Destaques
Mostrando postagens com marcador Mobilidade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Mobilidade. Mostrar todas as postagens

sábado, 24 de novembro de 2012

Fotografias mostram como somos quando esperamos o ônibus


Esperar nem sempre é fácil, principalmente quando estamos sozinhos. Mas estar sozinho numa parada de ônibus é uma situação tão rara quanto receber um sorriso da pessoa ao lado e puxar papo. O medo de o coletivo virar adjetivo parece assustar o homem urbano e já virou até poesia aqui noTheCityFix Brasil. Agora o fotógrafo Richard Hooker mostra, por meio de suas fotos, como as pessoas se relacionam com a diversidade  enquanto dividem um espaço e um tempo comum na cidade. Entre 2001 e 2005, o fotógrafo registrou as pessoas que esperavam o ônibus em diversas paradas de Londres. O resultado foi o projeto “By the Bus Stop” com 136 fotos – por vezes inusitadas, outras melancólicas – que ilustram esse momento compartilhado.
“A forma como as pessoas se apropriam do espaço, como elas se reúnem, é muitas vezes melhor do que qualquer forma que um diretor de arte ou um fotógrafo poderia deliberadamente replicar. Cada coleção oferece um pequeno ‘insight’ sobre a diversidade incrível de Londres, como nos relacionamos com nosso ambiente e com o outro”, resume Hooker.

Richard Hooker: North End Way, Golders Green


Richard Hooker: Kingsland Road, Dalston 


Richard Hooker: East London Mosque, Whitechapel Rd


Richard Hooker: Hackney Road


Richard Hooker: Threadneedle Street, City of London


Richard Hooker: London Bridge


Richard Hooker: Altab Ali Park, Whitechapel Road


Richard Hooker: Threadneedle Street


Richard Hooker: Balls Pond Road, Canonbury













segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Dinamarca investe em 'rodovias' para bicicletas



Enquanto no Brasil a gente ainda discute se as ciclovais são viáveis ou não e se as ciclofaixas contribuem para o aumento do uso da bicicleta como meio de transporte, a Dinamarca já planeja até ‘rodovias’ para bicicletas.
As chamadas Cykelsupersti são longas ciclovias que ligam as áreas mais afastadas de Copenhague ao centro da capital dinamarquesa. Segundo reportagem do New York Times, as ‘rodovias para bicicletas’ são longos caminhos pavimentados (com mais de 20 km de extensão) sem interrupções ou cruzamentos. Essas ‘rodovias’ se interligam com ciclofaixas e ciclorrotas no centro da cidade.
A primeira ‘rodovia para bicicletas’ na região de Copenhague foi inaugurada em abril, e ao menos 26 devem ser construídas nos próximos meses. A ideia é fazer com que as pessoas que moram a até 25 quilômetros do centro de Copenhague deixem o carro em casa e usem a bicicleta – em conjunto com o sistema de trens e metrô – para chegar ao centro da capital.
O foco do projeto é atingir a pessoa que mora mais afastada do centro, que geralmente usa o carro ou o transporte público para ir até a cidade. As ‘rodovias para bicicletas’ são bem parecidas com as estradas para veículos – bem asfaltadas, bem sinalizadas, bem iluminadas e sem interrupções. No total, as ‘rodovias’ cruzam 20 cidades localizadas na região de Copenhague.
“Um ciclista comum pedala cerca de 3 a 5 quilômetros para o trabalho. Nós apenas pensamos em como fazer com que as pessoas fizessem percursos mais longos”, afirmou Brian Hansen, do departamento de tráfego de Copenhague, ao The New York Times. E sabe quanto custou esse projeto todo? Segundo o site da Cykelsupersti, os 300 quilômetros espalhados em 26 ‘rodovias’ custam apenas US$ 2,12 milhões de dólares! Barato e eficaz, não?
Por Blog Eu Vou de Bike. Publicado em 27/07/2012. Fonte: TheCityFixBrasil

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Jan Gehl dá receita para criar cidades para as pessoas




