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sábado, 24 de novembro de 2012

Você sabe o que é um "Bike Box"?




Cidades que incluem e pensam a bicicleta integrada ao seu sistema de transporte, sabem que falar em infraestrutura necessária para garantir a segurança e conforto do ciclista urbano vai além das ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas. Entre as sinalizações presentes no viário há ainda o conhecido como “Bike Box“, um espaço destinado exclusivamente ao ciclista, para que ele se posicione à frente dos carros num semáforo.

Isso garante que, ao abrir o farol, o ciclista saia com vantagem, segurança e visibilidade sobre os veículos motorizados. Mas nem todos os usuários da bicicleta sabem para que serve um Bike Box, por isso ciclistas de Nova York produziram um videozinho bem didático explicando como utilizá-lo. Assista em inglês:



No Brasil, existem registros desse tipo de infraestrutura em algumas pouquíssimas cidades, entre elas Niterói, no Rio de Janeiro, e em Rio Branco, no Acre. A cidade fluminense começou a implementar os Bike Box há pouco tempo em algumas avenidas onde o tráfego de bicicleta é intenso.

“Os Bike Box sao muito respeitados. Os motoristas ficam intimidados com a pintura vermelha no asfalto. Estamos com o planejamento de fazer mais rotas cicláveis e onde nao for possível pintar ciclofaixas. Já estamos no bairro do Ingá, zona sul de Niterói. Fizemos uma ciclofaixa de quase um 1km e vamos iterligá-la as rotas cicláveis de outras ruas. O projeto do Ingá tem o objetivo de beneficiar não só a populacao, mas os estudantes da UFF – Universidade Federal Fluminense”, explicou Glauston Pinheiro, Chefe de Divisão de Projetos da Nittrans (Niterói, Transporte e Trânsito).

Fonte: Mobilize/Foto: Transporte Ativo

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Mobilidade Alternativa - Há mais de um jeito de ir e vir



O que a cidade de Goiânia vem colaborando para o desenvolvimento das cidades? Confira o vídeo.



Vídeo produzido por #EuQueroMelhorarGoiânia
Foto: Goiânia/GO

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

De bicicleta para o trabalho




O Transporte Ativo traz mais uma contribuição para você que deseja saber um pouco mais sobre como conciliar bicicleta e ambiente de trabalho, confira:

Foi ainda em 2008 que, juntamente com o pessoal do Mountain Bike BH, elaboramos o manual "De Bicicleta para o Trabalho". Nele estavam respondidas todas as dúvidas que empregados e empregadores sempre quiseram saber sobre como incentivar o uso da bicicleta como veículo para os deslocamentos ao trabalho.
Agora, quatro anos depois e também logo após a semana da mobilidade, lançamos a versão impressa do manual que contou com o patrocínio do Banco Itaú. Foram apenas 500 cópias dessa excelente ferramenta de promoção ao uso da bicicleta que serão "cirurgicamente" distribuídas. Lembrando que temos ainda a versão em espanhol, lançanda em 2009.

Confira a versão em PDF.

Fonte: Transporte Ativo

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Você está atento ao ciclista? Faça o teste!




Na rua, os ciclistas já estão encontrando formas para se proteger do mau comportamento de alguns motoristas. Mas o problema, nem sempre, é de educação, mas sim de atenção. A Transport for London (TfL) percebeu isto e lançou, há alguns anos, uma divertida campanha para conscientizar os motoristas da capital inglesa de que a rua é compartilhada também pelos bikers e, por isso, todos devem estar atentos.
No vídeo, abaixo, faça um teste para ver seu nível de atenção e entenda porque “é fácil perder algo que você não está procurando”, como a própria campanha alerta:


quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Documentário 'Bicicleta, minha primeira vez' revive a descoberta da bike




Qual a primeira recordação que você tem de uma bicicleta? As respostas de sete ciclistas expostas no vídeo do cinegrafista brasileiro Wev Silva variam desde as primeiras pedaladas, no quintal da casa, até descer ladeira abaixo empurrado pelos amigos. Gravado em Paris, o documentário Bicicleta, minha primeira vez fala sobre os prazeres da descoberta da bike.

