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terça-feira, 10 de julho de 2012

Inscrições abertas para o 3º Pedala Fortaleza




Passeio ciclistico acontece nas ruas da Regional I 

A população de Fortaleza já pode se inscrever para a terceira edição do Pedala Fortaleza – Legado da copa, que acontece no próximo domingo (15), nas ruas e avenidas da Regional I. As inscrições gratuitas podem ser feitas através do preenchimento da ficha de inscrição. Cerca de mil pessoas devem participar do passeio de bicicleta. A concentração começa às 7 horas, na Igreja Santa Edwirges (entre o Marina Park Hotel e o Corpo de Bombeiros, na Av. Leste-Oeste). A saída está programada para às 8 horas, partindo em direção à Barra do Ceará, passando pelo Vila do Mar e retornando para a Igreja Santa Edwirges.

No local serão oferecidos à população serviços gratuitos como massoterapia, verificação de pressão, vacinação, saúde bucal, distribuição de mudas e sacos de lixo e orientação sobre cuidados com a dengue. Também haverá apresentação de show musical e atividades recreativas para as crianças.

O 3º Pedala Fortaleza irá estimular a solidariedade e receberá doações de água mineral para serem entregues ao Corpo de Bombeiros e doados às vítimas da seca do Ceará. O passeio é uma realização da Prefeitura de Fortaleza, através da Fundação de Cultura, Esporte e Tursimo (Funcet), da Secretaria de Esporte e Lazer (Secel) e da Gerência Executiva da Copa. 

Credenciamento - O credenciamento acontece no próprio dia do evento, a partir das 6h30. Para participar, os interessados podem preencher a ficha de inscrição ou se cadastrar nas suas respectivas secretarias executivas regionais (SERs). 
  
MAIS
  
O Pedala Fortaleza é uma das propostas surgidas no I Seminário de Planejamento da Copa do Mundo, realizado nos dias 29 de fevereiro, 1º e 2 de março. O passeio pretende ser uma atividade permanente, que convida a população para conhecer mais sua cidade e desenvolver a cultura ciclística. 
  
SERVIÇO 

3º Pedala Fortaleza  

Data: domingo, 15 de julho 
Horário: 7 horas 
Local: Concentração na Igreja de Santa Edwirges (entre o Marina Park Hotel e o Corpo de Bombeiros, na Av. Leste-Oeste)  

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Respeite 1,5m






"Respeitar o ciclista faz bem e está na lei.
Mantenha a distância de 1,5m do ciclista e deixe o trânsito mais seguro.
Respeito ao ciclista. Compartilhe essa ideia." by Kiwi Filmes

Fonte: Mobilize

domingo, 17 de junho de 2012

2º Pedala Fortaleza - Nem a chuva segurou!


Na manhã desde domingo(17) realizou-se a segunda edição do "Pedala Fortaleza". O objetivo é promover o ciclismo na cidade alertando para a preservação do meio ambiente. Priorizando as áreas verdes da cidade, como o Parque Rio Branco, Adahil Barreto e Parque do Cocó, alguns ciclistas puderam conhecê-los pela primeira vez, apesar de já morarem em Fortaleza.

Durando o percurso, uma forte chuva caiu sobre a cidade, porém os ânimos só aumentaram. Os cuidados foram redobrados pelos agentes da AMC e apoiadores  que mantiveram todo o percurso organizado.

O evento foi promovido pela prefeitura de Fortaleza e contou com a participação da própria prefeita Luizianne Lins, que também pedalou.

Confira algumas fotos:

 

Fotos: Jeiel Nóbrega

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Diário de uma ciclista urbana




Conheça o dia a dia de uma ciclista na cidade de São Paulo através deste mini documentário.