A jornalista Natália Garcia, criadora do projeto Cidade Para Pessoas, foi até Copenhague entrevistar Jan Gehl, um dos maiores responsáveis por mudar a cara da cidade, nos anos 1960, e torná-la referência de planejamento urbano voltado para as pessoas. Especialista em criar cidades melhores, o arquiteto estuda os aspectos humanos antes de criar projetos de arquitetura, o que o fez criar uma metodologia de planejamento que prioriza as pessoas. Famoso por esse tipo de trabalho, ele é um dos profissionais da área mais requisitados do mundo.  Seu escritório, o Gehl Architects, já fez projetos, inclusive, para São Paulo e Rio de Janeiro. Confira a entrevista publicada na revista Vida Simples:
O que significa criar uma cidade para as pessoas?
Você já notou que sabemos tudo sobre o habitat ideal dos gorilas, girafas, leões, mas nada sobre o Homo sapiens? Qual o lugar ideal para essa espécie viver? Boa parte dos profissionais que definem o futuro de uma cidade – os arquitetos, urbanistas e políticos – está preocupada com outras coisas. Eles querem melhorar o trânsito, criar monumentos, pontes, mas nenhum deles tem na agenda o item “criar uma cidade melhor para as pessoas viverem”.
E qual seria o lugar ideal para o homem viver?
Certamente não é uma cidade em que se precise passar três horas por dia dentro de um carro preso no congestionamento. Em meu livro Cities for People (“Cidades para pessoas”) eu falo, por exemplo, sobre a síndrome de Brasília, uma prática repetida em várias cidades do mundo. É tudo grande demais, as distâncias são impossíveis de serem percorridas pelo corpo humano e os monumentos são grandes demais para apreciarmos a partir de nossa altura. Isso sem contar a falta de calçadas e ciclovias. Se você não tem um carro em Brasília, fica impossível se locomover.
O senhor fala em trânsito, problema grave no Brasil. Quais as soluções para essa questão?
O congestionamento é, sem dúvida, um dos maiores problemas das grandes cidades do mundo. E a chave para resolvê-lo é entender que a demanda correta não deve ser por mais transporte público ou ciclovias ou calçadas. Deve ser por mais opções, por mais liberdade de escolha de meios de se locomover do ponto A ao ponto B. Só ciclovias ou só transporte público não resolvem, mas uma combinação dos dois com boas calçadas e vias exclusivas de pedestres começam a deixar a cidade mais interessante e a dependência que se desenvolveu do carro começa a diminuir. Mas, ainda assim, muita gente vai continuar se locomovendo de carro, por comodidade. Então, junto com o aumento de opções de locomoção, é preciso diminuir o uso dos carros, dando menos lugar a eles.
Parece tão difícil e tão longe da nossa realidade…
Sim, é um processo complicado. Hoje Copenhague é um exemplo mundial de uma cidade boa para se viver, mas começamos nossa mudança de paradigma 50 anos atrás. A chave para que tenhamos chegado até aqui foi dar um passo de cada vez. Não dá para, de uma hora para outra, proibir os carros de estacionarem nas ruas. Mas que tal proibir em um bairro? Ou em apenas uma avenida? E, no lugar onde os carros estacionariam, criar uma ciclovia? Esse acaba sendo um projeto piloto, as pessoas teriam tempo para se acostumar. E, quando começar a dar certo, fazemos isso em outro ponto. Pouco a pouco a população vai entendendo como a cidade pode melhorar.
Como a população deve participar do processo da criação de cidades para pessoas?  
É fundamental que haja informação sobre como uma cidade pode ser melhor para que a sociedade exija as coisas certas. Enquanto exigirem mais ruas para dirigirem seus carros, as cidades vão continuar crescendo do jeito errado. Quando passarem a exigir mais liberdade de locomoção, daí o governo terá que fazer algo a respeito.
O planejamento urbano pode fazer as pessoas mais felizes?
Planejamento urbano não garante a felicidade. Mas mau planejamento urbano definitivamente impede a felicidade. A pior coisa para a felicidade das pessoas é perder tempo paradas no congestionamento. Se a cidade conseguir diminuir o tempo que você fica parado no trânsito e lhe oferecer áreas de lazer para aproveitar com seus amigos e sua família, ela lhe dará mais condições de ter uma vida melhor. O planejamento urbano é uma plataforma para as pessoas serem felizes.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Desrespeito do motorista e rampas mal localizadas são ponto fraco de Fortaleza



Ruas movimentadas de Fortaleza foram visitadas pela equipe de reportagem do Mobilize para avaliar o estado de suas calçadas. Embora semáforos e faixas de pedestre sejam vistos em frente à saída das escolas, esta não é a regra para outras localidades. O mais comum são faixas apagadas, e sobram reclamações sobre carros avançando sinais, em desrespeito ao pedestre.

