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quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Documentário 'Bicicleta, minha primeira vez' revive a descoberta da bike




Qual a primeira recordação que você tem de uma bicicleta? As respostas de sete ciclistas expostas no vídeo do cinegrafista brasileiro Wev Silva variam desde as primeiras pedaladas, no quintal da casa, até descer ladeira abaixo empurrado pelos amigos. Gravado em Paris, o documentário Bicicleta, minha primeira vez fala sobre os prazeres da descoberta da bike.

Ao longo do vídeo, os depoimentos dos ciclistas (inclusive de um brasileiro, o curitibano Eduardo Serafim) revelam histórias de infância e de como as bicicletas cumpriram papel fundamental na construção de lembranças que eles guardam até hoje.

"Eu me lembro que o meu pai segurava a bicicleta pelo banco e dizia: 'Sim, sim, eu estou te segurando’, mas na verdade não estava, ele já tinha soltado", lembra aos risos um dos entrevistados.

Em comum, os ciclistas também revelaram a sensação de liberdade que só a magrela oferece, além da autonomia e praticidade para os deslocamento urbanos, e das quedas que todos tiveram que enfrentar enquanto descobriam as segredos das bikes. “Mas a gente aprende a se levantar, aprendemos com os nossos erros, que é só ir reto. Uma vez que você consegue, não dá mais pra parar de pedalar”.

Assista ao vídeo (com legenda em português):


Fonte: EcoD

quarta-feira, 25 de abril de 2012

‘Bicicleta me trouxe economia de 600 reais por mês e auto-confiança’


Entre os amigos também ciclistas em pique-nique no Parque Ibirapuera em São Paulo. (Foto: Arquivo pessoal)