Fonte: TV Revolta

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Ciclistas permitem economia de US$ 4,6 bi nos EUA


Atualmente 12% das viagens feitas diariamente em território norte-americano são feitas a partir do uso das bicicletas. l Foto: DOT NY

Além de todos os benefícios ambientais e à saúde que as bicicletas podem proporcionar, o uso deste meio de transporte também pode permitir uma economia financeira bastante respeitável. Segundo estudo publicado no Sierra Club, os Estados Unidos chegam a economizar US$ 4,6 bilhões por ano, graças aos ciclistas.
O relatório foi feito com a cooperação da Liga Americana de Ciclistas e do Conselho Nacional La Raza. De acordo com o documento, a economia financeira está ligada principalmente aos gastos com combustível e transporte.
Atualmente 12% das viagens feitas diariamente em território norte-americano são feitas a partir do uso das bicicletas. No entanto, isso não é suficiente para garantir incentivos financeiros governamentais. Segundo a publicação, apenas 1,6% dos gastos federais com transportes é destinado à melhoria da estrutura ciclovirária nos EUA.
Os custos médios para manter um automóvel de porte médio giram em torno de US$ 8220 por ano, enquanto uma bicicleta tem custo operacional de US$ 308. A economia já seria sentida se todos os norte-americanos trocassem os carros pelas bicicletas por pelo menos um dia na semana, para percorrer trajetos de 800 metros. Essa pequena mudança se refletiria em redução no uso de dois bilhões de galões de combustível e até US$ 7,3 bilhões por ano.
A pesquisa mostra que a preferência pelas bikes tem aumentado nos EUA. Entre 2000 e 2010 o número de pessoas que optaram pela bicicleta como meio de transporte cresceu 40%, em nível nacional. Em algumas comunidades o aumento chegou a 77%.
O grupo que une as três instituições ainda levantou outros dados importantes, para cobrar maior incentivo governamental. Um dos exemplos é o fato de que 33% dos norte-americanos não conduzem carros constantemente. Além disso, famílias de baixa renda chegam a gastar 55% do orçamento doméstico somente com transporte e esta situação poderia ser diferente se todos tivessem a oportunidade de trafegar de bicicleta com segurança pelas ruas de todo o país.
Fonte: CicloVivo

sexta-feira, 25 de maio de 2012

A bicicleta e as cidades



O Instituto de Energia e Meio Ambiente faz uma importante contribuição na área de mobilidade urbana abordando o assunto da inserção da bicicleta na cidade através de sua publicação: A bicicleta e as cidades.


Leia abaixo:

terça-feira, 22 de maio de 2012

Ciclovia, ciclofaixa, ciclorrota e espaço compartilhado

O Vá de Bike! postou uma matéria super útil sobre as diferenças entre as ciclovias, ciclofaixas, ciclorrotas e espaços compartilhados, confira:


Muito tem se falado sobre ciclovia, ciclofaixa, ciclo-rota… Mas qual a diferença?


Ciclovia

É um espaço segregado para fluxo de bicicletas. Isso significa que há uma separação física isolando os ciclistas dos demais veículos. A maioria das ciclovias de orla de praia são exemplos de vias segregadas.
Essa separação pode ser através de mureta, meio fio, grade, blocos de concreto ou outro tipo de isolamento fixo. A ciclovia é indicada para avenidas e vias expressas, pois protege o ciclista do tráfego rápido e intenso.
Ciclofaixa

É quando há apenas uma faixa pintada no chão, sem separação física de qualquer tipo (inclusive cones ou cavaletes). Pode haver “olhos de gato” ou no máximo os tachões do tipo “tartaruga”, como os que separam as faixas de ônibus.
Indicada para vias onde o trânsito motorizado é menos veloz, é muito mais barata que a ciclovia, pois utiliza a estrutura viária existente.
Dada essa definição, a ciclovia do Parque do Ibirapuera é tecnicamente uma ciclofaixa, já que não há separação física entre o espaço reservado às bicicletas e o resto da via, mesmo que lá não circulem carros.
Ciclorrota

De uso mais recente, o termo ciclorrota (ou ciclo-rota) significa um caminho, sinalizado ou não, que represente a rota recomendada para o ciclista chegar onde deseja. Representa efetivamente um trajeto, não uma faixa da via ou um trecho segregado, embora parte ou toda a rota possa passar por ciclofaixas e ciclovias.
As Ciclorrotas do Brooklin, Lapa e Mooca, em São Paulo, são exemplos dessa infraestrutura, que está contida em um tipo de implementação mais abrangente chamado Bicycle Boulevard.Entenda aqui.
Foi realizado na cidade de São Paulo um mapeamento de rotas para ciclistas, que tem servido de base para as ciclorrotas mais recentes. Recomendo a leitura deste artigo para compreender melhor o mapeamento e como foi feito. Este outro explica a importância de sinalizar essas rotas.
Ciclovia Operacional