Ao longo do vídeo, os depoimentos dos ciclistas (inclusive de um brasileiro, o curitibano Eduardo Serafim) revelam histórias de infância e de como as bicicletas cumpriram papel fundamental na construção de lembranças que eles guardam até hoje.

"Eu me lembro que o meu pai segurava a bicicleta pelo banco e dizia: 'Sim, sim, eu estou te segurando’, mas na verdade não estava, ele já tinha soltado", lembra aos risos um dos entrevistados.

Em comum, os ciclistas também revelaram a sensação de liberdade que só a magrela oferece, além da autonomia e praticidade para os deslocamento urbanos, e das quedas que todos tiveram que enfrentar enquanto descobriam as segredos das bikes. “Mas a gente aprende a se levantar, aprendemos com os nossos erros, que é só ir reto. Uma vez que você consegue, não dá mais pra parar de pedalar”.

Assista ao vídeo (com legenda em português):


Fonte: EcoD

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Dinamarca investe em 'rodovias' para bicicletas



Enquanto no Brasil a gente ainda discute se as ciclovais são viáveis ou não e se as ciclofaixas contribuem para o aumento do uso da bicicleta como meio de transporte, a Dinamarca já planeja até ‘rodovias’ para bicicletas.
As chamadas Cykelsupersti são longas ciclovias que ligam as áreas mais afastadas de Copenhague ao centro da capital dinamarquesa. Segundo reportagem do New York Times, as ‘rodovias para bicicletas’ são longos caminhos pavimentados (com mais de 20 km de extensão) sem interrupções ou cruzamentos. Essas ‘rodovias’ se interligam com ciclofaixas e ciclorrotas no centro da cidade.
A primeira ‘rodovia para bicicletas’ na região de Copenhague foi inaugurada em abril, e ao menos 26 devem ser construídas nos próximos meses. A ideia é fazer com que as pessoas que moram a até 25 quilômetros do centro de Copenhague deixem o carro em casa e usem a bicicleta – em conjunto com o sistema de trens e metrô – para chegar ao centro da capital.
O foco do projeto é atingir a pessoa que mora mais afastada do centro, que geralmente usa o carro ou o transporte público para ir até a cidade. As ‘rodovias para bicicletas’ são bem parecidas com as estradas para veículos – bem asfaltadas, bem sinalizadas, bem iluminadas e sem interrupções. No total, as ‘rodovias’ cruzam 20 cidades localizadas na região de Copenhague.
“Um ciclista comum pedala cerca de 3 a 5 quilômetros para o trabalho. Nós apenas pensamos em como fazer com que as pessoas fizessem percursos mais longos”, afirmou Brian Hansen, do departamento de tráfego de Copenhague, ao The New York Times. E sabe quanto custou esse projeto todo? Segundo o site da Cykelsupersti, os 300 quilômetros espalhados em 26 ‘rodovias’ custam apenas US$ 2,12 milhões de dólares! Barato e eficaz, não?
Por Blog Eu Vou de Bike. Publicado em 27/07/2012. Fonte: TheCityFixBrasil

terça-feira, 31 de julho de 2012

Bicicleta feita de papelão custa US$ 9 e é super resistente



A bicicleta já virou acessório fashion, roubou a cena em campanhas da Armani e até foi feita a partir de plástico reciclado. Mas o que ninguém (ou quase ninguém) imaginava é que a magrela poderia nascer até do papelão que a gente joga fora. Isso mesmo, o material que não parece nada resistente pode dar vida a uma bike novinha que aguenta chuva e um ciclista de até 140 kg. A criação é do israelense Izhar Gafni, que cansou de ouvir que a ideia era impossível de ser realizada e foi lá e fez.
“Quando eu comecei a perguntar para engenheiros sobre a possibilidade de produzir uma bike de papelão, todos me mandaram embora dizendo ser impossível. Um dia, assistindo um documentário sobre a construção do primeiro avião Jumbo, vi que diziam para o engenheiro chefe do projeto que aquela construção também era impossível. Isso me motivou a experimentar com diferentes tipos de papelão”, diz Gafni no minidocumentário feito pela diretora Giora Kariv (abaixo).
Usando base de papelão reciclado, o inventor criou uma bicicleta ecológica que custa entre de US$ 9 a US$ 12 para ser produzida e que tem potencial para custar até US$ 90 comercialmente. Os segredos para dar resistência e estabilidade à magrela é o modo como são dobrados e encaixados os papelões, além da atenção especial no processo de finalização.

