/Postado por TheCityFixBrasil/Foto: Anabananasplit

segunda-feira, 30 de abril de 2012

1° #PedalaFortaleza surpreende!



Artigo: Jeiel Nóbrega

Para muitos fortalezenses, o domingo passou longe de ser mais um típico dia caseiro. De todas as partes da cidade, ciclistas compareceram a primeira edição do Pedala Fortaleza. O evento foi organizado pela Prefeitura através da Fundação de Esporte e Turismo em parceria com a Gerência Executiva da Copa. Segundo os organizadores, foram mais de mil ciclistas no último dia 29 de Abril.

A concentração foi em frente ao Estádio Presidente Vargas. Animada por um trio elétrico, a caravana seguiu cidade a dentro de forma organizada, com apoio dos agentes da AMC.

Muitos estavam a "caráter" para o evento. Usavam todos os itens de segurança, roupa especial e aquela pinta de atleta não podia faltar. Para quem não tinha uma bike, poderia alugar num local próximo por um preço que variava entre R$15,00 até R$25,00.

Eram pessoas de todas as idades. Estavam ali para pedalar, se divertir, ter um domingo diferente dos habituais e também para levantar uma série de discussões sobre a questão da mobilidade urbana dentro de Fortaleza.

Numa rápida conversa com alguns ciclistas, as queixas parecem apontar para um norte principal: a educação. Motoristas intransigentes, pedalistas alheios a muitas regras no trânsito somados com o estresse diário e os já conhecidos engarrafamentos na cidade, foram alvo das reclamações.

Fortaleza conta com uma vantagem especial para o ciclismo que é sua posição plana. Na hora de pedalar, isso pode fazer uma diferença e tanto. Porém a cidade também conta com uma desvantagem: o calor. A maioria dos ambientes de trabalho não conta com banheiros que tenham chuveiro ou pequenos vestiários para que o trabalhador usuário da bicicleta possa tomar um banho rápido e seguir aos seus afazeres.

Outra questão levantada foi sobre a arborização urbana. Precisamos de mais árvores! Elas não servem só para deixar a cidade mais bonita. São úteis de diferentes formas. Favorecem o movimento do ar, nos dão sombra(pra quem mora em Fortaleza sabe como isso é importante) ajudando bastante aqueles que não utilizam transporte motorizado.

O diferencial do evento talvez seja o maior incentivo das autoridades para melhorar a prática do ciclismo em Fortaleza e isso se reflete positivamente em seus praticantes. Agora, acreditam os pedalistas, haverão mais eventos em prol do transporte não motorizado pela cidade e isso desperta um sentimento de "é possível nos readaptarmos" a novas realidades.

Confira mais fotos:


Fotos cedidas por Jeiel Nóbrega

sábado, 28 de abril de 2012

Sinta a cidade a sua volta


Vamos nos inspirar hoje?


It's Your Ride



Fonte: Cinecycle

quarta-feira, 25 de abril de 2012

‘Bicicleta me trouxe economia de 600 reais por mês e auto-confiança’


Entre os amigos também ciclistas em pique-nique no Parque Ibirapuera em São Paulo. (Foto: Arquivo pessoal)