Faixa exclusiva instalada temporariamente e operada por agentes de trânsito durante eventos, isolada do tráfego dos demais veículos por elementos canalizadores removíveis, como cones, cavaletes, grades móveis, fitas, etc.
As Ciclofaixas de Lazer, montadas aos domingos em várias cidades, são tecnicamente ciclovias operacionais, já que são temporárias e têm sua estrutura removida após o término do evento semanal.
Espaço Compartilhado

O tráfego de bicicletas pode ser compartilhado tanto com carros quanto com pedestres. Mas vamos nos ater ao compartilhamento da via com os veículos motorizados, pois essa é a grande luta dos cicloativistas hoje.
Pela lei, quando não houver ciclovia ou ciclofaixa, a via deve ser compartilhada (art. 58 do Código de Trânsito). Ou seja, bicicletas e carros podem e devem ocupar o mesmo espaço viário. Os veículos maiores devem prezar pela segurança dos menores (art. 29 § 2º), respeitando sua presença na via, seu direito de utilizá-la e a distância mínima de 1,5m ao ultrapassar as bicicletas (art. 201), diminuindo a velocidade ao fazer a ultrapassagem (art. 220 item XIII).
Mesmo tudo isso estando na lei, muitas pessoas ainda acreditam que a bicicleta não tem direito de utilizar a rua. E são essas pessoas que colocam o ciclista em risco, passando perto demais, buzinando e até mesmo prensando o ciclista contra a calçada. Também não compreendem o ciclista que ocupa a faixa, sendo esse o comportamento mais seguro (e recomendado pela CET – Companhia de Engenharia de Tráfego de São Paulo), pois dessa forma a bicicleta trafega como o veículo que é, ocupando o espaço viário que lhe é de direito.
Fazer entender que a rua é de todos, que o espaço público deve ser compartilhado, que as bicicletas também transportam pessoas que têm família, amigos, filhos, amores, é hoje muito mais importante que exigir ciclovias aqui e ali, que só serão úteis dentro de um plano cicloviário completo e integrado abrangendo toda a cidade, contemplando ciclovias, ciclofaixas, espaços compartilhados com carros ou com pedestres e ciclo-rotas sinalizadas.
O que mais precisamos é respeito.
Fonte: Vá de Bike!




sexta-feira, 18 de maio de 2012

Nova Iorque terá 420 pontos com 10 mil bicicletas públicas



As primeiras estações serão instaladas na parte baixa de Manhattan.

A meta é que até meados de 2013 a cidade ofereça 10 mil bicicletas, que devem ser espalhadas inicialmente por 420 pontos da cidade.

Os locais foram decididos após consulta pública pela internet e reuniões com moradores e associações civis.

Para usar o sistema, será cobrada uma taxa anual de US$ 95 (cerca de R$ 190). Os usuários terão direito a um cartão para desbloquear a bicicleta nos estacionamentos espalhados pela cidade.

Eles poderão pegar o veículo em uma estação, utilizá-lo por 45 minutos sem custo adicional e depois devolvê-lo em qualquer estacionamento.

O preço para o aluguel por um dia será de US$ 9,95 (R$ 20) e para uma semana, US$ 25 (R$ 50). Quem aluga por 24 horas ou por sete dias poderá usar a bicicleta sem custo adicional por 30 minutos.

RIO E SÃO PAULO

No Rio de Janeiro o passe mensal custa R$ 10 e o diário, R$ 5. Em Paris, o uso por um dia sai por 1,70 euro e é gratuito por meia hora. Em Londres, a diária sai por 1 libra.

Em São Paulo, onde já existe o sistema de compartilhamento em estações do metrô, outras iniciativas em parceria com empresas devem dar à cidade cerca de mais 3.000 bicicletas.

O uso entre 30 minutos e uma hora será gratuito. Depois, será cobrada uma taxa.

Em Nova York, segundo a prefeitura, depois que o serviço estiver completamente implementado, a cidade terá o maior programa de bicicletas públicas dos EUA.

"A maioria das viagens (54%) que os nova-iorquinos fazem são de menos de duas milhas (3,22 km), uma distância perfeita para andar de bicicleta", afirma a prefeitura.