Mesmo com material reciclado, Gafni não descuidou do design e fez questão de dar curvas atraentes ao que pode ser a revolução da indústria ciclística. Além de tudo, o baixo custo afasta a chance de alguém mal intencionado querer roubar sua bike – o que infelizmente acontece diariamente nas cidades mundo afora.
O criativo israelense diz ainda não ter data para começar a produzir a magrela especial em larga escala, mas garante que já existem investidores interessados no projeto. Quando perguntado sobre o que gosta mais em sua criação, ele é direto: “Que é feita de papelão!”
Abaixo, veja o minidocumentário produzido por Giora Kariv e entenda como Izhar Gafni transforma o papelão reciclado em um transporte bonito, prático e 100% sustentável:

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Leia: Calçadas Acessíveis


Calçadas Acessíveis

O Caminho para a Democratização dos Espaços Urbanos

A obra apresenta estudos de casos elucidativos da relação entre cidadania e espaço urbano, as Leis e as suas aplicabilidades no contexto dos municípios brasileiros e procura situar, à luz de exemplos internacionais, o cenário futuro das cidades brasileiras e, particular, de Fortaleza, se as mudanças de paradigmas quanto ao uso do meio ambiente, não forem alteradas.

No fundamental, este livro direciona o olhar múltiplo dos seus autores à pertinência e urgência de se optar por um planejamento urbano sustentável e democrático.

Como adquirir o livro?

O livro Calçadas Acessíveis é uma edição especial patrocinada pelo Banco do Nordeste do Brasil. Para obtê-lo, você pode ligar diretamente para o Instituto da Cidade no número 3253 34 41.



terça-feira, 10 de julho de 2012

Inscrições abertas para o 3º Pedala Fortaleza




Passeio ciclistico acontece nas ruas da Regional I 

A população de Fortaleza já pode se inscrever para a terceira edição do Pedala Fortaleza – Legado da copa, que acontece no próximo domingo (15), nas ruas e avenidas da Regional I. As inscrições gratuitas podem ser feitas através do preenchimento da ficha de inscrição. Cerca de mil pessoas devem participar do passeio de bicicleta. A concentração começa às 7 horas, na Igreja Santa Edwirges (entre o Marina Park Hotel e o Corpo de Bombeiros, na Av. Leste-Oeste). A saída está programada para às 8 horas, partindo em direção à Barra do Ceará, passando pelo Vila do Mar e retornando para a Igreja Santa Edwirges.

No local serão oferecidos à população serviços gratuitos como massoterapia, verificação de pressão, vacinação, saúde bucal, distribuição de mudas e sacos de lixo e orientação sobre cuidados com a dengue. Também haverá apresentação de show musical e atividades recreativas para as crianças.

O 3º Pedala Fortaleza irá estimular a solidariedade e receberá doações de água mineral para serem entregues ao Corpo de Bombeiros e doados às vítimas da seca do Ceará. O passeio é uma realização da Prefeitura de Fortaleza, através da Fundação de Cultura, Esporte e Tursimo (Funcet), da Secretaria de Esporte e Lazer (Secel) e da Gerência Executiva da Copa. 

Credenciamento - O credenciamento acontece no próprio dia do evento, a partir das 6h30. Para participar, os interessados podem preencher a ficha de inscrição ou se cadastrar nas suas respectivas secretarias executivas regionais (SERs). 
  
MAIS
  
O Pedala Fortaleza é uma das propostas surgidas no I Seminário de Planejamento da Copa do Mundo, realizado nos dias 29 de fevereiro, 1º e 2 de março. O passeio pretende ser uma atividade permanente, que convida a população para conhecer mais sua cidade e desenvolver a cultura ciclística. 
  
