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quarta-feira, 4 de junho de 2014

França inicia programa que remunera pessoas que vão de bicicleta ao trabalho

Crédito imagem: Prefeitura de Paris

O governo francês deu início nesta semana a um programa piloto para estimular a bicicleta como meio de transporte, que oferece aos trabalhadores incentivos financeiros se eles utilizarem a bicicleta para irem ao local de seus empregos.

O programa, que está em uma fase de seis meses de experimentação, oferece como bonificação um pagamento de 0,25 centavos de euro – o equivalente a 0,77 centavos de Real – para cada quilômetro rodado com a bicicleta no percurso casa-trabalho.

O esquema foi adotado por 20 companhias, que no total empregam aproximadamente 10 mil pessoas, e, além de melhorar a saúde pública, visa reduzir a poluição do ar e o consumo de combustíveis fósseis.
Frederic Cuvillier, ministro dos transportes francês, afirmou que “os custos do transporte público e dos carros já são subsidiados”, e que ele quer que a bicicleta se torne “um modal separado de transporte”. O plano tem como objetivo aumentar em 50% o uso de bicicletas, e caso mostre ter sucesso, será testado em uma escala maior.

Em outros países da Europa, há planos semelhantes em andamento, em que os trabalhadores também são pagos por quilômetro rodado com bicicleta, ou recebem incentivos fiscais ou apoio financeiro para a compra de bicicletas.

Segundo um recente estudo alemão, o uso de bicicleta pode aumentar a expectativa de vida em até 14 meses, e outras pesquisas também apontam para mais benefícios do modal, como o desenvolvimento das habilidades motoras e o abandono do sedentarismo.


quinta-feira, 27 de setembro de 2012

De bicicleta para o trabalho




O Transporte Ativo traz mais uma contribuição para você que deseja saber um pouco mais sobre como conciliar bicicleta e ambiente de trabalho, confira:

Foi ainda em 2008 que, juntamente com o pessoal do Mountain Bike BH, elaboramos o manual "De Bicicleta para o Trabalho". Nele estavam respondidas todas as dúvidas que empregados e empregadores sempre quiseram saber sobre como incentivar o uso da bicicleta como veículo para os deslocamentos ao trabalho.
Agora, quatro anos depois e também logo após a semana da mobilidade, lançamos a versão impressa do manual que contou com o patrocínio do Banco Itaú. Foram apenas 500 cópias dessa excelente ferramenta de promoção ao uso da bicicleta que serão "cirurgicamente" distribuídas. Lembrando que temos ainda a versão em espanhol, lançanda em 2009.

Confira a versão em PDF.

Fonte: Transporte Ativo

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Você está atento ao ciclista? Faça o teste!




Na rua, os ciclistas já estão encontrando formas para se proteger do mau comportamento de alguns motoristas. Mas o problema, nem sempre, é de educação, mas sim de atenção. A Transport for London (TfL) percebeu isto e lançou, há alguns anos, uma divertida campanha para conscientizar os motoristas da capital inglesa de que a rua é compartilhada também pelos bikers e, por isso, todos devem estar atentos.
No vídeo, abaixo, faça um teste para ver seu nível de atenção e entenda porque “é fácil perder algo que você não está procurando”, como a própria campanha alerta:


segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Dinamarca investe em 'rodovias' para bicicletas



Enquanto no Brasil a gente ainda discute se as ciclovais são viáveis ou não e se as ciclofaixas contribuem para o aumento do uso da bicicleta como meio de transporte, a Dinamarca já planeja até ‘rodovias’ para bicicletas.
As chamadas Cykelsupersti são longas ciclovias que ligam as áreas mais afastadas de Copenhague ao centro da capital dinamarquesa. Segundo reportagem do New York Times, as ‘rodovias para bicicletas’ são longos caminhos pavimentados (com mais de 20 km de extensão) sem interrupções ou cruzamentos. Essas ‘rodovias’ se interligam com ciclofaixas e ciclorrotas no centro da cidade.
A primeira ‘rodovia para bicicletas’ na região de Copenhague foi inaugurada em abril, e ao menos 26 devem ser construídas nos próximos meses. A ideia é fazer com que as pessoas que moram a até 25 quilômetros do centro de Copenhague deixem o carro em casa e usem a bicicleta – em conjunto com o sistema de trens e metrô – para chegar ao centro da capital.
O foco do projeto é atingir a pessoa que mora mais afastada do centro, que geralmente usa o carro ou o transporte público para ir até a cidade. As ‘rodovias para bicicletas’ são bem parecidas com as estradas para veículos – bem asfaltadas, bem sinalizadas, bem iluminadas e sem interrupções. No total, as ‘rodovias’ cruzam 20 cidades localizadas na região de Copenhague.
“Um ciclista comum pedala cerca de 3 a 5 quilômetros para o trabalho. Nós apenas pensamos em como fazer com que as pessoas fizessem percursos mais longos”, afirmou Brian Hansen, do departamento de tráfego de Copenhague, ao The New York Times. E sabe quanto custou esse projeto todo? Segundo o site da Cykelsupersti, os 300 quilômetros espalhados em 26 ‘rodovias’ custam apenas US$ 2,12 milhões de dólares! Barato e eficaz, não?
Por Blog Eu Vou de Bike. Publicado em 27/07/2012. Fonte: TheCityFixBrasil

