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quarta-feira, 4 de junho de 2014

França inicia programa que remunera pessoas que vão de bicicleta ao trabalho

Crédito imagem: Prefeitura de Paris

O governo francês deu início nesta semana a um programa piloto para estimular a bicicleta como meio de transporte, que oferece aos trabalhadores incentivos financeiros se eles utilizarem a bicicleta para irem ao local de seus empregos.

O programa, que está em uma fase de seis meses de experimentação, oferece como bonificação um pagamento de 0,25 centavos de euro – o equivalente a 0,77 centavos de Real – para cada quilômetro rodado com a bicicleta no percurso casa-trabalho.

O esquema foi adotado por 20 companhias, que no total empregam aproximadamente 10 mil pessoas, e, além de melhorar a saúde pública, visa reduzir a poluição do ar e o consumo de combustíveis fósseis.
Frederic Cuvillier, ministro dos transportes francês, afirmou que “os custos do transporte público e dos carros já são subsidiados”, e que ele quer que a bicicleta se torne “um modal separado de transporte”. O plano tem como objetivo aumentar em 50% o uso de bicicletas, e caso mostre ter sucesso, será testado em uma escala maior.

Em outros países da Europa, há planos semelhantes em andamento, em que os trabalhadores também são pagos por quilômetro rodado com bicicleta, ou recebem incentivos fiscais ou apoio financeiro para a compra de bicicletas.

Segundo um recente estudo alemão, o uso de bicicleta pode aumentar a expectativa de vida em até 14 meses, e outras pesquisas também apontam para mais benefícios do modal, como o desenvolvimento das habilidades motoras e o abandono do sedentarismo.


sábado, 24 de novembro de 2012

Você sabe o que é um "Bike Box"?




Cidades que incluem e pensam a bicicleta integrada ao seu sistema de transporte, sabem que falar em infraestrutura necessária para garantir a segurança e conforto do ciclista urbano vai além das ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas. Entre as sinalizações presentes no viário há ainda o conhecido como “Bike Box“, um espaço destinado exclusivamente ao ciclista, para que ele se posicione à frente dos carros num semáforo.

Isso garante que, ao abrir o farol, o ciclista saia com vantagem, segurança e visibilidade sobre os veículos motorizados. Mas nem todos os usuários da bicicleta sabem para que serve um Bike Box, por isso ciclistas de Nova York produziram um videozinho bem didático explicando como utilizá-lo. Assista em inglês:



No Brasil, existem registros desse tipo de infraestrutura em algumas pouquíssimas cidades, entre elas Niterói, no Rio de Janeiro, e em Rio Branco, no Acre. A cidade fluminense começou a implementar os Bike Box há pouco tempo em algumas avenidas onde o tráfego de bicicleta é intenso.

“Os Bike Box sao muito respeitados. Os motoristas ficam intimidados com a pintura vermelha no asfalto. Estamos com o planejamento de fazer mais rotas cicláveis e onde nao for possível pintar ciclofaixas. Já estamos no bairro do Ingá, zona sul de Niterói. Fizemos uma ciclofaixa de quase um 1km e vamos iterligá-la as rotas cicláveis de outras ruas. O projeto do Ingá tem o objetivo de beneficiar não só a populacao, mas os estudantes da UFF – Universidade Federal Fluminense”, explicou Glauston Pinheiro, Chefe de Divisão de Projetos da Nittrans (Niterói, Transporte e Trânsito).

Fonte: Mobilize/Foto: Transporte Ativo

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

De bicicleta para o trabalho




O Transporte Ativo traz mais uma contribuição para você que deseja saber um pouco mais sobre como conciliar bicicleta e ambiente de trabalho, confira:

Foi ainda em 2008 que, juntamente com o pessoal do Mountain Bike BH, elaboramos o manual "De Bicicleta para o Trabalho". Nele estavam respondidas todas as dúvidas que empregados e empregadores sempre quiseram saber sobre como incentivar o uso da bicicleta como veículo para os deslocamentos ao trabalho.
Agora, quatro anos depois e também logo após a semana da mobilidade, lançamos a versão impressa do manual que contou com o patrocínio do Banco Itaú. Foram apenas 500 cópias dessa excelente ferramenta de promoção ao uso da bicicleta que serão "cirurgicamente" distribuídas. Lembrando que temos ainda a versão em espanhol, lançanda em 2009.

Confira a versão em PDF.