SERVIÇO 

3º Pedala Fortaleza  

Data: domingo, 15 de julho 
Horário: 7 horas 
Local: Concentração na Igreja de Santa Edwirges (entre o Marina Park Hotel e o Corpo de Bombeiros, na Av. Leste-Oeste)  

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Na Holanda, educação para o trânsito começa na infância



Em países como a Holanda, as crianças são ensinadas desde pequenas a como se comportar no trânsito, estejam de carro, de bicicleta ou a pé. Elas passam a conhecer o papel de cada um nas ruas, seus direitos e deveres, além dos cuidados que devem ser tomados consigo e com os outros. Formam-se adultos mais conscientes e responsáveis no trânsito – e este, por consequência, se torna mais seguro.
Veja no vídeo abaixo, legendado pelo Vá de Bike, o exemplo do “jardim de trânsito” da cidade de Ultrecht, na Holanda, que funciona desde os anos 50:


Imagem: Cycling in Netherlands Blog / reprodução/Fonte: Vá de Bike

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Respeite 1,5m






"Respeitar o ciclista faz bem e está na lei.
Mantenha a distância de 1,5m do ciclista e deixe o trânsito mais seguro.
Respeito ao ciclista. Compartilhe essa ideia." by Kiwi Filmes

Fonte: Mobilize

domingo, 17 de junho de 2012

2º Pedala Fortaleza - Nem a chuva segurou!


Na manhã desde domingo(17) realizou-se a segunda edição do "Pedala Fortaleza". O objetivo é promover o ciclismo na cidade alertando para a preservação do meio ambiente. Priorizando as áreas verdes da cidade, como o Parque Rio Branco, Adahil Barreto e Parque do Cocó, alguns ciclistas puderam conhecê-los pela primeira vez, apesar de já morarem em Fortaleza.

Durando o percurso, uma forte chuva caiu sobre a cidade, porém os ânimos só aumentaram. Os cuidados foram redobrados pelos agentes da AMC e apoiadores  que mantiveram todo o percurso organizado.

O evento foi promovido pela prefeitura de Fortaleza e contou com a participação da própria prefeita Luizianne Lins, que também pedalou.

Confira algumas fotos:

 

Fotos: Jeiel Nóbrega

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Iniciativas convencem europeus e americanos a trocarem o carro pela bicicleta


Veja as ideias que tiveram benefícios para ciclistas e motoristas:
AMSTERDÃ: ESTACIONAMENTO À VONTADE


HIPERGARAGEM: Estação central de trem de Amsterdã, com 10 mil vagas para bicicleta
A Holanda é o país ocidental que mais usa a bicicleta no dia a dia. Uma das explicações para essa popularidade é a integração promovida, desde a década de 1970, entre o uso de bikes e o de transporte público. Cerca de 40% dos usuários de trem vão até as estações pedalando, pegam o trem, desembarcam e pedalam de novo até o trabalho. Estima-se que em 2020 metade dos passageiros faça o mesmo. Para isso, haja estacionamento. Os arredores da estação central de Amsterdã têm garagens com cerca de 10 mil vagas. Na principal, a Fietsflat, cabem 2.500. Tudo é dividido em seções, linhas e 3 andares. Afinal, na volta do trabalho é preciso encontrar a bike, certo?
POLÍTICAS E RESULTADOS
• Desde os anos 70, a cidade reduz vagas e aumenta o preço de estacionamento para carros no centro
• Viagens de bike eram 25% do total em 1970. Em 2005, 37%
• 77% dos cidadãos com mais de 20 anos têm ao menos uma bicicleta, e metade pedala diariamente
• Acidentes com ciclistas diminuíram em 40% entre as décadas de 1980 e de 2000