terça-feira, 31 de julho de 2012

Bicicleta feita de papelão custa US$ 9 e é super resistente



A bicicleta já virou acessório fashion, roubou a cena em campanhas da Armani e até foi feita a partir de plástico reciclado. Mas o que ninguém (ou quase ninguém) imaginava é que a magrela poderia nascer até do papelão que a gente joga fora. Isso mesmo, o material que não parece nada resistente pode dar vida a uma bike novinha que aguenta chuva e um ciclista de até 140 kg. A criação é do israelense Izhar Gafni, que cansou de ouvir que a ideia era impossível de ser realizada e foi lá e fez.
“Quando eu comecei a perguntar para engenheiros sobre a possibilidade de produzir uma bike de papelão, todos me mandaram embora dizendo ser impossível. Um dia, assistindo um documentário sobre a construção do primeiro avião Jumbo, vi que diziam para o engenheiro chefe do projeto que aquela construção também era impossível. Isso me motivou a experimentar com diferentes tipos de papelão”, diz Gafni no minidocumentário feito pela diretora Giora Kariv (abaixo).
Usando base de papelão reciclado, o inventor criou uma bicicleta ecológica que custa entre de US$ 9 a US$ 12 para ser produzida e que tem potencial para custar até US$ 90 comercialmente. Os segredos para dar resistência e estabilidade à magrela é o modo como são dobrados e encaixados os papelões, além da atenção especial no processo de finalização.

Mesmo com material reciclado, Gafni não descuidou do design e fez questão de dar curvas atraentes ao que pode ser a revolução da indústria ciclística. Além de tudo, o baixo custo afasta a chance de alguém mal intencionado querer roubar sua bike – o que infelizmente acontece diariamente nas cidades mundo afora.
O criativo israelense diz ainda não ter data para começar a produzir a magrela especial em larga escala, mas garante que já existem investidores interessados no projeto. Quando perguntado sobre o que gosta mais em sua criação, ele é direto: “Que é feita de papelão!”
Abaixo, veja o minidocumentário produzido por Giora Kariv e entenda como Izhar Gafni transforma o papelão reciclado em um transporte bonito, prático e 100% sustentável:

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Medo é o principal fator inibidor do uso da bicicleta como transporte




Foi publicada este mês uma pesquisa sobre os principais motivos que estimulam ou inibem o uso da bicicleta como meio de transporte na cidade de Porto Alegre. O público-alvo do estudo foram os alunos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Ao todo, foram 1.136 respondentes, a maioria (64%) deles com até 24 anos de idade. Entre os respondentes, 65,4% possuem ou têm acesso a bicicleta e 67,8% possuem ou têm acesso a carro ou moto.
As principais finalidades apontadas pelos estudantes que usaram a bicicleta nos últimos seis meses, estão relacionadas a Lazer/Recreação (45,9%), Meio de Transporte (45,1%) e Esporte (9%). Para eles, o principal fator que motiva o uso da “bici” é o fato de essa ser uma prática saudável. Outros fatores motivantes para o uso estão relacionados ao fato de a bicicleta ser um transporte menos poluente e mais barato que os demais, além de contribuir para um trânsito melhor.
Já entre os estudantes que afirmaram não ter usado a bicicleta nos últimos seis meses (68,8% do total de respondentes) o principal motivo para não-uso da bicicleta é o medo de acidentes, seguido pelo medo de assaltos. Outros fatores inibidores do uso também estão relacionados à falta de segurança: carência de ciclovias/ciclofaixas e de locais para estacionar as bicicletas. Uma observação interessante é que relevo e clima não foram considerados entre os principais inibidores do uso.
Para aqueles que não usam a bicicleta, os principais fatores que poderiam influenciá-los a usar são o respeito ao ciclista no trânsito e o aumento da malha cicloviária na cidade. Também foram levados em conta a melhoria da infraestrutura da cidade; como maior oferta de bicicletários/paraciclos, integração com outros modos de transporte e existência de estações de empréstimo/aluguel de bicicletas.
Para o pesquisador Luiz Augusto Ritta, além dos aspectos de infraestrutura cicloviária, a imagem percebida sobre o uso de bicicletas também tem espaço para ser trabalhada com maior intensidade na cidade  de  Porto  Alegre.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Leia: Calçadas Acessíveis