No Centro de Fortaleza, apesar de esforços recentes da administração para garantir áreas para o pedestre, as rampas de acesso são raríssimas, e os camelôs disputam espaço com as pessoas. Em algumas ruas, principalmente no período que antecede a volta às aulas, vendedores de livros escolares usados ocupam as calçadas nas ruas Floriano Peixoto, Barão do Rio Branco e Major Facundo.

Na Avenida Beira Mar, onde se concentra a maior parte da rede hoteleira e muitas residências no entorno, o fluxo de pessoas no calçadão durante todo o dia é intenso. O piso é regular e bem iluminado. No entanto, e apesar de uma recente reforma para atender a quem circula a pé no local, há queixas sobre a conservação do passeio público.

Outro ponto crítico é a acessibilidade. As rampas, muitas delas, são colocadas distantes das faixas de pedestres, o que leva os cadeirantes a atravessarem fora delas: “As calçadas aqui até que estão bem cuidadas, no entanto não há rampa de acessibilidade nas faixas, algo lamentável e preocupante”, queixa-se o jornalista Reinaldo Braga, que conduzia a filha acidentada em cadeira de rodas.

Nesse trecho, o calçadão da Beira Mar, uma tradicional feirinha de artesanato ocupa totalmente o espaço, dificultando o caminho dos pedestres. Não bastasse, bicicletas utilizam o calçadão alegando falta de uma ciclovia na orla de Fortaleza.

Do lado oposto do calçadão o passeio é estreito para o pedestre, que muitas vezes divide com veículos um espaço que deveria ser seu. O português Manoel Silva, que mora em Fortaleza desde 2005 e caminha nas imediações da Beira Mar, critica: “Além de faltar espaço na calçada, os automóveis estacionam nos canteiros e obrigam pedestres a caminharem, ora pela calçada, ora pelo asfalto”, protesta.

Na movimentada Praia de Iracema, local onde deverá ser realizada a Fan Fest durante a Copa, a situação é parecida. Em duas avenidas importantes do bairro – Historiador Raimundo Girão e Almirante Barroso -, o pedestre tem que dobrar a atenção na hora de atravessar a via; há pouca área de circulação na calçada e, em pontos como nas paradas de ônibus, o passeio já nem existe mais.

Legislação

A lei de Uso e Ocupação do Solo de Fortaleza, de 1996, proíbe a construção de estacionamentos ou garagens que impeçam o trânsito de pedestres. Uma nova legislação, em vias de ser votada, atualizará a discussão sobre a  utilização das calçadas da cidade, de modo a garantir o espaço do pedestre, incluindo gestantes e pessoas com dificuldade de locomoção.

Também tramita na Câmara Municipal a criação do Instituto de Planejamento de Fortaleza, o Iplanfor, órgão que deverá pensar políticas públicas de planejamento urbano para a cidade. A padronização das calçadas de Fortaleza e liberação das calçadas para uso exclusivo de pedestres é um projeto antigo da prefeitura. Atualmente estão em execução as obras do Programa de Transporte Urbano de Fortaleza – Transfor, que deverão levar a padronização das calçadas para toda a cidade.

Até o momento foram concluídas obras do Transfor nas avenidas Jovita Feitosa, 13 de Maio e Domingos Olímpio. Estão em obras as avenidas Costa Barros e Pontes Vieira. Ruas do entorno destas avenidas também passarão por intervenções de drenagem e recapeamento. De acordo com a prefeitura, o objetivo é realizar obras de infraestrutura viária nas avenidas para reduzir o tempo de viagem entre os terminais de integração.
Entre as intervenções nestas ruas e avenidas está prevista a padronização das calçadas.