PORTLAND: SEGURANÇA NO CRUZAMENTO



PRIORIDADE: Espaço para bikes nos cruzamentos de Portland reduziu acidentes em 31%
Em 2008, dois ciclistas morreram em Portland, nos EUA, atropelados na ciclofaixa por um carro que virava à direita. Cerca de 70% dos acidentes de bike na cidade acontecem em cruzamentos. Por causa disso, a cidade, campeã do pedal no país dos carros, criou 14 bike boxes iguais aos da foto. Ao sinal vermelho, os motoristas param atrás da área verde, exclusiva de bikes, ou ganham multa de US$ 242 (como o carro preto da foto). Em dois anos, a presença de ciclistas nesses cruzamentos subiu 32%, e o índice de conflitos com motoristas caiu 31%.
POLÍTICAS E RESULTADOS
• Cidade tem projetos de incentivo ao uso de bicicletas detalhados até 2030
• 80% das crianças na escola recebem educação sobre segurança para pedalar
• Construiu 200 km de ciclovias entre 1996 e 2006. Hoje, são 466 km
• Uso de bikes para ir ao trabalho dobrou entre 1990 e 2000

COPENHAGUE: SINALIZAÇÃO ESPECIAL



TUDO AZUL | Em Copenhagen, azul chama a atenção para rota dos ciclistas
Uma marca registrada dos cruzamentos de Copenhague, capital da Dinamarca, são as faixas azuis usadas para demarcar a rota de quem pedala. Mesmo com ciclovias e ciclofaixas à vontade, não há como evitar o encontro de carros e bicicletas nesses trechos. Então, a cidade usa a cor vibrante para chamar a atenção de motoristas para os ciclistas e evitar acidentes. Outra medida de segurança usada nos cruzamentos é dar sinal verde para os ciclistas antes — outro modo de priorizar os ciclistas, em relação aos automóveis.
POLÍTICAS E RESULTADOS
• Um terço do orçamento municipal de transportes é voltado para o ciclismo
• De 1995 a 2006, a quilometragem pedalada subiu 44% e os acidentes graves caíram 60%
• 20% do total de viagens são feitas de bike. No dia a dia para o trabalho, elas são 32%
• Uso de bikes entre pessoas com mais de 40 anos aumentou de 25% para 38% entre 1998 e 2005

ODENSE: CAMPANHAS PRÓ-BIKE



MOCHILA E CAPACETE | Campanhas incentivam crianças de Odense a ir pedalando para a escola
A experiência de países europeus mostra que campanhas de incentivo ao uso de bicicletas são parte fundamental das políticas de estímulo às pedaladas. Na Dinamarca, por exemplo, a ONG Federação dos Ciclistas criou uma gincana nacional, que acontece uma vez por ano durante duas semanas, para incentivar crianças a irem de bicicleta para a escola, distribuindo prêmios para as que têm mais alunos pedalando. Em Odense, 26% do total de viagens são feitas de bicicleta. Entre os alunos do ensino fundamental, esse índice sobe para 43%.
POLÍTICAS E RESULTADOS
• Não é possível atravessar o centro de carro. Nas adjacências, estacionar automóveis é caro, bicicletas, grátis
• A cidade subsidia equipamentos de segurança e distribui frutas e doces para ciclistas
• De 1984 a 2002, o uso de bikes na cidade cresceu 80%
• Elas são usadas em um quarto do total de viagens

BERLIM: ALUGUEL SIMPLES E BARATO



CALL A BIKE | Aluguel quintuplicou em Berlim, com sistema moderno nas estações
Sistemas de compartilhamento de bicicletas — que permitem alugá-las num ponto para deixá-las em outro — são mais uma ferramenta importante para popularizar as pedaladas como transporte urbano. A cidade de Berlim, uma das metrópoles que mais investe em bikes no mundo, tem uma das versões mais modernas desse sistema. A Deutsche Bahn, empresa de trens alemã, instalou 3.000 magrelas como as da foto nas estações da capital. O cidadão desbloqueia a bike por celular e paga com cartão de crédito. Para complementar, dá para planejar a rota por ciclovias, no celular, com dados sobre conexões com transportes, velocidade média e tempo de viagem.
POLÍTICAS E RESULTADOS
• Em 72% das ruas da cidade a velocidade máxima é de 30 km/h
• Verbas para incentivar uso de bikes aumentaram 4 vezes de 2000 a 2009
• Viagens de bicicleta subiram de 7% para 10% do total entre 1992 e 1998
• Acidentes fatais com ciclistas caíram 30% entre 1998 e 2004

Artigo: Tarso Araújo/ Fonte: TheFixCityBrasil



segunda-feira, 11 de junho de 2012

Bicicletas + Carros: Como conviver de forma pacífica




A Cicloliga lança o primeiro vídeo de uma série sobre o artigo 201 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), que protege os ciclistas contra as finas de automóveis e cujo descumprimento já vitimou tantos ciclistas.