Calçadas Acessíveis

O Caminho para a Democratização dos Espaços Urbanos

A obra apresenta estudos de casos elucidativos da relação entre cidadania e espaço urbano, as Leis e as suas aplicabilidades no contexto dos municípios brasileiros e procura situar, à luz de exemplos internacionais, o cenário futuro das cidades brasileiras e, particular, de Fortaleza, se as mudanças de paradigmas quanto ao uso do meio ambiente, não forem alteradas.

No fundamental, este livro direciona o olhar múltiplo dos seus autores à pertinência e urgência de se optar por um planejamento urbano sustentável e democrático.

Como adquirir o livro?

O livro Calçadas Acessíveis é uma edição especial patrocinada pelo Banco do Nordeste do Brasil. Para obtê-lo, você pode ligar diretamente para o Instituto da Cidade no número 3253 34 41.



sexta-feira, 13 de julho de 2012

Os ciclistas deveriam usar máscaras de poluição?


Máscara com filtro e válvulas.

Uma das poucas diferenças que eu notei quando me mudei para São Paulo foi que não vi nenhum ciclista usando máscara de poluição para se proteger da fumaça do trânsito. Eu sempre usava uma quando pedalava em Londres, então, decidi fazer uma breve pesquisa antes de escrever este artigo.

Pessoas que pedalam estão expostas à poluição nas metrópoles. (Foto: Letizia Airoldi) 


Os ciclistas estão mais expostos ao risco de poluição dos motores a diesel. Há mais chance de as partículas desses motores serem inaladas até os pulmões do que de as partículas maiores reduzirem a quantidade de oxigênio que o sangue pode carregar e, assim, reduzir a função pulmonar. Um amigo me enviou a fotografia abaixo de dois filtros de uma máscara: um novo e um que já tinha sido utilizado. Como você pode ver, eles concentram muita sujeira. 


Poluição do ar em São Paulo. (Foto: Simon Robinson)

Nem todos os ciclistas utilizam a máscara no Reino Unido, e perguntei a alguns amigos que pedalam o que eles pensam sobre o assunto. Eles apontaram uma série de motivos para não utilizá-las por acreditar que o ar de suas cidades não é poluído ou porque se sentem desconfortáveis. Ainda, alguns ciclistas disseram não acreditar na eficiência da máscara, então decidi ir atrás para tentar responder esta dúvida.
Dos ciclistas que usam as máscaras, muitos garantiram que a produzida pela Respro é a melhor. Sua tecnologia foi originalmente desenvolvida para uso militar, e suas máscaras são projetadas para filtrar dois tipos de poluição: i) gases e vapores e ii) partículas como poeira de estrada, emissões de diesel, etc.
Se você ainda não viu uma máscara de poluição de perto, ela conta com dois componentes principais: filtros e válvulas. O filtro precisa ser capaz de filtrar a poluição ao mesmo tempo que permite que a pessoa realize seu exercício físico sem dificuldade, por isso as válvulas agregadas podem aumentar a eficiência da máscara.
Filtro usado mostra quantidade de poluição que ciclista poderia inalar. 