Fonte: Transporte Ativo

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Documentário 'Bicicleta, minha primeira vez' revive a descoberta da bike




Qual a primeira recordação que você tem de uma bicicleta? As respostas de sete ciclistas expostas no vídeo do cinegrafista brasileiro Wev Silva variam desde as primeiras pedaladas, no quintal da casa, até descer ladeira abaixo empurrado pelos amigos. Gravado em Paris, o documentário Bicicleta, minha primeira vez fala sobre os prazeres da descoberta da bike.

Ao longo do vídeo, os depoimentos dos ciclistas (inclusive de um brasileiro, o curitibano Eduardo Serafim) revelam histórias de infância e de como as bicicletas cumpriram papel fundamental na construção de lembranças que eles guardam até hoje.

"Eu me lembro que o meu pai segurava a bicicleta pelo banco e dizia: 'Sim, sim, eu estou te segurando’, mas na verdade não estava, ele já tinha soltado", lembra aos risos um dos entrevistados.

Em comum, os ciclistas também revelaram a sensação de liberdade que só a magrela oferece, além da autonomia e praticidade para os deslocamento urbanos, e das quedas que todos tiveram que enfrentar enquanto descobriam as segredos das bikes. “Mas a gente aprende a se levantar, aprendemos com os nossos erros, que é só ir reto. Uma vez que você consegue, não dá mais pra parar de pedalar”.

Assista ao vídeo (com legenda em português):


Fonte: EcoD

terça-feira, 10 de julho de 2012

Inscrições abertas para o 3º Pedala Fortaleza




Passeio ciclistico acontece nas ruas da Regional I 

A população de Fortaleza já pode se inscrever para a terceira edição do Pedala Fortaleza – Legado da copa, que acontece no próximo domingo (15), nas ruas e avenidas da Regional I. As inscrições gratuitas podem ser feitas através do preenchimento da ficha de inscrição. Cerca de mil pessoas devem participar do passeio de bicicleta. A concentração começa às 7 horas, na Igreja Santa Edwirges (entre o Marina Park Hotel e o Corpo de Bombeiros, na Av. Leste-Oeste). A saída está programada para às 8 horas, partindo em direção à Barra do Ceará, passando pelo Vila do Mar e retornando para a Igreja Santa Edwirges.

No local serão oferecidos à população serviços gratuitos como massoterapia, verificação de pressão, vacinação, saúde bucal, distribuição de mudas e sacos de lixo e orientação sobre cuidados com a dengue. Também haverá apresentação de show musical e atividades recreativas para as crianças.

O 3º Pedala Fortaleza irá estimular a solidariedade e receberá doações de água mineral para serem entregues ao Corpo de Bombeiros e doados às vítimas da seca do Ceará. O passeio é uma realização da Prefeitura de Fortaleza, através da Fundação de Cultura, Esporte e Tursimo (Funcet), da Secretaria de Esporte e Lazer (Secel) e da Gerência Executiva da Copa. 

Credenciamento - O credenciamento acontece no próprio dia do evento, a partir das 6h30. Para participar, os interessados podem preencher a ficha de inscrição ou se cadastrar nas suas respectivas secretarias executivas regionais (SERs). 
  
MAIS
  
O Pedala Fortaleza é uma das propostas surgidas no I Seminário de Planejamento da Copa do Mundo, realizado nos dias 29 de fevereiro, 1º e 2 de março. O passeio pretende ser uma atividade permanente, que convida a população para conhecer mais sua cidade e desenvolver a cultura ciclística. 
  
SERVIÇO 

3º Pedala Fortaleza  

Data: domingo, 15 de julho 
Horário: 7 horas 
Local: Concentração na Igreja de Santa Edwirges (entre o Marina Park Hotel e o Corpo de Bombeiros, na Av. Leste-Oeste)  

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Respeite 1,5m






"Respeitar o ciclista faz bem e está na lei.
Mantenha a distância de 1,5m do ciclista e deixe o trânsito mais seguro.
Respeito ao ciclista. Compartilhe essa ideia." by Kiwi Filmes

Fonte: Mobilize

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Iniciativas convencem europeus e americanos a trocarem o carro pela bicicleta


Veja as ideias que tiveram benefícios para ciclistas e motoristas:
AMSTERDÃ: ESTACIONAMENTO À VONTADE