Apesar do programa, Nova York não tem ciclovias em todas as regiões da cidade.

Fonte: Mobilize

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Desinteresse dos jovens por carros preocupa montadora



Um recente artigo do The New York Times, da jornalista Amy Chozick, é mais uma prova de que os jovens mudaram. A geração entre 18 e 24 anos está se importando mais com os outros e com o mundo em que vivem, superando antigos valores e necessidades de consumo que já não os convencem e, muito menos, os satisfazem. Uma dessas mudanças importantes está no modo com que os jovens se relacionam com a mobilidade.
Há poucas décadas, o carro representava o ideal de liberdade para muitas gerações. Hoje, com ruas congestionadas, doenças respiratórias e falta de espaço para as pessoas nas cidades, os jovens se deram conta de que isso não tem nada a ver com ser livre, e passaram a valorizar meios de transporte mais limpos e acessíveis, como bicicleta, ônibus e trajetos a pé. Além do mais, “hoje Facebook, Twitter e mensagens de texto permitem que os adolescentes e jovens de 20 e poucos anos se conectem sem rodas. O preço alto da gasolina e as preocupações ambientais não ajudam em nada”, diz o artigo.
Para entender esse movimento, o texto conta que a GM, uma das principais montadoras de automóvel do mundo, pediu ajuda à MTV Scratch, braço de pesquisa e relacionamento com jovens da emissora norte-americana. A ideia é desenvolver estratégias adaptadas à realidade dos carros e focadas no público jovem para reconquistar prestígio com o pessoal de 20 e poucos anos – público que tem poder de compra calculado em 170 bilhões de dólares, segundo a empresa de pesquisa de mercado comScore.
Porém, a situação não parece ser reversível. “Em uma pesquisa realizada com 3 mil consumidores nascidos entre 1981 e 2000 – geração chamada de ‘millennials’ – a Scratch perguntou quais eram as suas 31 marcas preferidas. Nenhuma marca de carro ficou entre as top 10, ficando bem abaixo de empresas como Google e Nike”, diz o artigo. Além disso, 46% dos motoristas de 18 a 24 anos declararam que preferem acesso a Internet a ter um carro, segundo dados da agência Gartner, também citados no texto do NY Times.
O que parece é que os interesses e as preocupações mudaram e as agência de publicidade estão correndo para entendê-los e moldá-los, mais uma vez. Só que, agora, com o poder da informação na ponta dos dedos e o movimento da mudança nos próprios pés fica bem mais difícil acreditar que a nossa liberdade dependa de uma caixa metálica que desagrega e polui a nossa cidade.
Jovens brasileiros preferem transporte público de qualidade
Essa tendência de não-valorização do carro já foi apontada também pelos nossos jovens aqui no Brasil. A pesquisa O Sonho Brasileiro, produzida pela agência de pesquisa Box1824, questionou milhares de ‘millenials’ sobre sua relação com o país e o que esperavam para o futuro. As respostas, que podem ser acessadas na íntegra no site, mostram entusiasmo e vontade de transformação, especialmente, frente aos desafios sociais e urbanos como falta de educação e integração.
A problemática do transporte público se repete nos comentários dos internautas no site da pesquisa, que mantém o espaço virtual aberto para todos que quiserem deixar sua contribuição de desejo de mudança para o local em que vivem. A maioria das pessoas que opina enxerga o carro como um vilão que polui e tira espaço da cidade e acredita que a solução está em investimento em transporte público de qualidade. Esse é o desejo dos jovens brasileiros que também já mudaram e agora estão sonhando, mas de olhos bem abertos para cuidar do mundo em que vivem.
Fonte: TheCityFixBrasil/Foto: Fernando Weno

terça-feira, 8 de maio de 2012

Quem tem razão?


Artigo: Jeiel Nóbrega

Este post é destinado principalmente para nós ciclistas. Sejam amadores, profissionais, que pedalam para chegar ao trabalho, faculdade ou onde quer que seja seu destino.

As cidades brasileiras estão passando por profundas transformações que ocorrem de forma rápida, principalmente nas grandes capitais. Mobilidade urbana, calçadas acessíveis, eficiência na integração dos transportes, antes temas restritos aos estudiosos, agora cada vez mais presentes no dia a dia da população.