Nem sempre podemos confiar em uma pesquisa feita por uma empresa que está usando esse estudo para vender seus produtos. Encontrei, então, um estudo científico que aponta que os melhores filtros não são aqueles projetados para ciclistas, mas sim os vendidos pela 3M para uso na indústria de construção. O estudo concluiu que esse tipo de máscara pode ajudar a reduzir os riscos dos efeitos da poluição sobre a pressão arterial e variabilidade da frequência cardíaca.
Então é isso. Para reduzir a poluição dos automóveis e a quantidade de tráfego aqui em São Paulo, e claro de muitas outras cidades, precisamos ter mais pessoas pedalando. Mas precisamos garantir a saúde bem como a segurança dos ciclistas e, para isso deve-se incentivar as pessoas a se protegerem da poluição causada pelos automóveis.
Agora gostaria de saber a opinião dos ciclistas brasileiros sobre isso. Eu jamais gostaria de falar para os outros o que eles devem fazer, mas sinto que seria interessante iniciar uma conversa sobre o assunto. Dê sua opinião!
Por Simon Robinson,Ciclista, morador de São Paulo e editor do www.transitionconsciousness.org./Fonte: TheCityFixBrasil


sexta-feira, 6 de julho de 2012

Projeto Bicycle Portraits chega ao Brasil




Pode não ser uma característica de absolutamente todos os ciclistas urbanos, mas fotografar outras bicicletas e pessoas – por diversas motivações – é uma prática bem comum e cada vez mais recorrente entre quem pedala.
Com os fotógrafos Stan Engelbrecht e Nic Grobler não foi diferente. Durante dois anos eles registraram a cultura local e vivências ligadas ao uso da bicicleta na África do Sul e, com o material, produziram uma série de livros chamados de Bicycle Portraits (ou Retratos de Bicicleta).
Stan e Nic publicaram mais de 500 fotos, que mostram a relação dos sul-africanos com suas bicicletas. As imagens são cheias de histórias e sentimentos.
Exposição em São Paulo
Alguns exemplares dos livros serão trazidos e expostos pela primeira vez no Brasil. O evento acontece na Ciclo Vila, Zona Sul da São Paulo, onde Nic Grobler receberá o público para um bate-papo informal nesse nesse sábado, 07 de julho, às 14h30.
A Ciclo Vila fica numa travessa da Rua do Rócio, a R. Dr. José Alves de Souza Neto, 49.

Sobre o projeto
“Quando começamos o projeto Bicycle Portraits, o objetivo era ser um estudo da cultura Sul-africana. Queríamos descobrir quem pedalava, se as pessoas amavam suas bicicletas e, claro, por que tão poucos sul-africanos a escolhem como opção de transporte. Mas Bicycle Portraits se transformou em um retrato de uma nação através das bicicletas que eles possuem e usam todos os dias. Revela todos os tipos de nuances sociais, de classe, históricas e culturais nunca imaginadas” (tradução livre retirada do site do Projeto).
É muito curioso notar o interesse do olhar estrangeiro pela cultura da bicicleta no continente africano. Durante o Dia Mundial Sem Carro do ano passado, a Ciclocidade exibiu o filme With My Own Two Wheels (“com minhas próprias duas rodas”) que conta histórias emocionantes de africanos que mudaram suas vidas – impactando também a comunidade ao redor – por causa do poder revolucionário e de humanização de uma bicicleta.
Por acreditar no potencial que as bicicletas têm de conectar e mudar a realidade das pessoas, o Projeto World Bicycle Relief arrecada fundos no mundo inteiro para montar e distribuir bicicletas às pessoas pobres do continente africano. Um dos exemplares dessa bike, inclusive, foi doada para a Ciclocidade e encontra-se hoje aqui em São Paulo.
“Do outro lado do Atlântico, através da arte, a bicicleta busca ser uma ferramenta de assistência e construção da independência de uma parcela menos favorecida. Essa reflexão é também necessária e está cada vez mais em curso no Brasil, a presença de um ciclista do ‘sul do planeta’ nos ajuda a repensar nossa própria realidade através de um país que tem diversas semelhanças com o Brasil” (trecho retirado do blog da Transporte Ativo em: Bicicleta, ferramenta de aproximação).


Por Aline Cavalcante, publicado no Vá de Bike em 05/07/2012./Fonte: TheFixCityBrasil

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Saia na rua e olhe em volta: cadê as pessoas?