HIPERGARAGEM: Estação central de trem de Amsterdã, com 10 mil vagas para bicicleta
A Holanda é o país ocidental que mais usa a bicicleta no dia a dia. Uma das explicações para essa popularidade é a integração promovida, desde a década de 1970, entre o uso de bikes e o de transporte público. Cerca de 40% dos usuários de trem vão até as estações pedalando, pegam o trem, desembarcam e pedalam de novo até o trabalho. Estima-se que em 2020 metade dos passageiros faça o mesmo. Para isso, haja estacionamento. Os arredores da estação central de Amsterdã têm garagens com cerca de 10 mil vagas. Na principal, a Fietsflat, cabem 2.500. Tudo é dividido em seções, linhas e 3 andares. Afinal, na volta do trabalho é preciso encontrar a bike, certo?
POLÍTICAS E RESULTADOS
• Desde os anos 70, a cidade reduz vagas e aumenta o preço de estacionamento para carros no centro
• Viagens de bike eram 25% do total em 1970. Em 2005, 37%
• 77% dos cidadãos com mais de 20 anos têm ao menos uma bicicleta, e metade pedala diariamente
• Acidentes com ciclistas diminuíram em 40% entre as décadas de 1980 e de 2000

PORTLAND: SEGURANÇA NO CRUZAMENTO



PRIORIDADE: Espaço para bikes nos cruzamentos de Portland reduziu acidentes em 31%
Em 2008, dois ciclistas morreram em Portland, nos EUA, atropelados na ciclofaixa por um carro que virava à direita. Cerca de 70% dos acidentes de bike na cidade acontecem em cruzamentos. Por causa disso, a cidade, campeã do pedal no país dos carros, criou 14 bike boxes iguais aos da foto. Ao sinal vermelho, os motoristas param atrás da área verde, exclusiva de bikes, ou ganham multa de US$ 242 (como o carro preto da foto). Em dois anos, a presença de ciclistas nesses cruzamentos subiu 32%, e o índice de conflitos com motoristas caiu 31%.
POLÍTICAS E RESULTADOS
• Cidade tem projetos de incentivo ao uso de bicicletas detalhados até 2030
• 80% das crianças na escola recebem educação sobre segurança para pedalar
• Construiu 200 km de ciclovias entre 1996 e 2006. Hoje, são 466 km
• Uso de bikes para ir ao trabalho dobrou entre 1990 e 2000

COPENHAGUE: SINALIZAÇÃO ESPECIAL



TUDO AZUL | Em Copenhagen, azul chama a atenção para rota dos ciclistas
Uma marca registrada dos cruzamentos de Copenhague, capital da Dinamarca, são as faixas azuis usadas para demarcar a rota de quem pedala. Mesmo com ciclovias e ciclofaixas à vontade, não há como evitar o encontro de carros e bicicletas nesses trechos. Então, a cidade usa a cor vibrante para chamar a atenção de motoristas para os ciclistas e evitar acidentes. Outra medida de segurança usada nos cruzamentos é dar sinal verde para os ciclistas antes — outro modo de priorizar os ciclistas, em relação aos automóveis.
POLÍTICAS E RESULTADOS
• Um terço do orçamento municipal de transportes é voltado para o ciclismo
• De 1995 a 2006, a quilometragem pedalada subiu 44% e os acidentes graves caíram 60%
• 20% do total de viagens são feitas de bike. No dia a dia para o trabalho, elas são 32%
• Uso de bikes entre pessoas com mais de 40 anos aumentou de 25% para 38% entre 1998 e 2005

ODENSE: CAMPANHAS PRÓ-BIKE



MOCHILA E CAPACETE | Campanhas incentivam crianças de Odense a ir pedalando para a escola
A experiência de países europeus mostra que campanhas de incentivo ao uso de bicicletas são parte fundamental das políticas de estímulo às pedaladas. Na Dinamarca, por exemplo, a ONG Federação dos Ciclistas criou uma gincana nacional, que acontece uma vez por ano durante duas semanas, para incentivar crianças a irem de bicicleta para a escola, distribuindo prêmios para as que têm mais alunos pedalando. Em Odense, 26% do total de viagens são feitas de bicicleta. Entre os alunos do ensino fundamental, esse índice sobe para 43%.
POLÍTICAS E RESULTADOS
• Não é possível atravessar o centro de carro. Nas adjacências, estacionar automóveis é caro, bicicletas, grátis
• A cidade subsidia equipamentos de segurança e distribui frutas e doces para ciclistas
• De 1984 a 2002, o uso de bikes na cidade cresceu 80%
• Elas são usadas em um quarto do total de viagens