Embora exista e esteja presente em um código federal que é o CTB, o artigo 201 não é fiscalizado e seus infratores não são punidos pela CET. Veja nesse primeiro vídeo como cumprir o artigo 201 é fácil para qualquer motorista com bom senso e respeito. Veja também quais são as consequências do não cumprimento da lei, sempre endossadas pela omissão da CET.





Fonte: 

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Jan Gehl dá receita para criar cidades para as pessoas




A jornalista Natália Garcia, criadora do projeto Cidade Para Pessoas, foi até Copenhague entrevistar Jan Gehl, um dos maiores responsáveis por mudar a cara da cidade, nos anos 1960, e torná-la referência de planejamento urbano voltado para as pessoas. Especialista em criar cidades melhores, o arquiteto estuda os aspectos humanos antes de criar projetos de arquitetura, o que o fez criar uma metodologia de planejamento que prioriza as pessoas. Famoso por esse tipo de trabalho, ele é um dos profissionais da área mais requisitados do mundo.  Seu escritório, o Gehl Architects, já fez projetos, inclusive, para São Paulo e Rio de Janeiro. Confira a entrevista publicada na revista Vida Simples:
O que significa criar uma cidade para as pessoas?
Você já notou que sabemos tudo sobre o habitat ideal dos gorilas, girafas, leões, mas nada sobre o Homo sapiens? Qual o lugar ideal para essa espécie viver? Boa parte dos profissionais que definem o futuro de uma cidade – os arquitetos, urbanistas e políticos – está preocupada com outras coisas. Eles querem melhorar o trânsito, criar monumentos, pontes, mas nenhum deles tem na agenda o item “criar uma cidade melhor para as pessoas viverem”.
E qual seria o lugar ideal para o homem viver?
Certamente não é uma cidade em que se precise passar três horas por dia dentro de um carro preso no congestionamento. Em meu livro Cities for People (“Cidades para pessoas”) eu falo, por exemplo, sobre a síndrome de Brasília, uma prática repetida em várias cidades do mundo. É tudo grande demais, as distâncias são impossíveis de serem percorridas pelo corpo humano e os monumentos são grandes demais para apreciarmos a partir de nossa altura. Isso sem contar a falta de calçadas e ciclovias. Se você não tem um carro em Brasília, fica impossível se locomover.
O senhor fala em trânsito, problema grave no Brasil. Quais as soluções para essa questão?
O congestionamento é, sem dúvida, um dos maiores problemas das grandes cidades do mundo. E a chave para resolvê-lo é entender que a demanda correta não deve ser por mais transporte público ou ciclovias ou calçadas. Deve ser por mais opções, por mais liberdade de escolha de meios de se locomover do ponto A ao ponto B. Só ciclovias ou só transporte público não resolvem, mas uma combinação dos dois com boas calçadas e vias exclusivas de pedestres começam a deixar a cidade mais interessante e a dependência que se desenvolveu do carro começa a diminuir. Mas, ainda assim, muita gente vai continuar se locomovendo de carro, por comodidade. Então, junto com o aumento de opções de locomoção, é preciso diminuir o uso dos carros, dando menos lugar a eles.
Parece tão difícil e tão longe da nossa realidade…
Sim, é um processo complicado. Hoje Copenhague é um exemplo mundial de uma cidade boa para se viver, mas começamos nossa mudança de paradigma 50 anos atrás. A chave para que tenhamos chegado até aqui foi dar um passo de cada vez. Não dá para, de uma hora para outra, proibir os carros de estacionarem nas ruas. Mas que tal proibir em um bairro? Ou em apenas uma avenida? E, no lugar onde os carros estacionariam, criar uma ciclovia? Esse acaba sendo um projeto piloto, as pessoas teriam tempo para se acostumar. E, quando começar a dar certo, fazemos isso em outro ponto. Pouco a pouco a população vai entendendo como a cidade pode melhorar.
Como a população deve participar do processo da criação de cidades para pessoas?  
É fundamental que haja informação sobre como uma cidade pode ser melhor para que a sociedade exija as coisas certas. Enquanto exigirem mais ruas para dirigirem seus carros, as cidades vão continuar crescendo do jeito errado. Quando passarem a exigir mais liberdade de locomoção, daí o governo terá que fazer algo a respeito.
O planejamento urbano pode fazer as pessoas mais felizes?
Planejamento urbano não garante a felicidade. Mas mau planejamento urbano definitivamente impede a felicidade. A pior coisa para a felicidade das pessoas é perder tempo paradas no congestionamento. Se a cidade conseguir diminuir o tempo que você fica parado no trânsito e lhe oferecer áreas de lazer para aproveitar com seus amigos e sua família, ela lhe dará mais condições de ter uma vida melhor. O planejamento urbano é uma plataforma para as pessoas serem felizes.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Diário de uma ciclista urbana