Entrevistada do TCFBrasil conta como a bicicleta ajudou a transformar sua vida
Sabemos que não é fácil deixar o conforto do carro para se aventurar com a bicicleta pelas ruas de São Paulo. Porém, a jornalista Luiza Jugdar tomou coragem, colocou o capacete e acabou descobrindo uma nova cidade e até uma nova Luiza – como ela conta de maneira sincera e envolvente no seu blog. A experiência de deixar o automóvel em casa e usar a bike para ir e vir pela cidade trouxe muitos benefícios para a vida da jornalista, que hoje economiza uma boa quantia por mês e se considera uma pessoa bem mais auto-confiante.
Como Luiza nos conta na entrevista abaixo, as transformações aconteceram de forma natural durante esse um ano que se tornou uma bike commuter da capital paulista. Hoje o bolso agradece, já que a jornalista deixou de gastar com gasolina, estacionamento, IPVA, multas e por aí afora. A economia chega aos 600 reais por mês, dinheiro que agora usa para outras coisas que gosta de fazer.
Além do alívio no bolso, Luiza garante que também ganhou tempo e qualidade de vida, pois sente satisfação antes, durante e depois da pedalada. Quando ia de carro para o trabalho, passava 1h20 no trânsito. Já com a magrela, o mesmo trajeto dura apena 20 minutos. Somando ida e volta, ela ganhou 2h do seu dia. No final de um mês são 40 horas, quase dois dias, que Luiza tem para realizar outras atividades mais produtivas e interessantes do que ficar parada dentro do carro… Já pensou?!
Assim fica mais fácil entender porque a jornalista se sente mais vibrante, saudável e até mais decidida, já que dividir a via com os carros exige destreza e posicionamento. Por todos os benefícios que conquistou com essa mudança de hábito, Luiza se tornou uma entusiasta da bicicleta e conta para o TheCityFix Brasil como foi esse processo e os medos que teve que encarar até descobrir um novo estilo de vida, bem mais interessante. Acompanhe na entrevista abaixo:
Quando decidiu trocar o carro pela bicicleta tinha ideia da economia de tempo e dinheiro que faria?
Eu tinha ideia. Mas, na prática, foi muito mais eficiente do que eu poderia supor. No final, não é só a economia para ir e voltar do trabalho, a bike acaba sendo o principal meio de transporte para qualquer lugar.
Você sempre morou perto do trabalho ou decidiu se mudar para facilitar o deslocamento diário?
Eu tive apenas um emprego que era ‘longe’ de casa. Quando trabalhei no Consulado Americano levava 40 minutos para e ir e 40 minutos para voltar. Isso porque entrava às 7h30 e saia às 16h30, quer dizer, completamente fora do rush. Quando passei a trabalhar na Faria Lima, no horário comercial usual [das 9h às 18h], depois de dois dias indo de carro decidi tentar a bike. Eu nunca aceitei empregos que fossem completamente fora de mão ou sem a opção de transporte público, apesar de sempre ter tido carro.
Muita gente pensa em abandonar o hábito do carro, mas tem medo de se arriscar nas ruas. Qual conselho você daria para alguém dar o primeiro passo, ou melhor, a primeira pedalada, assim como você?
Entendo o medo. Existe de fato uma série de fatores de risco. Mas não podemos ignorar todos os riscos de acidentes de carro, moto ou até mesmo à pé. E até mesmo a propensão aos assaltos e violências, infelizmente, corriqueiras. São Paulo não é uma cidade segura para ninguém. Acredito que o primeiro passo é ir pedalar no parque ou na ciclofaixa em um fim de semana. Assim a pessoa já vai se familiarizando com a bike. O segundo passo é o Bike Anjo, isto é, alguém que vai te ajudar a traçar a rota ideal e que poderá te acompanhar até que não haja mais o nível de insegurança inicial.
 os lugares. Para mim, ser parte de um grupo de pessoas diversificadas que não irão me excluir [ou a qualquer outra pessoa] por ‘excesso de autenticidade’, já pareceria sensacional! Mas, sem dúvida alguma, a principal mudança de comportamento foi em relação ao posicionamento. O mais legal foi que aconteceu naturalmente, quando eu me dei conta, já estava mais assertiva nas discussões de trabalho ou ao pedir um aumento para o meu chefe.
Algo que percebi, mas que é bastante subjetivo, foi em relação ao uso do instinto. Nossa vida urbana acomodada, e digo nossa porque a minha vida é bastante confortável, nos leva a muitas vezes deixar o nosso instinto de lado. Não estou falando daquele instinto sobrenatural, estou falando do instinto científico, aquele que em situações de risco nos enche de adrenalina e nos põe em ação para salvar a própria pele. Em diversas situações racionais o instinto pode prejudicar, por exemplo numa decisão financeira no mercado de ações. Apesar da descarga de adrenalina, natural para situações que exigem decisões rápidas, a decisão deve ser racional, baseada em fatores analíticos. Nosso cérebro pode ser bastante desregulado quanto a isso. Porém, em situações de risco eminente ou em que algo parece nitidamente errado, por alguma razão a maioria das pessoas parece ignorar o que trouxe o Homem até aqui, o instinto de sobrevivência.
Após passar por algumas situações bastante assustadoras no trânsito, aprendi que muitas vezes não precisamos, e nem temos tempo, para pensar e achar a melhor solução para um problema. Lembrei que ter este instinto animal embutido na nossa ‘superioridade racional humana’ é muito útil. Você não tem tempo para pensar em como agir quando um carro te fecha na Avenida Paulista. Aliás, muitas vezes, se formos pensar, escolheremos a opção menos eficiente. Porém, se você apenas age nos milésimos de segundo disponíveis, focando em manter a sua própria integridade física, parece funcionar bem. Não sou uma especialista no assunto, mas notei que a minha resposta instintiva `as situações de risco ficaram muito mais rápidas e eficientes, afinal, passei também a confiar em mim mesma muito mais.