BERLIM: ALUGUEL SIMPLES E BARATO



CALL A BIKE | Aluguel quintuplicou em Berlim, com sistema moderno nas estações
Sistemas de compartilhamento de bicicletas — que permitem alugá-las num ponto para deixá-las em outro — são mais uma ferramenta importante para popularizar as pedaladas como transporte urbano. A cidade de Berlim, uma das metrópoles que mais investe em bikes no mundo, tem uma das versões mais modernas desse sistema. A Deutsche Bahn, empresa de trens alemã, instalou 3.000 magrelas como as da foto nas estações da capital. O cidadão desbloqueia a bike por celular e paga com cartão de crédito. Para complementar, dá para planejar a rota por ciclovias, no celular, com dados sobre conexões com transportes, velocidade média e tempo de viagem.
POLÍTICAS E RESULTADOS
• Em 72% das ruas da cidade a velocidade máxima é de 30 km/h
• Verbas para incentivar uso de bikes aumentaram 4 vezes de 2000 a 2009
• Viagens de bicicleta subiram de 7% para 10% do total entre 1992 e 1998
• Acidentes fatais com ciclistas caíram 30% entre 1998 e 2004

Artigo: Tarso Araújo/ Fonte: TheFixCityBrasil



segunda-feira, 11 de junho de 2012

Bicicletas + Carros: Como conviver de forma pacífica




A Cicloliga lança o primeiro vídeo de uma série sobre o artigo 201 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), que protege os ciclistas contra as finas de automóveis e cujo descumprimento já vitimou tantos ciclistas.

Embora exista e esteja presente em um código federal que é o CTB, o artigo 201 não é fiscalizado e seus infratores não são punidos pela CET. Veja nesse primeiro vídeo como cumprir o artigo 201 é fácil para qualquer motorista com bom senso e respeito. Veja também quais são as consequências do não cumprimento da lei, sempre endossadas pela omissão da CET.





Fonte: 

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Diário de uma ciclista urbana




Conheça o dia a dia de uma ciclista na cidade de São Paulo através deste mini documentário.



Fonte: TV Revolta

'Todo mundo pedalando'



A edição de maio da Revista Gol traz uma matéria super bike-friendly! Com o título “Todo mundo pedalando”, a reportagem da jornalista Ana Carolina Monteiro apresenta a história de algumas pessoas que trocaram o carro pela bicicleta em grandes cidades como São Paulo e Rio de Janeiro e agora sentem os benefícios em qualidade de vida e economia.
O casal de educadores ambientais Evelyn Araripe e João Paulo Amaral, por exemplo, se conheceram em uma Bicicletada em São Paulo e só usam a bike, até mesmo para sair à noite. “Você percebe que a bicicleta está sendo reconhecida como meio de transporte quando um flanelinha pede para tomar conta da bike na frente de uma pizzaria”, conta Evelyn que hoje é responsável pelo Pedalinas, coletivo feminino de ciclistas de São Paulo.
Além dos depoimentos dos bikers, algumas boas ações são apresentadas na matéria, como os sistemas de aluguel de bicicletas públicas Bike Rio e Bike Sampa e o serviço de ajuda para os iniciantes, o Bike Anjo. Além disso, conta sobre a empresa Ciclomídia, que trabalha para transformar estabelecimentos em ambientes cicloamigáveis e que criou o inovador “bike valet”, serviço de manobrista para bikes, lançado na última Bienal de Arquitetura.
A edição da Revista Gol ainda traz um resumo sobre a situação da rede cicloviária de algumas importantes cidades brasileiras (abaixo). O texto lembra dos espaços próprios para as magrelas nos municípios, como o “Estação Bicicletas”, estacionamento para bikes que a Prefeitura de Porto Alegre instalou, no Mercado Público, com o auxílio técnico da EMBARQ Brasil
Fonte: TheCityFixBrasil/ Foto: Mariana Gil / EMBARQ Brasil

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Ciclistas permitem economia de US$ 4,6 bi nos EUA


Atualmente 12% das viagens feitas diariamente em território norte-americano são feitas a partir do uso das bicicletas. l Foto: DOT NY