Para a Copa de 2014, entre as mudanças a serem feitas nas cinco avenidas que dão acesso ao Castelão, também está programada a padronização das calçadas e dos canteiros centrais. A prefeitura salienta que o Transfor prevê a construção de 164 km de calçadas padronizadas com acessibilidade.

 FORTALEZA

Locais avaliados:

Avenida Beira Mar

Onde se localizam os principais hotéis e restaurantes de Fortaleza. Muito movimentada, principalmente das 5h às 8h da manhã, das 17h às 21h, e nos finais de semana, a partir das 16h: o calçadão comporta bem os pedestres, mas um dos maiores problemas é a falta de ciclovias que faz os ciclistas optarem por utilizar o calçadão, mesmo sendo proibido. O espaço do calçadão também é ocupado por vários ambulantes e artistas que se apresentam para as pessoas que passeiam por ali. Além disso, o espaço conta com rampas de acesso para deficientes, mas nem todas estão localizadas nas faixas de pedestres. Do lado oposto ao calçadão, as calçadas são bem menores e apresentam muitas irregularidades. Ressalta-se que nos meses de janeiro, julho e dezembro, o movimento neste local se intensifica por conta da alta estação de turismo.

Praia de Iracema

Bairro tradicional e boêmio de Fortaleza. Na parte da orla e do conhecido Aterro de Iracema onde acontecem shows e eventos da cidade, o calçadão é similar ao da Beira-Mar. Entretanto, nos arredores da faixa de praia, as calçadas são muito ruins. Falta espaço para o pedestre circular, além de não haver mais calçadas em alguns desses pontos. A péssima condição das calçadas, principalmente na avenida Historiador Raimundo Girão, exige dos usuários do transporte público atenção redobrada na hora do embarque e desembarque.

Centro de Fortaleza

Principal bairro comercial de Fortaleza. Apesar de haver vários shoppings em diversos bairros da cidade, o Centro continua bastante movimentado de segunda a sábado. Há pouco espaço para a circulação de pessoas nas calçadas, que são tomadas por ambulantes, muitos deles sem autorização. O problema se agrava nos meses de dezembro e janeiro, quando esses ambulantes oferecem livros escolares. Faltam rampas de acesso adequadas para pessoas portadoras de deficiência.

Avenida Bezerra de Menezes

Avenida que dá acesso ao litoral oeste do Ceará e ao norte do estado, recentemente reformada pela prefeitura de Fortaleza: calçadas regulares, seguindo um padrão, inclusive para os estacionamentos de estabelecimentos comerciais com rampas de acesso para deficientes em todas as esquinas, ciclovias e espaço adequado para a circulação de pedestres.

Avenida Domingos Olímpio

Principal avenida do carnaval de rua de Fortaleza, onde se apresentam os blocos de Maracatu e escolas de samba. Assim como a avenida Bezerra de Menezes também foi recentemente reformada. Suas calçadas seguem o padrão definido pela prefeitura de Fortaleza.

Avenida Washington Soares

Avenida que dá acesso ao litoral leste do Ceará e a região do Vale do Jaguaribe: Atualmente passa por uma série de reformas, por conta da construção do Centro de Eventos do Ceará. Suas calçadas ainda não seguem um padrão, mas estão em boas condições.


Local IrregularidadesDegrausLarguraRampasObstáculosIluminaçãoPaisagismoSinalizaçãoMédia
Avenida Beira Mar1010875107108,38
Centro de Fortaleza5107507365,38
Avenida Bezerra de Menezes101010108105109,13
Praia de Iracema5104455575,63
Avenida Washington Soares710758107108,00
Avenida Domingos Olímpio101010108105109,13
        Média total: 7,60
   
REGULAMENTAÇÃO

- Plano Diretor de Fortaleza: aprovado em 2011 pela Câmara Municipal de Fortaleza. Ainda necessita de leis complementares para que seja regulamentado e possa entrar em vigor.
- Instituto de Planejamento do Município de Fortaleza – Iplanfor: Tramita na Câmara Municipal a lei que determina a criação deste órgão, cujo objetivo é pensar uma política de planejamento urbano para a capital cearense.

Fonte: Mobilize Brasil/Autor: Lúcio Pontes Filho/Foto:OPovo

A ordem correta da passagem de marchas