Conheça o dia a dia de uma ciclista na cidade de São Paulo através deste mini documentário.



Fonte: TV Revolta

'Todo mundo pedalando'



A edição de maio da Revista Gol traz uma matéria super bike-friendly! Com o título “Todo mundo pedalando”, a reportagem da jornalista Ana Carolina Monteiro apresenta a história de algumas pessoas que trocaram o carro pela bicicleta em grandes cidades como São Paulo e Rio de Janeiro e agora sentem os benefícios em qualidade de vida e economia.
O casal de educadores ambientais Evelyn Araripe e João Paulo Amaral, por exemplo, se conheceram em uma Bicicletada em São Paulo e só usam a bike, até mesmo para sair à noite. “Você percebe que a bicicleta está sendo reconhecida como meio de transporte quando um flanelinha pede para tomar conta da bike na frente de uma pizzaria”, conta Evelyn que hoje é responsável pelo Pedalinas, coletivo feminino de ciclistas de São Paulo.
Além dos depoimentos dos bikers, algumas boas ações são apresentadas na matéria, como os sistemas de aluguel de bicicletas públicas Bike Rio e Bike Sampa e o serviço de ajuda para os iniciantes, o Bike Anjo. Além disso, conta sobre a empresa Ciclomídia, que trabalha para transformar estabelecimentos em ambientes cicloamigáveis e que criou o inovador “bike valet”, serviço de manobrista para bikes, lançado na última Bienal de Arquitetura.
A edição da Revista Gol ainda traz um resumo sobre a situação da rede cicloviária de algumas importantes cidades brasileiras (abaixo). O texto lembra dos espaços próprios para as magrelas nos municípios, como o “Estação Bicicletas”, estacionamento para bikes que a Prefeitura de Porto Alegre instalou, no Mercado Público, com o auxílio técnico da EMBARQ Brasil
Fonte: TheCityFixBrasil/ Foto: Mariana Gil / EMBARQ Brasil

sexta-feira, 25 de maio de 2012

A bicicleta e as cidades



O Instituto de Energia e Meio Ambiente faz uma importante contribuição na área de mobilidade urbana abordando o assunto da inserção da bicicleta na cidade através de sua publicação: A bicicleta e as cidades.


Leia abaixo:

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Nova Iorque terá 420 pontos com 10 mil bicicletas públicas



As primeiras estações serão instaladas na parte baixa de Manhattan.

A meta é que até meados de 2013 a cidade ofereça 10 mil bicicletas, que devem ser espalhadas inicialmente por 420 pontos da cidade.

Os locais foram decididos após consulta pública pela internet e reuniões com moradores e associações civis.

Para usar o sistema, será cobrada uma taxa anual de US$ 95 (cerca de R$ 190). Os usuários terão direito a um cartão para desbloquear a bicicleta nos estacionamentos espalhados pela cidade.

Eles poderão pegar o veículo em uma estação, utilizá-lo por 45 minutos sem custo adicional e depois devolvê-lo em qualquer estacionamento.