Além de todos os benefícios ambientais e à saúde que as bicicletas podem proporcionar, o uso deste meio de transporte também pode permitir uma economia financeira bastante respeitável. Segundo estudo publicado no Sierra Club, os Estados Unidos chegam a economizar US$ 4,6 bilhões por ano, graças aos ciclistas.
O relatório foi feito com a cooperação da Liga Americana de Ciclistas e do Conselho Nacional La Raza. De acordo com o documento, a economia financeira está ligada principalmente aos gastos com combustível e transporte.
Atualmente 12% das viagens feitas diariamente em território norte-americano são feitas a partir do uso das bicicletas. No entanto, isso não é suficiente para garantir incentivos financeiros governamentais. Segundo a publicação, apenas 1,6% dos gastos federais com transportes é destinado à melhoria da estrutura ciclovirária nos EUA.
Os custos médios para manter um automóvel de porte médio giram em torno de US$ 8220 por ano, enquanto uma bicicleta tem custo operacional de US$ 308. A economia já seria sentida se todos os norte-americanos trocassem os carros pelas bicicletas por pelo menos um dia na semana, para percorrer trajetos de 800 metros. Essa pequena mudança se refletiria em redução no uso de dois bilhões de galões de combustível e até US$ 7,3 bilhões por ano.
A pesquisa mostra que a preferência pelas bikes tem aumentado nos EUA. Entre 2000 e 2010 o número de pessoas que optaram pela bicicleta como meio de transporte cresceu 40%, em nível nacional. Em algumas comunidades o aumento chegou a 77%.
O grupo que une as três instituições ainda levantou outros dados importantes, para cobrar maior incentivo governamental. Um dos exemplos é o fato de que 33% dos norte-americanos não conduzem carros constantemente. Além disso, famílias de baixa renda chegam a gastar 55% do orçamento doméstico somente com transporte e esta situação poderia ser diferente se todos tivessem a oportunidade de trafegar de bicicleta com segurança pelas ruas de todo o país.
Fonte: CicloVivo

sexta-feira, 25 de maio de 2012

A bicicleta e as cidades



O Instituto de Energia e Meio Ambiente faz uma importante contribuição na área de mobilidade urbana abordando o assunto da inserção da bicicleta na cidade através de sua publicação: A bicicleta e as cidades.


Leia abaixo:

terça-feira, 22 de maio de 2012

Ciclovia, ciclofaixa, ciclorrota e espaço compartilhado

O Vá de Bike! postou uma matéria super útil sobre as diferenças entre as ciclovias, ciclofaixas, ciclorrotas e espaços compartilhados, confira:


Muito tem se falado sobre ciclovia, ciclofaixa, ciclo-rota… Mas qual a diferença?


Ciclovia

É um espaço segregado para fluxo de bicicletas. Isso significa que há uma separação física isolando os ciclistas dos demais veículos. A maioria das ciclovias de orla de praia são exemplos de vias segregadas.
Essa separação pode ser através de mureta, meio fio, grade, blocos de concreto ou outro tipo de isolamento fixo. A ciclovia é indicada para avenidas e vias expressas, pois protege o ciclista do tráfego rápido e intenso.
Ciclofaixa

É quando há apenas uma faixa pintada no chão, sem separação física de qualquer tipo (inclusive cones ou cavaletes). Pode haver “olhos de gato” ou no máximo os tachões do tipo “tartaruga”, como os que separam as faixas de ônibus.
Indicada para vias onde o trânsito motorizado é menos veloz, é muito mais barata que a ciclovia, pois utiliza a estrutura viária existente.
Dada essa definição, a ciclovia do Parque do Ibirapuera é tecnicamente uma ciclofaixa, já que não há separação física entre o espaço reservado às bicicletas e o resto da via, mesmo que lá não circulem carros.
Ciclorrota

De uso mais recente, o termo ciclorrota (ou ciclo-rota) significa um caminho, sinalizado ou não, que represente a rota recomendada para o ciclista chegar onde deseja. Representa efetivamente um trajeto, não uma faixa da via ou um trecho segregado, embora parte ou toda a rota possa passar por ciclofaixas e ciclovias.
As Ciclorrotas do Brooklin, Lapa e Mooca, em São Paulo, são exemplos dessa infraestrutura, que está contida em um tipo de implementação mais abrangente chamado Bicycle Boulevard.Entenda aqui.
Foi realizado na cidade de São Paulo um mapeamento de rotas para ciclistas, que tem servido de base para as ciclorrotas mais recentes. Recomendo a leitura deste artigo para compreender melhor o mapeamento e como foi feito. Este outro explica a importância de sinalizar essas rotas.
Ciclovia Operacional

Faixa exclusiva instalada temporariamente e operada por agentes de trânsito durante eventos, isolada do tráfego dos demais veículos por elementos canalizadores removíveis, como cones, cavaletes, grades móveis, fitas, etc.
As Ciclofaixas de Lazer, montadas aos domingos em várias cidades, são tecnicamente ciclovias operacionais, já que são temporárias e têm sua estrutura removida após o término do evento semanal.
Espaço Compartilhado