Entrevistada do TCFBrasil conta como a bicicleta ajudou a transformar sua vida
Sabemos que não é fácil deixar o conforto do carro para se aventurar com a bicicleta pelas ruas de São Paulo. Porém, a jornalista Luiza Jugdar tomou coragem, colocou o capacete e acabou descobrindo uma nova cidade e até uma nova Luiza – como ela conta de maneira sincera e envolvente no seu blog. A experiência de deixar o automóvel em casa e usar a bike para ir e vir pela cidade trouxe muitos benefícios para a vida da jornalista, que hoje economiza uma boa quantia por mês e se considera uma pessoa bem mais auto-confiante.
Como Luiza nos conta na entrevista abaixo, as transformações aconteceram de forma natural durante esse um ano que se tornou uma bike commuter da capital paulista. Hoje o bolso agradece, já que a jornalista deixou de gastar com gasolina, estacionamento, IPVA, multas e por aí afora. A economia chega aos 600 reais por mês, dinheiro que agora usa para outras coisas que gosta de fazer.
Além do alívio no bolso, Luiza garante que também ganhou tempo e qualidade de vida, pois sente satisfação antes, durante e depois da pedalada. Quando ia de carro para o trabalho, passava 1h20 no trânsito. Já com a magrela, o mesmo trajeto dura apena 20 minutos. Somando ida e volta, ela ganhou 2h do seu dia. No final de um mês são 40 horas, quase dois dias, que Luiza tem para realizar outras atividades mais produtivas e interessantes do que ficar parada dentro do carro… Já pensou?!
Assim fica mais fácil entender porque a jornalista se sente mais vibrante, saudável e até mais decidida, já que dividir a via com os carros exige destreza e posicionamento. Por todos os benefícios que conquistou com essa mudança de hábito, Luiza se tornou uma entusiasta da bicicleta e conta para o TheCityFix Brasil como foi esse processo e os medos que teve que encarar até descobrir um novo estilo de vida, bem mais interessante. Acompanhe na entrevista abaixo:
Quando decidiu trocar o carro pela bicicleta tinha ideia da economia de tempo e dinheiro que faria?
Eu tinha ideia. Mas, na prática, foi muito mais eficiente do que eu poderia supor. No final, não é só a economia para ir e voltar do trabalho, a bike acaba sendo o principal meio de transporte para qualquer lugar.
Você sempre morou perto do trabalho ou decidiu se mudar para facilitar o deslocamento diário?
Eu tive apenas um emprego que era ‘longe’ de casa. Quando trabalhei no Consulado Americano levava 40 minutos para e ir e 40 minutos para voltar. Isso porque entrava às 7h30 e saia às 16h30, quer dizer, completamente fora do rush. Quando passei a trabalhar na Faria Lima, no horário comercial usual [das 9h às 18h], depois de dois dias indo de carro decidi tentar a bike. Eu nunca aceitei empregos que fossem completamente fora de mão ou sem a opção de transporte público, apesar de sempre ter tido carro.
Muita gente pensa em abandonar o hábito do carro, mas tem medo de se arriscar nas ruas. Qual conselho você daria para alguém dar o primeiro passo, ou melhor, a primeira pedalada, assim como você?
Entendo o medo. Existe de fato uma série de fatores de risco. Mas não podemos ignorar todos os riscos de acidentes de carro, moto ou até mesmo à pé. E até mesmo a propensão aos assaltos e violências, infelizmente, corriqueiras. São Paulo não é uma cidade segura para ninguém. Acredito que o primeiro passo é ir pedalar no parque ou na ciclofaixa em um fim de semana. Assim a pessoa já vai se familiarizando com a bike. O segundo passo é o Bike Anjo, isto é, alguém que vai te ajudar a traçar a rota ideal e que poderá te acompanhar até que não haja mais o nível de insegurança inicial.
 os lugares. Para mim, ser parte de um grupo de pessoas diversificadas que não irão me excluir [ou a qualquer outra pessoa] por ‘excesso de autenticidade’, já pareceria sensacional! Mas, sem dúvida alguma, a principal mudança de comportamento foi em relação ao posicionamento. O mais legal foi que aconteceu naturalmente, quando eu me dei conta, já estava mais assertiva nas discussões de trabalho ou ao pedir um aumento para o meu chefe.
Algo que percebi, mas que é bastante subjetivo, foi em relação ao uso do instinto. Nossa vida urbana acomodada, e digo nossa porque a minha vida é bastante confortável, nos leva a muitas vezes deixar o nosso instinto de lado. Não estou falando daquele instinto sobrenatural, estou falando do instinto científico, aquele que em situações de risco nos enche de adrenalina e nos põe em ação para salvar a própria pele. Em diversas situações racionais o instinto pode prejudicar, por exemplo numa decisão financeira no mercado de ações. Apesar da descarga de adrenalina, natural para situações que exigem decisões rápidas, a decisão deve ser racional, baseada em fatores analíticos. Nosso cérebro pode ser bastante desregulado quanto a isso. Porém, em situações de risco eminente ou em que algo parece nitidamente errado, por alguma razão a maioria das pessoas parece ignorar o que trouxe o Homem até aqui, o instinto de sobrevivência.
Após passar por algumas situações bastante assustadoras no trânsito, aprendi que muitas vezes não precisamos, e nem temos tempo, para pensar e achar a melhor solução para um problema. Lembrei que ter este instinto animal embutido na nossa ‘superioridade racional humana’ é muito útil. Você não tem tempo para pensar em como agir quando um carro te fecha na Avenida Paulista. Aliás, muitas vezes, se formos pensar, escolheremos a opção menos eficiente. Porém, se você apenas age nos milésimos de segundo disponíveis, focando em manter a sua própria integridade física, parece funcionar bem. Não sou uma especialista no assunto, mas notei que a minha resposta instintiva `as situações de risco ficaram muito mais rápidas e eficientes, afinal, passei também a confiar em mim mesma muito mais.

A ordem correta da passagem de marchas