O grande apelo ao uso da bicicleta como meio de transporte nos centros urbanos é um dos principais temas da atualidade, e não é à toa. Ela tem mostrado sua eficiência. Porém, as pessoas de um modo geral, em se tratando de Brasil, ainda a encaram como objeto de lazer, portanto, não costumam associar as responsabilidades devidas a esse "novo" meio de transporte, como já o fazemos com as motos e carros.

E mais uma vez a palavra-chave é educação

Pouco conhecemos sobre a legislação quando falamos em pedalar, e, em se tratando de Fortaleza, parece que conhecemos menos ainda. Você quer uma prova disso? É só ficar atento aos pedalistas da nossa cidade. Timidamente se vê o uso dos acessórios de segurança, e não raramente, observamos ciclistas invadirem as calçadas, "costurar" em meio aos carros, entre outras peculiaridades. Por isso, cada vez mais se discute a necessidade da criação de escolas de trânsito para ciclistas. Talvez uma consequência inevitável, já que o número de adeptos vem aumentando.


Sabemos que deixar o carro em casa e usar a bike é mais do que um jeito diferente de ir e vir. O uso da bicicleta no meio urbano como objeto de locomoção está intimamente ligado a nova perspectiva de cidade dos últimos anos. Queremos uma cidade para as pessoas, trânsito fluindo e mais humanizado, menos mortes e mais respeito. Portanto, você ciclista está levantando uma bandeira importante, e representa, querendo ou não, essa nova forma de encarar a cidade. Somos os mocinhos da vez! E esses mocinhos fazem CERTO no trânsito! Acidentes envolvendo ciclistas estão ganhando a mídia, assim como os ciclistas infratores. Espero que nenhum de nós participemos desses dois últimos grupos.

Antes de pedalar por ai, saiba o que você pode ou não fazer. O Transporte Ativo disponibilizou um guia onde o Código de Trânsito Brasileiro diz quem tem razão. Isso vale só para ciclistas? De maneira nenhuma! Leia você ciclista e você motorista também. Ambos devem estar por dentro destas regras, caso contrário, os dois grupos acima só vão aumentar.


Clique para ler: 

Publicação: Transporte ativo por: Claudiléia Pinto

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Como surgiram as ciclovias holandesas?



A Holanda, ao lado da Dinamarca, é considera o país da bicicleta. Atualmente, sua malha cicloviária chega aos 15 mil quilômetros, distribuídos nos apenas 21,9 km² do território total – o equivalente apenas ao dobro do estado brasileiro de Sergipe.
Mas por que esse meio de transporte se difundiu tanto em solo holandês? Como aconteceu a popularização da magrela no país? O documentário, abaixo, responde a essas dúvidas, mostrando o caminho que a mobilidade da Holanda percorreu até ser mundialmente conhecida pelo saudável hábito de pedalar. Confira!


vídeo original foi feito por David Hembrow e Mark Wagenbuur, e traduzido pelo estudante Joni Hoppen, da Holland Ambassador.


Fonte: TheCityFixBrasil/Foto: Mor

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Pedalar é coisa de maluco?