O tráfego de bicicletas pode ser compartilhado tanto com carros quanto com pedestres. Mas vamos nos ater ao compartilhamento da via com os veículos motorizados, pois essa é a grande luta dos cicloativistas hoje.
Pela lei, quando não houver ciclovia ou ciclofaixa, a via deve ser compartilhada (art. 58 do Código de Trânsito). Ou seja, bicicletas e carros podem e devem ocupar o mesmo espaço viário. Os veículos maiores devem prezar pela segurança dos menores (art. 29 § 2º), respeitando sua presença na via, seu direito de utilizá-la e a distância mínima de 1,5m ao ultrapassar as bicicletas (art. 201), diminuindo a velocidade ao fazer a ultrapassagem (art. 220 item XIII).
Mesmo tudo isso estando na lei, muitas pessoas ainda acreditam que a bicicleta não tem direito de utilizar a rua. E são essas pessoas que colocam o ciclista em risco, passando perto demais, buzinando e até mesmo prensando o ciclista contra a calçada. Também não compreendem o ciclista que ocupa a faixa, sendo esse o comportamento mais seguro (e recomendado pela CET – Companhia de Engenharia de Tráfego de São Paulo), pois dessa forma a bicicleta trafega como o veículo que é, ocupando o espaço viário que lhe é de direito.
Fazer entender que a rua é de todos, que o espaço público deve ser compartilhado, que as bicicletas também transportam pessoas que têm família, amigos, filhos, amores, é hoje muito mais importante que exigir ciclovias aqui e ali, que só serão úteis dentro de um plano cicloviário completo e integrado abrangendo toda a cidade, contemplando ciclovias, ciclofaixas, espaços compartilhados com carros ou com pedestres e ciclo-rotas sinalizadas.
O que mais precisamos é respeito.
Fonte: Vá de Bike!




sexta-feira, 18 de maio de 2012

Nova Iorque terá 420 pontos com 10 mil bicicletas públicas



As primeiras estações serão instaladas na parte baixa de Manhattan.

A meta é que até meados de 2013 a cidade ofereça 10 mil bicicletas, que devem ser espalhadas inicialmente por 420 pontos da cidade.

Os locais foram decididos após consulta pública pela internet e reuniões com moradores e associações civis.

Para usar o sistema, será cobrada uma taxa anual de US$ 95 (cerca de R$ 190). Os usuários terão direito a um cartão para desbloquear a bicicleta nos estacionamentos espalhados pela cidade.

Eles poderão pegar o veículo em uma estação, utilizá-lo por 45 minutos sem custo adicional e depois devolvê-lo em qualquer estacionamento.

O preço para o aluguel por um dia será de US$ 9,95 (R$ 20) e para uma semana, US$ 25 (R$ 50). Quem aluga por 24 horas ou por sete dias poderá usar a bicicleta sem custo adicional por 30 minutos.

RIO E SÃO PAULO

No Rio de Janeiro o passe mensal custa R$ 10 e o diário, R$ 5. Em Paris, o uso por um dia sai por 1,70 euro e é gratuito por meia hora. Em Londres, a diária sai por 1 libra.

Em São Paulo, onde já existe o sistema de compartilhamento em estações do metrô, outras iniciativas em parceria com empresas devem dar à cidade cerca de mais 3.000 bicicletas.

O uso entre 30 minutos e uma hora será gratuito. Depois, será cobrada uma taxa.

Em Nova York, segundo a prefeitura, depois que o serviço estiver completamente implementado, a cidade terá o maior programa de bicicletas públicas dos EUA.

"A maioria das viagens (54%) que os nova-iorquinos fazem são de menos de duas milhas (3,22 km), uma distância perfeita para andar de bicicleta", afirma a prefeitura.

Apesar do programa, Nova York não tem ciclovias em todas as regiões da cidade.

Fonte: Mobilize

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Como surgiram as ciclovias holandesas?



A Holanda, ao lado da Dinamarca, é considera o país da bicicleta. Atualmente, sua malha cicloviária chega aos 15 mil quilômetros, distribuídos nos apenas 21,9 km² do território total – o equivalente apenas ao dobro do estado brasileiro de Sergipe.
Mas por que esse meio de transporte se difundiu tanto em solo holandês? Como aconteceu a popularização da magrela no país? O documentário, abaixo, responde a essas dúvidas, mostrando o caminho que a mobilidade da Holanda percorreu até ser mundialmente conhecida pelo saudável hábito de pedalar. Confira!


O vídeo original foi feito por David Hembrow e Mark Wagenbuur, e traduzido pelo estudante Joni Hoppen, da Holland Ambassador.


Fonte: TheCityFixBrasil/Foto: Mor

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Os ciclistas estão seguros?