A Natália Garcia, criadora do blog Cidade para Pessoas, escreveu um artigo muito legal com o intuito de refletirmos sobre as modificações sofridas pelas cidades no decorrer dos anos. Fica a pergunta: que cidade estamos construindo?
Quando criei o Cidades para Pessoas eu dei uma série de entrevistas sobre o projeto. Uma pergunta inevitável era: o que é, afinal, uma cidade para as pessoas? Apesar de sermos, eu e você, pessoas, essa não é exatamente uma questão fácil de responder.
Todas as vezes que faço palestras e abro essa pergunta para a plateia as respostas são sempre no sentido de uma cidade “menos ruim” do que a nossa. “Uma cidade para pessoas tem menos trânsito” ou “menos poluição” costuma-se dizer.
Em outras palavras, estão afirmando que uma cidade melhor para as pessoas é uma cidade que as prejudique menos. Mas, convenhamos, isso não dá conta da complexidade do conceito.
Gosto muito de uma frase do planejador urbano dinamarquês Jan Gehl: “sabemos tudo sobre o habitat ideal de todas as espécies de mamíferos do mundo, menos do homo sapiens”. Definitivamente, não é pensar em lugares ideias para se viver que norteia o planejamento e o crescimento das cidades.
Mas se não são as pessoas, o que está no norte da administração das cidades?
Muitos teóricos tentarem responder essa pergunta. Um deles é o sociólogo francês Henri Lefebvre, autor de A Revolução Urbana onde se lê: nas cidades, a função determina a forma que, por sua vez, determina a estrutura.
Para provar essa tese, Lefebvre faz um recorte histórico das funções das cidades desde a antiguidade até hoje. Nas cidades da Grécia antiga, a função primordial era dedicar-se às artes e à filosofia. Não à toa, as cidades se organizavam em torno da Ágora, dos teatros, bibliotecas e museus.

Já na idade média, a produção artesanal de produtos e alimentos fez a Ágora perder lugar para os mercados locais.

Com a revolução industrial, as cidades passaram a se organizar em volta das indústrias (ou as indústrias determinavam a criação de novas cidades).

A produção em larga escala criou a demanda de uma exploração voraz dos recursos naturais e trabalhar nas indústrias torna-se o centro da vida nas cidades (na Inglaterra do século XIX as pessoas que não quisessem trabalhar eram queimadas a ferro e fogo).
Essa linha evolutiva nos trouxe às cidades atuais, em que a função central é trabalhar para consumir. Tanto o trabalho quanto o consumo se dão em áreas privadas (em geral distantes umas das outras), então se locomover é uma sub-função dessas principais. E como a malha de transportes nas cidades brasileiras é destinada principalmente aos carros, o que acaba acontecendo é que pessoas se locomovem entre lugares familiares (casa, trabalho, shopping) protegidas do encontro com gente diferente delas. As cidades se tornam enormes superfícies de passagem. Hoje nossas cidades têm essa cara:

Qual a grande diferença entre essa e as fotos anteriores?
Repare: não há pessoas nas ruas. Para existirem, para cumprirem a função de trabalhar para consumir, as cidades atuais não precisam de gente circulando nas ruas. Só que, quanto menos gente nos espaços públicos, pior eles ficam (e menor a demanda para melhorá-los).
E aí, chegamos ao paradigma digno de propaganda de bolacha: os espaços públicos pioram porque não há pessoas e não há pessoas porque os espaços públicos são ruins.
A única forma de começar a inverter esse jogo é – adivinhe – atravessar a grade e voltar à rua. É mais fácil, divertido e seguro do que possa parecer.



quinta-feira, 21 de junho de 2012

Respeite 1,5m






"Respeitar o ciclista faz bem e está na lei.
Mantenha a distância de 1,5m do ciclista e deixe o trânsito mais seguro.
Respeito ao ciclista. Compartilhe essa ideia." by Kiwi Filmes

Fonte: Mobilize

terça-feira, 22 de maio de 2012

Ciclovia, ciclofaixa, ciclorrota e espaço compartilhado

O Vá de Bike! postou uma matéria super útil sobre as diferenças entre as ciclovias, ciclofaixas, ciclorrotas e espaços compartilhados, confira:


Muito tem se falado sobre ciclovia, ciclofaixa, ciclo-rota… Mas qual a diferença?