Por experiência própria, digo que apesar de termos pouquíssima infraestrutura e incentivo do poder público a optar por esse meio de transporte, a bicicleta muitas vezes acaba se mostrando mais eficaz do que andar de carro. Mas, se em São Paulo a bicicleta parece estar longe da pauta política, nos locais por onde já passei com o Cidades para Pessoas, a realidade é outra. Em Londres, Paris, Amsterdam e Copenhague ela é uma reconhecida solução de mobilidade urbana que, se combinada a outras, não só melhora o trânsito como é lucrativa para a cidade.
Em Copenhague por exemplo, a prefeitura fez as contas para saber exatamente quanto ganha com o uso de bicilcetas como meio de transporte. As variáveis consideradas são: tempo de locomoção, gastos com infra estrutura e saúde pública e turismo. Resultado: a cada quilômetro pedalado a cidade ganha R$ 0,40. Ao passo que a cada quilômetro percorrido de carro, a cidade perde R$ 0,25. O prefeito, então, resolveu se apropriar da cultura de bicicletas que já estava concolidada na cidade e incentivá-la ainda mais. Uma das medidas criadas foram as chamadas “ondas verdes”: toda ciclovia possui semáforos em Copenhague e, se o ciclista mantiver uma velocidade média de 20 km/h vai pegar todos abertos. “Isso aumenta um pouco a velocidadeda média das bicicletas e faz com que sejam um meio ainda mais eficaz de locomoção” explica Andreas Røhl, funcionário da secretaria de transportes da prefeitura responsável por melhorar a vida de quem pedala na cidade. No centro da capital dinamarquesa, 55% dos deslocamentos são feitos de bicicleta. E a prefeitura tem como meta estabelecer essa média em toda a cidade, onde as bicicletas são responsáveis por 33% das viagens diárias.
Em Amsterdam também um terço dos deslocamentos é feito de bicicletas. E o que a prefeitura faz para garantir seu uso é, simplesmente, manter a cidade como está. Já é um ambiente propício para as magrelas e pouco amigável aos carros: dirigir nas ruelas do centro da cidade é pedir para ficar parado no trânsito. A velocidade máxima permitida nessas vias centrais gira em torno dos 30 km/h e pode baixar até 15. Resultado: é mais rápido, mais prático e bem mais agradável andar de bicicleta por lá.
Talvez comparar as cidades brasileiras com os dois exemplos acima seja covardia. São cidades menores, planas, com uma infra estrutura de ciclovias que garantem que pedalar seja seguro. Mas o exemplo de Londres pode ser mais eficaz em mostrar que essa também é uma solução possível em cidades grandes. Em vez de uma grande estrutura cicloviária, Londres possui algumas ciclovias em locais estratégicos que são mais estreitas do que as de Copenhague e Amsterdam e, em sua maioria, são apenas uma faixa pintada na pista – mas sempre respeitada por motoristas.
O caminho escolhido pela secretaria de transportes inglesa foi, em vez de criar uma rede cicloviária por toda a cidade, o que demoraria muito tempo e custaria muito dinheiros, garantir que muitas bicicletas estivessem circulando. Esse é o princípio da massa crítica, conceito desenvolvido na década de 70: quanto mais bicicletas na rua, mais seguro é pedalar. Então as medidas tomadas foram: um treinamento massivo com motoristas de ônibus, que, por lei devem dividir a faixa preferencial com ciclistas, para que respeitassem as bicicletas (e, por experiência própria, digo: funcionou, todos os ônibus me ultrapassavam a uma distância segura) e a criação do sistema de aluguel de bicicletas Barclays. É uma cópia do vélolib, criado em Lyon, que ficou famoso em Paris com o nome de vélib. São bicicletas públicas que podem ser alugadas com cartão de crédito, retiradas e devolvidas em ponto espalhados pela cidade. 
Para quem quer fazer um delocamento curto ou médio pelo centro dessas cidades, a bicicleta se torna a melhor opção. E, a qualquer hora do dia, há ciclistas circulando pelas ruas. O sistema está em funcionamento em Londres há um ano e já conta com 400 estações que disponibilizam 6 mil bicicletas. A grande diferença em relação ao sistem de Paris é que para alugar uma velib é necerrário um depósito de 150 euros debitado do cartão de crédito, que depois é devolvido. Em Londres não há caução, o que democratiza o acesso.

Em Paris, junto o vélob já funciona desde 2007 e hoje possui 1.202 estações com mais de 2 mil bicicletas. Estima-se que 110.000 bicicletas sejam alugadas por dia na cidade. Junto com o velib há uma regra de fluxo de trânsito que prioriza das bicicletas: elas sempre podem andar em qualquer direção na rua, ainda que seja uma via de mão única. Placas com “sentido proibido, exceto para bicicletas” ou sinalização no chão mostrando que bikes são permitidas na contramão são bem comuns pela cidade.
Ainda não há numeros consolidados sobre o efeito que as bicicletas de aluguel provocaram nas divisões modais em Londres e Paris. Mas a percepção dos habitantes é a de que o número de ciclistas aumentou bastante pelas duas cidades.
O que os governantes brasileiros ainda não descobriram é que, ao investir em bicicletas, todo mundo sai ganhando. E está mais do que na hora da notícia se espalhar.
Autora: Natália Garcia/Fonte: Planeta Sustentável-Cidade para Pessoas


Desrespeito do motorista e rampas mal localizadas são ponto fraco de Fortaleza



Ruas movimentadas de Fortaleza foram visitadas pela equipe de reportagem do Mobilize para avaliar o estado de suas calçadas. Embora semáforos e faixas de pedestre sejam vistos em frente à saída das escolas, esta não é a regra para outras localidades. O mais comum são faixas apagadas, e sobram reclamações sobre carros avançando sinais, em desrespeito ao pedestre.