Acidentes envolvendo ciclistas assombram a mídia, mas o fato é que mortes diminuíram. A insegurança no trânsito, contudo, persiste

Só em março, dois acidentes mortais envolvendo ciclistas chamaram a atenção da sociedade. No dia 2, a bióloga Juliana Ingrid Dias, 33 anos, trafegava de bicicleta pela Avenida Paulista quando foi fechada por um ônibus e atropelada por outro. Duas semanas depois, o ajudante de caminhão Wanderson Pereira dos Santos, 30 anos, pedalava na Rodovia Washington Luís quando foi atropelado pela Mercedes de Thor Batista, filho de um dos homens mais ricos do mundo. Mortes de ciclistas no trânsito se tornaram comuns no noticiário nacional, dando a impressão de um aumento considerável de acidentes com bicicletas e trazendo à tona a discussão sobre a segurança do uso da bicicleta nas grandes cidades. Os centros urbanos estariam preparados para este tipo de transporte?
Vale conferir as estatísticas sobre acidentes de trânsito. Mesmo que as cidades brasileiras ainda não ofereçam boas condições para o uso de bicicleta — fato reconhecido não apenas pelos ciclistas — os números mostram que, na realidade, os acidentes não aumentaram desde 2006. Segundo pesquisa do IPEA, no Brasil, os ciclistas são 7% dos deslocamentos e 4% dos acidentes, enquanto os automóveis representam 24% dos deslocamentos e 27% dos acidentes. O Mapa da Violência no Trânsito de 2011 indica que o número de acidentes com bicicletas quadruplicou, mas não leva em conta duas questões: o crescimento do modal no período e também o fato de que o início da pesquisa remonta a uma época em que os acidentes de bicicletas eram contabilizados como atropelamentos e logo não apareciam. Só em 2006 os municípios começaram a contar ciclistas e pedestres separadamente e, de lá para cá, o número de mortes tem diminuído.
Se os acidentes com ciclistas têm aparecido com mais frequência na mídia, portanto, isto não se deve a um aumento expressivo dos mesmos, e sim pelo fato deles agora acontecerem nos centros urbanos — e não apenas em pequenas cidades e periferias. Com o aumento de usuários nas metrópoles, e a formação de uma cultura da bicicleta, o assunto ganhou mais visibilidade. Graças à internet, grupos de militantes pró-bicicleta (como o movimento Bicicletada) formam comunidades e organizam protestos, além de ter uma mídia eficiente para cobrar as autoridades.
“A mídia está dando mais destaque e, com a internet, o assunto tende a viralizar”, avalia Zé Lobo, co-fundador e atual presidente da ONG Transporte Ativo.

Fonte Imagem: Pedalando e Olhando

Ciclovias precárias
Embora cada vez mais brasileiros estejam optando pela bicicleta como meio de transporte, a estrutura oferecida a eles ainda deixa a desejar. Mesmo no Rio de Janeiro, a cidade com a maior malha cicloviária do Brasil, não há integração entre bairros e o centro, nem bicicletários — os que existem no bairro da Cinelândia ou na presidente Antonio Carlos são caros e insuficientes, e não dispõem de duchas para higiene básica do ciclista.
“É interessante que por falta de malha cicloviária clara e segura muitas empresas não estimulam seus funcionários ao uso da bicicleta”, explica Giuseppe Zani, ciclista do Rio de Janeiro. “Algumas até iniciam a implantação de bicicletários, mas pararam ou limitaram o processo, por um motivo bem simples: em termos trabalhistas o deslocamento de ida e volta da residência ao trabalho é considerado de responsabilidade do empregador. Assim, sem plano cicloviário integrado, o incentivo das empresas em caso de acidente responsabilizaria as mesmas. Também são poucas as iniciativas básicas como circular em comboio (na Austrália, os empregados fazem os trajetos entre cidades em grupo), ou o planejamento e sinalização de Zonas 30, que são ruas com velocidade reduzida para trânsito mais amigável para bikes e automóveis. Londres, por exemplo, tem planejamento mapeado disso, com mapas disponíveis com as vias sinalizadas em cores diferentes conforme intensidade do tráfego”.
Outro problema grave é a falta de fiscalização — regras incluídas na legislação não são cumpridas e as faltas raramente resultam em multas.
“O DENATRAN não fiscaliza regras básicas, como o artigo 201 do Código de Trânsito Brasileiro, que obriga motoristas a guardarem uma distância segura de um metro e meio ao passar ou ultrapassar o ciclista”, lembra Thaís de Lima, que mantém desde 2009 o blog Mulher de Ciclos, dedicado à vida sobre duas rodas. “Eles mesmos assumem que não fiscalizam e não multam. Quando são questionados, dizem que têm dificuldade em medir o que é um metro e meio. Já deram declarações de que só podem multar em caso de acidente. Ou seja, o ciclista precisa ser ferido para que haja punição”.
A maioria dos ciclistas entrevistados pela reportagem afirmaram que se sentem seguros no trânsito, mas admitem que volta e meia precisam lidar com sério problemas, como a hostilidade de motoristas de carro e ônibus. No ano passado, a fotógrafa paulistana Laura Sobenes publicou na internet uma história assustadora. Ela voltava do trabalho de bicicleta, quando, na Avenida Paulista, foi subitamente fechada por um ônibus. Tentou dialogar com o motorista, mas este ficou agressivo e disse que “lugar de ciclista é na calçada”. Assim que o farol abriu, jogou o veículo para cima de Laura, que estava ao lado da faixa de ônibus, e disse: “Ué, toma cuidado. É você que vai morrer. Eu só vou assinar um B.O.” Laura ligou a câmera de seu celular, seguiu o motorista, e pediu que ele repetisse a frase. Depois, publicou o registro na web.
Graças à internet, o episódio se espalhou rapidamente entre a comunidade dos ciclistas, que cada vez mais se mobiliza sobre o uso da bicicleta em tom de defesa de direitos civis.
“Acho que está havendo uma politização da bicicleta, com usuários cada vez mais unidos”, explica Zé Lobo. “Porém, é preciso tomar cuidado para não partidarizar a questão. Como aconteceu em Bogotá, na Colômbia: um partido implementou programas para ajudar os ciclistas, mas o governo seguinte os abandonou. Tudo porque os programas ficaram associados ao partido anterior, com a cara do partido anterior. Na verdade, a bicicleta é um direito de todos, é das pessoas, não dos partidos”.
Zani nota que, apesar do código brasileiro de trânsito incluir direitos e deveres do ciclista no
trânsito, institucionalmente a representação acontece de forma
mais ou menos autônoma, tendo como principal fórum grupos organizados como o Massa Crítica.