O preço para o aluguel por um dia será de US$ 9,95 (R$ 20) e para uma semana, US$ 25 (R$ 50). Quem aluga por 24 horas ou por sete dias poderá usar a bicicleta sem custo adicional por 30 minutos.

RIO E SÃO PAULO

No Rio de Janeiro o passe mensal custa R$ 10 e o diário, R$ 5. Em Paris, o uso por um dia sai por 1,70 euro e é gratuito por meia hora. Em Londres, a diária sai por 1 libra.

Em São Paulo, onde já existe o sistema de compartilhamento em estações do metrô, outras iniciativas em parceria com empresas devem dar à cidade cerca de mais 3.000 bicicletas.

O uso entre 30 minutos e uma hora será gratuito. Depois, será cobrada uma taxa.

Em Nova York, segundo a prefeitura, depois que o serviço estiver completamente implementado, a cidade terá o maior programa de bicicletas públicas dos EUA.

"A maioria das viagens (54%) que os nova-iorquinos fazem são de menos de duas milhas (3,22 km), uma distância perfeita para andar de bicicleta", afirma a prefeitura.

Apesar do programa, Nova York não tem ciclovias em todas as regiões da cidade.

Fonte: Mobilize

terça-feira, 8 de maio de 2012

Quem tem razão?


Artigo: Jeiel Nóbrega

Este post é destinado principalmente para nós ciclistas. Sejam amadores, profissionais, que pedalam para chegar ao trabalho, faculdade ou onde quer que seja seu destino.

As cidades brasileiras estão passando por profundas transformações que ocorrem de forma rápida, principalmente nas grandes capitais. Mobilidade urbana, calçadas acessíveis, eficiência na integração dos transportes, antes temas restritos aos estudiosos, agora cada vez mais presentes no dia a dia da população.

O grande apelo ao uso da bicicleta como meio de transporte nos centros urbanos é um dos principais temas da atualidade, e não é à toa. Ela tem mostrado sua eficiência. Porém, as pessoas de um modo geral, em se tratando de Brasil, ainda a encaram como objeto de lazer, portanto, não costumam associar as responsabilidades devidas a esse "novo" meio de transporte, como já o fazemos com as motos e carros.

E mais uma vez a palavra-chave é educação

Pouco conhecemos sobre a legislação quando falamos em pedalar, e, em se tratando de Fortaleza, parece que conhecemos menos ainda. Você quer uma prova disso? É só ficar atento aos pedalistas da nossa cidade. Timidamente se vê o uso dos acessórios de segurança, e não raramente, observamos ciclistas invadirem as calçadas, "costurar" em meio aos carros, entre outras peculiaridades. Por isso, cada vez mais se discute a necessidade da criação de escolas de trânsito para ciclistas. Talvez uma consequência inevitável, já que o número de adeptos vem aumentando.


Sabemos que deixar o carro em casa e usar a bike é mais do que um jeito diferente de ir e vir. O uso da bicicleta no meio urbano como objeto de locomoção está intimamente ligado a nova perspectiva de cidade dos últimos anos. Queremos uma cidade para as pessoas, trânsito fluindo e mais humanizado, menos mortes e mais respeito. Portanto, você ciclista está levantando uma bandeira importante, e representa, querendo ou não, essa nova forma de encarar a cidade. Somos os mocinhos da vez! E esses mocinhos fazem CERTO no trânsito! Acidentes envolvendo ciclistas estão ganhando a mídia, assim como os ciclistas infratores. Espero que nenhum de nós participemos desses dois últimos grupos.

Antes de pedalar por ai, saiba o que você pode ou não fazer. O Transporte Ativo disponibilizou um guia onde o Código de Trânsito Brasileiro diz quem tem razão. Isso vale só para ciclistas? De maneira nenhuma! Leia você ciclista e você motorista também. Ambos devem estar por dentro destas regras, caso contrário, os dois grupos acima só vão aumentar.


Clique para ler: 

Publicação: Transporte ativo por: Claudiléia Pinto

A ordem correta da passagem de marchas