No Centro de Fortaleza, apesar de esforços recentes da administração para garantir áreas para o pedestre, as rampas de acesso são raríssimas, e os camelôs disputam espaço com as pessoas. Em algumas ruas, principalmente no período que antecede a volta às aulas, vendedores de livros escolares usados ocupam as calçadas nas ruas Floriano Peixoto, Barão do Rio Branco e Major Facundo.

Na Avenida Beira Mar, onde se concentra a maior parte da rede hoteleira e muitas residências no entorno, o fluxo de pessoas no calçadão durante todo o dia é intenso. O piso é regular e bem iluminado. No entanto, e apesar de uma recente reforma para atender a quem circula a pé no local, há queixas sobre a conservação do passeio público.

Outro ponto crítico é a acessibilidade. As rampas, muitas delas, são colocadas distantes das faixas de pedestres, o que leva os cadeirantes a atravessarem fora delas: “As calçadas aqui até que estão bem cuidadas, no entanto não há rampa de acessibilidade nas faixas, algo lamentável e preocupante”, queixa-se o jornalista Reinaldo Braga, que conduzia a filha acidentada em cadeira de rodas.

Nesse trecho, o calçadão da Beira Mar, uma tradicional feirinha de artesanato ocupa totalmente o espaço, dificultando o caminho dos pedestres. Não bastasse, bicicletas utilizam o calçadão alegando falta de uma ciclovia na orla de Fortaleza.

Do lado oposto do calçadão o passeio é estreito para o pedestre, que muitas vezes divide com veículos um espaço que deveria ser seu. O português Manoel Silva, que mora em Fortaleza desde 2005 e caminha nas imediações da Beira Mar, critica: “Além de faltar espaço na calçada, os automóveis estacionam nos canteiros e obrigam pedestres a caminharem, ora pela calçada, ora pelo asfalto”, protesta.

Na movimentada Praia de Iracema, local onde deverá ser realizada a Fan Fest durante a Copa, a situação é parecida. Em duas avenidas importantes do bairro – Historiador Raimundo Girão e Almirante Barroso -, o pedestre tem que dobrar a atenção na hora de atravessar a via; há pouca área de circulação na calçada e, em pontos como nas paradas de ônibus, o passeio já nem existe mais.

Legislação

A lei de Uso e Ocupação do Solo de Fortaleza, de 1996, proíbe a construção de estacionamentos ou garagens que impeçam o trânsito de pedestres. Uma nova legislação, em vias de ser votada, atualizará a discussão sobre a  utilização das calçadas da cidade, de modo a garantir o espaço do pedestre, incluindo gestantes e pessoas com dificuldade de locomoção.

Também tramita na Câmara Municipal a criação do Instituto de Planejamento de Fortaleza, o Iplanfor, órgão que deverá pensar políticas públicas de planejamento urbano para a cidade. A padronização das calçadas de Fortaleza e liberação das calçadas para uso exclusivo de pedestres é um projeto antigo da prefeitura. Atualmente estão em execução as obras do Programa de Transporte Urbano de Fortaleza – Transfor, que deverão levar a padronização das calçadas para toda a cidade.

Até o momento foram concluídas obras do Transfor nas avenidas Jovita Feitosa, 13 de Maio e Domingos Olímpio. Estão em obras as avenidas Costa Barros e Pontes Vieira. Ruas do entorno destas avenidas também passarão por intervenções de drenagem e recapeamento. De acordo com a prefeitura, o objetivo é realizar obras de infraestrutura viária nas avenidas para reduzir o tempo de viagem entre os terminais de integração.
Entre as intervenções nestas ruas e avenidas está prevista a padronização das calçadas.