“A Federação Brasileira de Ciclismo trata basicamente da parte desportiva. O Rio, que tem a maior quilometragem de ciclovias, é curiosamente um dos fóruns menos ativos, reunindo pouco mais de 20 pessoas por edição, enquanto em São Paulo e Porto Alegre chegam a 200 ou mais”, diz Zani, lembrando o papel equivocado dos órgãos públicos depois de um fatídico episódio em Porto Alegre em 2011, quando um motorista atropelou dezenas de ciclistas que organizavam um “pedalaço” coletivo: “A prefeitura acabou entrando em atrito com os ciclistas e chegou a ter uma intimação bem equivocada do ministério público entregue numa academia nas cercanias de onde o grupo costuma se encontrar para os passeios mensais. Há uma dificuldade de negociar e identificar responsáveis uma vez que se trata de um fórum sem líderes, de participação espontânea”.
Não são apenas os problemas de estrutura e a hostilidade de motoristas de carro e caminhão que alimentam os acidentes. Os próprios ciclistas reconhecem que falta orientação entre seus pares. A falta de educação no trânsito é geral, e envolve tanto motoristas quanto ciclistas e pedestres.
“O ciclista também tem sua parcela de culpa: ele não sinaliza, não olha para os lados, se acha soberano na rua”, admite o professor de educação física carioca Walter Tuche.
Como enfrentava problemas no trânsito ao treinar regularmente com um grupo de ciclistas, Walter buscou uma parceria com a prefeitura para colocar placas para horários preferenciais em algumas faixas, entre 5h30 e 6h30. Além disso, teve a ideia de fabricar garrafas d’água e distribuí-las a motoristas, espalhando uma mensagem de bom convívio entre carros e bikes. Para Walter, contudo, a falta de conscientização é geral:
“A gente vê o pessoal circulando na contramão”, avisa. “Além de ser errado, é muito mais perigoso: quando a batida é de frente, aí mesmo é que o ciclista se dá mal”.
Segundo Thaís de Lima, falta investir em informação.
“Há usuários de bicicleta que dirigem agressivamente, com uma postura reativa. Se você dirigir de forma pacífica, na defensiva, conseguirá antecipar os movimentos. Mobilidade urbana é informação e não se vê informação chegar a ninguém. Ninguém vai passar o trajeto todo com ciclovia, então a segurança passa pelo comportamento. É isso que vai nos proteger, embora nunca estaremos 100 por cento seguro”.
Apesar de todas as notícias trágicas sobre acidentes fatais, o ciclista brasileiro tem razão em ficar otimista. Zé Lobo lembra que, quanto mais ciclistas circulando pelas ruas, menores os riscos.
“A relação entre motorista e ciclista passa a ser maior. Um motorista que está acostumado a dividir a pista com ciclistas já aprendeu a negociar. Deixa de ser inesperado”.

A ordem correta da passagem de marchas