Ciclovia

É um espaço segregado para fluxo de bicicletas. Isso significa que há uma separação física isolando os ciclistas dos demais veículos. A maioria das ciclovias de orla de praia são exemplos de vias segregadas.
Essa separação pode ser através de mureta, meio fio, grade, blocos de concreto ou outro tipo de isolamento fixo. A ciclovia é indicada para avenidas e vias expressas, pois protege o ciclista do tráfego rápido e intenso.
Ciclofaixa

É quando há apenas uma faixa pintada no chão, sem separação física de qualquer tipo (inclusive cones ou cavaletes). Pode haver “olhos de gato” ou no máximo os tachões do tipo “tartaruga”, como os que separam as faixas de ônibus.
Indicada para vias onde o trânsito motorizado é menos veloz, é muito mais barata que a ciclovia, pois utiliza a estrutura viária existente.
Dada essa definição, a ciclovia do Parque do Ibirapuera é tecnicamente uma ciclofaixa, já que não há separação física entre o espaço reservado às bicicletas e o resto da via, mesmo que lá não circulem carros.
Ciclorrota

De uso mais recente, o termo ciclorrota (ou ciclo-rota) significa um caminho, sinalizado ou não, que represente a rota recomendada para o ciclista chegar onde deseja. Representa efetivamente um trajeto, não uma faixa da via ou um trecho segregado, embora parte ou toda a rota possa passar por ciclofaixas e ciclovias.
As Ciclorrotas do Brooklin, Lapa e Mooca, em São Paulo, são exemplos dessa infraestrutura, que está contida em um tipo de implementação mais abrangente chamado Bicycle Boulevard.Entenda aqui.
Foi realizado na cidade de São Paulo um mapeamento de rotas para ciclistas, que tem servido de base para as ciclorrotas mais recentes. Recomendo a leitura deste artigo para compreender melhor o mapeamento e como foi feito. Este outro explica a importância de sinalizar essas rotas.
Ciclovia Operacional

Faixa exclusiva instalada temporariamente e operada por agentes de trânsito durante eventos, isolada do tráfego dos demais veículos por elementos canalizadores removíveis, como cones, cavaletes, grades móveis, fitas, etc.
As Ciclofaixas de Lazer, montadas aos domingos em várias cidades, são tecnicamente ciclovias operacionais, já que são temporárias e têm sua estrutura removida após o término do evento semanal.
Espaço Compartilhado

O tráfego de bicicletas pode ser compartilhado tanto com carros quanto com pedestres. Mas vamos nos ater ao compartilhamento da via com os veículos motorizados, pois essa é a grande luta dos cicloativistas hoje.
Pela lei, quando não houver ciclovia ou ciclofaixa, a via deve ser compartilhada (art. 58 do Código de Trânsito). Ou seja, bicicletas e carros podem e devem ocupar o mesmo espaço viário. Os veículos maiores devem prezar pela segurança dos menores (art. 29 § 2º), respeitando sua presença na via, seu direito de utilizá-la e a distância mínima de 1,5m ao ultrapassar as bicicletas (art. 201), diminuindo a velocidade ao fazer a ultrapassagem (art. 220 item XIII).
Mesmo tudo isso estando na lei, muitas pessoas ainda acreditam que a bicicleta não tem direito de utilizar a rua. E são essas pessoas que colocam o ciclista em risco, passando perto demais, buzinando e até mesmo prensando o ciclista contra a calçada. Também não compreendem o ciclista que ocupa a faixa, sendo esse o comportamento mais seguro (e recomendado pela CET – Companhia de Engenharia de Tráfego de São Paulo), pois dessa forma a bicicleta trafega como o veículo que é, ocupando o espaço viário que lhe é de direito.
Fazer entender que a rua é de todos, que o espaço público deve ser compartilhado, que as bicicletas também transportam pessoas que têm família, amigos, filhos, amores, é hoje muito mais importante que exigir ciclovias aqui e ali, que só serão úteis dentro de um plano cicloviário completo e integrado abrangendo toda a cidade, contemplando ciclovias, ciclofaixas, espaços compartilhados com carros ou com pedestres e ciclo-rotas sinalizadas.
O que mais precisamos é respeito.
Fonte: Vá de Bike!




sexta-feira, 18 de maio de 2012

Nova Iorque terá 420 pontos com 10 mil bicicletas públicas



As primeiras estações serão instaladas na parte baixa de Manhattan.

A meta é que até meados de 2013 a cidade ofereça 10 mil bicicletas, que devem ser espalhadas inicialmente por 420 pontos da cidade.

Os locais foram decididos após consulta pública pela internet e reuniões com moradores e associações civis.