Para a Copa de 2014, entre as mudanças a serem feitas nas cinco avenidas que dão acesso ao Castelão, também está programada a padronização das calçadas e dos canteiros centrais. A prefeitura salienta que o Transfor prevê a construção de 164 km de calçadas padronizadas com acessibilidade.

 FORTALEZA

Locais avaliados:

Avenida Beira Mar

Onde se localizam os principais hotéis e restaurantes de Fortaleza. Muito movimentada, principalmente das 5h às 8h da manhã, das 17h às 21h, e nos finais de semana, a partir das 16h: o calçadão comporta bem os pedestres, mas um dos maiores problemas é a falta de ciclovias que faz os ciclistas optarem por utilizar o calçadão, mesmo sendo proibido. O espaço do calçadão também é ocupado por vários ambulantes e artistas que se apresentam para as pessoas que passeiam por ali. Além disso, o espaço conta com rampas de acesso para deficientes, mas nem todas estão localizadas nas faixas de pedestres. Do lado oposto ao calçadão, as calçadas são bem menores e apresentam muitas irregularidades. Ressalta-se que nos meses de janeiro, julho e dezembro, o movimento neste local se intensifica por conta da alta estação de turismo.

Praia de Iracema

Bairro tradicional e boêmio de Fortaleza. Na parte da orla e do conhecido Aterro de Iracema onde acontecem shows e eventos da cidade, o calçadão é similar ao da Beira-Mar. Entretanto, nos arredores da faixa de praia, as calçadas são muito ruins. Falta espaço para o pedestre circular, além de não haver mais calçadas em alguns desses pontos. A péssima condição das calçadas, principalmente na avenida Historiador Raimundo Girão, exige dos usuários do transporte público atenção redobrada na hora do embarque e desembarque.

Centro de Fortaleza

Principal bairro comercial de Fortaleza. Apesar de haver vários shoppings em diversos bairros da cidade, o Centro continua bastante movimentado de segunda a sábado. Há pouco espaço para a circulação de pessoas nas calçadas, que são tomadas por ambulantes, muitos deles sem autorização. O problema se agrava nos meses de dezembro e janeiro, quando esses ambulantes oferecem livros escolares. Faltam rampas de acesso adequadas para pessoas portadoras de deficiência.

Avenida Bezerra de Menezes

Avenida que dá acesso ao litoral oeste do Ceará e ao norte do estado, recentemente reformada pela prefeitura de Fortaleza: calçadas regulares, seguindo um padrão, inclusive para os estacionamentos de estabelecimentos comerciais com rampas de acesso para deficientes em todas as esquinas, ciclovias e espaço adequado para a circulação de pedestres.

Avenida Domingos Olímpio

Principal avenida do carnaval de rua de Fortaleza, onde se apresentam os blocos de Maracatu e escolas de samba. Assim como a avenida Bezerra de Menezes também foi recentemente reformada. Suas calçadas seguem o padrão definido pela prefeitura de Fortaleza.

Avenida Washington Soares

Avenida que dá acesso ao litoral leste do Ceará e a região do Vale do Jaguaribe: Atualmente passa por uma série de reformas, por conta da construção do Centro de Eventos do Ceará. Suas calçadas ainda não seguem um padrão, mas estão em boas condições.


Local IrregularidadesDegrausLarguraRampasObstáculosIluminaçãoPaisagismoSinalizaçãoMédia
Avenida Beira Mar1010875107108,38
Centro de Fortaleza5107507365,38
Avenida Bezerra de Menezes101010108105109,13
Praia de Iracema5104455575,63
Avenida Washington Soares710758107108,00
Avenida Domingos Olímpio101010108105109,13
        Média total: 7,60
   
REGULAMENTAÇÃO

- Plano Diretor de Fortaleza: aprovado em 2011 pela Câmara Municipal de Fortaleza. Ainda necessita de leis complementares para que seja regulamentado e possa entrar em vigor.
- Instituto de Planejamento do Município de Fortaleza – Iplanfor: Tramita na Câmara Municipal a lei que determina a criação deste órgão, cujo objetivo é pensar uma política de planejamento urbano para a capital cearense.

Fonte: Mobilize Brasil/Autor: Lúcio Pontes Filho/Foto:OPovo

A ordem correta da passagem de marchas