terça-feira, 24 de abril de 2012

Governo federal oferece 300 bicicletas para estudantes do Ceará




Os estudantes do município de Uruoca, a 293 km de Fortaleza, no Ceará, sempre tiveram dificuldades em ir à escola, pois o local é de difícil acesso e os ônibus não passam por lá. A solução encontrada foi beneficiá-las com bicicletas.
Através do programa Caminhos da Escola, foram entregues ao município 300 bicicletas, o que facilitará a vida de muitos alunos. “Se não tivesse a bicicleta eu não ia para a aula, não. Eu ficava em casa. A estrada é ruim e eu moro muito longe”, disse Fabiana Farias, 10 anos, em entrevista ao G1.
No caso da aluna Fabiana, o veículo foi o incentivo essencial, pois antes ela perdia aulas com frequência. A estudante mora a 16 km da Escola Municipal de Ensino Fundamental Francisco Marques Vieira. Da mesma forma que ela, mais 20 crianças usam a bicicleta escolar como transporte para chegarem à instituição.
Outra parte das crianças a utilizam apenas em parte do trajeto, principalmente, nas estradas de terra. Pedalam até um ponto em que passam os ônibus escolares, deixam a bike em uma casa, e seguem com o veículo da escola.
Segundo a técnica pedagógica Sheila Andrade, as bicicletas vêm sendo entregues desde janeiro. O número de bikes ainda não é suficiente para atender a todos que necessitam, porém, Sheila afirma que já pode ser percebida uma melhoria no número de alunos nas salas de aula. Diminuiu a evasão escolar e também o condicionamento físico dos estudantes.
As 300 bicicletas são financiadas com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Escola (FNDE). Muitas ainda estão em processo de entrega, assim como o capacete de segurança. A previsão é que o município de Uruoca façam novos pedidos para atender toda a demanda da região.
“Desde a entrega temos notado as crianças mais bem dispostas. O percurso feito pelos ônibus está mais rápido. Antes, levávamos muito tempo para buscar cada um. Até os danos nos ônibus diminuíram”, disse Sheila.
O programa Caminho da Escola foi criado em 2007 e, além de bicicletas, são disponibilizados outros meios de transporte para estudantes. De acordo com o FNDE, todos os veículos são adequados às condições de tráfego das vias das zonas rural.

Fonte: CicloVivo

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Quais as vantagens de uma cidade com menos carros?



No dia mundial sem carro, em vez de falar sobre os problemas trazidos pelo uso excessivo dos carros nas cidades – aqueles que já estamos cansados de saber, como trânsito, poluição, danos de saúde pública, etc etc – resolvi falar sobre as vantagens de cidades que se preocupam em promover um uso mais consciente dos carros.
1. Quanto menos carros, melhor para os carros. Há três anos foi feita uma pesquisa em Nova Iorque pela secretaria de transportes da prefeitura que concluiu que mais de 40% das viagens diárias feitas de carro eram de 5 quilômetros ou menos. “Se esses carros que faziam deslocamentos menores saíssem da via, o congestionamento cairia quase pela metade e haveria espaço para que os outros, que realmente percorriam longas distâncias e justificavam o uso do carro”, diz Jeff Risom, planejador urbano do Gehl Architects, de Copenhague, e consultor da prefeitura de Nova Iorque.
2. Ter menos carros em circulação é melhor para a economia. A cidade de Copenhague tentou calcular quanto custava ter carros em circulação, considerando tempo de locomoção, turismo, necessidade de investimento em infraestrutura e saúde pública. O resultado é que a cada quilômetro percorrido de carro, a cidade perde o equivalente a R$ 0,35. O curioso é que a cada quilômetro percorrido de bicicleta a cidade GANHA R$ 0,70, seguindo os mesmo critérios. Considerando que, em São Paulo, 20% dos leitos dos hospitais são ocupados por vítimas do trânsito (poluição e acidentes), talvez o prejuízo de manter tantos carros em circulação na cidade seja ainda maior.
3. Com menos carro nas ruas sobra mais espaço para as pessoas. O dado varia, de acordo com a fonte, mas é fato que algo entre 60% e 80% da superfície da cidade de São Paulo está sendo usada pelos carros, contando ruas, estacionamentos e serviços de montagem, distribuição e manutenção. Com tantos carros assim precisando passar as cidades passam a ter cada vez menos espaços para permanecer. O sumisso dos espaços públicos é uma consequência bem comum do excesso de carros. As cidades viram uma grande área de passagem para ir de casa para o trabalho ou para centros de lazer fechados e controlados (como os shopping centers). Com políticas que diminuem o uso excessivo do carro, como no caso de Londres, que aplicou o pedágio urbano no centro da cidade, os espaços públicos são preservados.
4. A restrição do uso dos carros pode gerar renda para investir em outros modais. Londres criou o pedágio urbano enquanto que Copenhague e Amsterdam instituíram taxas caríssimas de estacionamento nas ruas do centro da cidade (dependendo do dia e do horário chega a custar o equivalente a R$ 30 para deixar o carro estacionado por uma hora). Por um lado são medidas que elitizam o uso do carro. Mas nos três casos a renda gerada é 100% reinvestida em outros modais (ciclovias, estações de metrô, traims, etc). Esse tipo de política garante que, ao mesmo tempo, o uso dos carros diminua e o uso de outros modais seja possibilitado. Ataca diretamente o trânsito e melhora a vida de muita gente.
5. Cidades com menos carros propiciam um ambiente mais criativo. Há um estudo em andamento na London Schools of Economy Cities que deve ser lançado no início do ano que vem e aponta relações entre a divisão modal de uma cidade e a criatividade de sua população. É um estudo polêmico – difícil medir a criatividade, não? – que afirma basicamente que, em uma cidade com mais opções para se locomover, os espaços públicos são mais povoados e diversificados. As pessoas convivem com outras pessoas diferentes delas e isso faz com que sua formação intelectual e suas referências sejam muito mais ricas. Uma cidade com mais opções para se transportar, então, seria uma cidade mais propícia para pessoas mais criativas.
Autora: Natália Garcia
Foto: Rafael Lessa
Postado originalmente por Planeta Sustentável/Cidade para Pessoas