Para usar o sistema, será cobrada uma taxa anual de US$ 95 (cerca de R$ 190). Os usuários terão direito a um cartão para desbloquear a bicicleta nos estacionamentos espalhados pela cidade.

Eles poderão pegar o veículo em uma estação, utilizá-lo por 45 minutos sem custo adicional e depois devolvê-lo em qualquer estacionamento.

O preço para o aluguel por um dia será de US$ 9,95 (R$ 20) e para uma semana, US$ 25 (R$ 50). Quem aluga por 24 horas ou por sete dias poderá usar a bicicleta sem custo adicional por 30 minutos.

RIO E SÃO PAULO

No Rio de Janeiro o passe mensal custa R$ 10 e o diário, R$ 5. Em Paris, o uso por um dia sai por 1,70 euro e é gratuito por meia hora. Em Londres, a diária sai por 1 libra.

Em São Paulo, onde já existe o sistema de compartilhamento em estações do metrô, outras iniciativas em parceria com empresas devem dar à cidade cerca de mais 3.000 bicicletas.

O uso entre 30 minutos e uma hora será gratuito. Depois, será cobrada uma taxa.

Em Nova York, segundo a prefeitura, depois que o serviço estiver completamente implementado, a cidade terá o maior programa de bicicletas públicas dos EUA.

"A maioria das viagens (54%) que os nova-iorquinos fazem são de menos de duas milhas (3,22 km), uma distância perfeita para andar de bicicleta", afirma a prefeitura.

Apesar do programa, Nova York não tem ciclovias em todas as regiões da cidade.

Fonte: Mobilize

terça-feira, 8 de maio de 2012

Quem tem razão?


Artigo: Jeiel Nóbrega

Este post é destinado principalmente para nós ciclistas. Sejam amadores, profissionais, que pedalam para chegar ao trabalho, faculdade ou onde quer que seja seu destino.

As cidades brasileiras estão passando por profundas transformações que ocorrem de forma rápida, principalmente nas grandes capitais. Mobilidade urbana, calçadas acessíveis, eficiência na integração dos transportes, antes temas restritos aos estudiosos, agora cada vez mais presentes no dia a dia da população.

O grande apelo ao uso da bicicleta como meio de transporte nos centros urbanos é um dos principais temas da atualidade, e não é à toa. Ela tem mostrado sua eficiência. Porém, as pessoas de um modo geral, em se tratando de Brasil, ainda a encaram como objeto de lazer, portanto, não costumam associar as responsabilidades devidas a esse "novo" meio de transporte, como já o fazemos com as motos e carros.

E mais uma vez a palavra-chave é educação

Pouco conhecemos sobre a legislação quando falamos em pedalar, e, em se tratando de Fortaleza, parece que conhecemos menos ainda. Você quer uma prova disso? É só ficar atento aos pedalistas da nossa cidade. Timidamente se vê o uso dos acessórios de segurança, e não raramente, observamos ciclistas invadirem as calçadas, "costurar" em meio aos carros, entre outras peculiaridades. Por isso, cada vez mais se discute a necessidade da criação de escolas de trânsito para ciclistas. Talvez uma consequência inevitável, já que o número de adeptos vem aumentando.


Sabemos que deixar o carro em casa e usar a bike é mais do que um jeito diferente de ir e vir. O uso da bicicleta no meio urbano como objeto de locomoção está intimamente ligado a nova perspectiva de cidade dos últimos anos. Queremos uma cidade para as pessoas, trânsito fluindo e mais humanizado, menos mortes e mais respeito. Portanto, você ciclista está levantando uma bandeira importante, e representa, querendo ou não, essa nova forma de encarar a cidade. Somos os mocinhos da vez! E esses mocinhos fazem CERTO no trânsito! Acidentes envolvendo ciclistas estão ganhando a mídia, assim como os ciclistas infratores. Espero que nenhum de nós participemos desses dois últimos grupos.

Antes de pedalar por ai, saiba o que você pode ou não fazer. O Transporte Ativo disponibilizou um guia onde o Código de Trânsito Brasileiro diz quem tem razão. Isso vale só para ciclistas? De maneira nenhuma! Leia você ciclista e você motorista também. Ambos devem estar por dentro destas regras, caso contrário, os dois grupos acima só vão aumentar.