As lições dos Ciclistas Japoneses: De crianças a executivos todo mundo anda de bicicleta



Nos últimos anos, o uso da bicicleta como meio de locomoção vem aumentando gradativamente. Até bem pouco tempo atrás a bicicleta era vista como meio de transporte das camadas menos favorecidas da sociedade, ou usadas somente para lazer, nos fins de semana, preconceitos que vem perdendo força.
A preocupação com as questões ambientais, é um aspecto central hoje de todas as atividades humanas, refletindo uma preocupação crescente com o que se denominou como desenvolvimento sustentável.


Com essas grandes mobilizações nas questões ambientais, a bicicleta começa a ganhar mais adeptos, pois podemos dizer que a bicicleta é “transparente” ou “invisível” na circulação, não só por suas características físicas extremamente simples, mas também pelo baixo impacto que causa ao meio ambiente, seja pela ausência de ruídos e de emissão de gases poluentes.
A ONU elegeu a bicicleta como o transporte ecologicamente mais sustentável do planeta. O conceito de transporte ambientalmente sustentável foi então definido como os transportes que não colocam em perigo a saúde publica ou os ecossistemas.


Apesar das campanhas de incentivo, o número de bicicletas circulando pelas ruas do Brasil é muito pequena comparado aos países da Europa e Ásia.
No Japão, a quantidade de bicicletas circulando pelas ruas é impressionante. Em qualquer ponto da cidade, vemos pessoas de todas as idades pedalando; crianças brincando, estudantes indo para escola, senhoras idosas indo para o supermercado e pessoas indo para o trabalho, desde operários das indústrias até executivos engravatados.
Não existem ciclovias no país, motoristas, ciclistas e pedestres, convivem harmoniosamente, respeitando seu espaço, cumprindo as normas do trânsito, trafegando lado a lado.
O Japão, é o terceiro país com maior número de bicicletas, só perdendo para Estados Unidos e China, que tem populações bem maiores.


A topografia plana do país também ajuda o uso da bicicleta, ruas muito bem conservadas, sem buracos, obras ou obstáculos tornam o deslocamento bem fácil e tranqüilo. Apesar do alto poder aquisitivo do povo japonês, das vias muito bem conservadas, o automóvel é usado com mais freqüência nos fins de semana.Nos dias úteis a bicicleta e os trens ou metrô são os meios de locomoção mais utilizados.
Algumas ações que promovem o uso da bicicleta no Japão:
  • Nas estações de trem e metrô, os estacionamentos para bicicletas são enormes, e estão sempre lotados, são milhares espalhadas em vários andares.
  • Nas universidades também existem grandes ares destinadas às bicicletas.
  • Em qualquer indústria, órgão público, comércio ou condomínio existe uma área reservada para estacionar as bicicletas.
  • Em questão de segurança, nas grandes avenidas com trafego intenso de veículos, os ciclistas utilizam a passarela de pedestre, pois existe uma rampa junto aos degraus destinada especialmente aos ciclistas.
Enfim, o país dispõe de toda estrutura para o deslocamento urbano usando a bicicleta.
Autor: Clovis Akira
Postado originalmente por ColetivoVerde






A ordem correta da passagem de marchas