Clique para ler: 

Publicação: Transporte ativo por: Claudiléia Pinto

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Ciclismo deve ser fator decisivo nas eleições de Londres


Foto: Stephen Creven (CC2.0)


Esta quinta-feira (3) é um dia decisivo para os habitantes da capital inglesa. A população vai às urnas para escolher o novo prefeito de Londres e o ciclismo urbano deve ser um dos fatores decisivos para o resultado da votação.
Nos últimos dias de campanha eleitoral os candidatos se encontraram para debater sobre a estrutura cicloviária da cidade e lançar suas propostas. Além disso, grupos de cicloativistas foram às ruas protestar por melhores condições de segurança.
O tema faz parte do plano de governo de todos os candidatos, no entanto cada um deles tem uma maneira diferente de lidar com a situação. O atual prefeito, Boris Johnson, por exemplo, diz que irá ampliar a estrutura cicloviária e os sistemas de locação de bikes. No entanto, as melhorias no fluxo automotivo devem ter preferência. Já o concorrente Ken Livingstone argumenta que a segurança para os ciclistas será fator prioritário em seu governo.
As viagens diárias feitas através das bikes têm aumentado significativamente em Londres nos últimos anos. Segundo o grupo London Cycling Campaign, o uso da bicicleta como meio de transporte diário dobrou, entre os anos de 2001 e 2010.
Mesmo conquistando muitos adeptos, a estrutura da capital inglesa ainda não é a ideal. Em 2011, o órgão responsável pelo trânsito na cidade, o RoadCC, registrou 16 mortes de ciclistas no trânsito. Esse é um dos motivos que levam a população a cobrar das autoridades que a estrutura britânica para bikes seja tão eficiente quando a estrutura holandesa, que é referência europeia em incentivo aos ciclistas urbanos.
Um dos ativistas do grupo London Cycling, Tom Bogdanowicz, citou também a situação brasileira durante a sua declaração à BBC. “Não queremos o que acontece em São Paulo, onde vias de seis pistas inviabilizam o ciclismo.” O argumento foi reforçado pela brasileira Virginia Perrotti Machado, que faz parte do grupo ativista. Segundo ela, no Brasil os ciclistas não são respeitados.
Mesmo com as cobranças por melhores estruturas e os candidatos se mobilizando para debater o tema, os ativistas dizem que as propostas são muito superficiais e que os projetos de ciclovias que já estão sendo implantados na cidade não são eficientes. “Todos os candidatos concordaram com as nossas propostas, mas falar é fácil. Veremos de eles as cumprirão. Isso requer fundos e direcionamento político, [nos setores de] engenharia e transporte”, finalizou o ativista Bogdanowicz, sobre tudo o que foi colocado em pauta e cobrado dos políticos.
Fonte: Com informações do G1./Postado Originalmente por: Redação CicloVivo

quarta-feira, 25 de abril de 2012

‘Bicicleta me trouxe economia de 600 reais por mês e auto-confiança’


Entre os amigos também ciclistas em pique-nique no Parque Ibirapuera em São Paulo. (Foto: Arquivo pessoal)

Entrevistada do TCFBrasil conta como a bicicleta ajudou a transformar sua vida
Sabemos que não é fácil deixar o conforto do carro para se aventurar com a bicicleta pelas ruas de São Paulo. Porém, a jornalista Luiza Jugdar tomou coragem, colocou o capacete e acabou descobrindo uma nova cidade e até uma nova Luiza – como ela conta de maneira sincera e envolvente no seu blog. A experiência de deixar o automóvel em casa e usar a bike para ir e vir pela cidade trouxe muitos benefícios para a vida da jornalista, que hoje economiza uma boa quantia por mês e se considera uma pessoa bem mais auto-confiante.
Como Luiza nos conta na entrevista abaixo, as transformações aconteceram de forma natural durante esse um ano que se tornou uma bike commuter da capital paulista. Hoje o bolso agradece, já que a jornalista deixou de gastar com gasolina, estacionamento, IPVA, multas e por aí afora. A economia chega aos 600 reais por mês, dinheiro que agora usa para outras coisas que gosta de fazer.
Além do alívio no bolso, Luiza garante que também ganhou tempo e qualidade de vida, pois sente satisfação antes, durante e depois da pedalada. Quando ia de carro para o trabalho, passava 1h20 no trânsito. Já com a magrela, o mesmo trajeto dura apena 20 minutos. Somando ida e volta, ela ganhou 2h do seu dia. No final de um mês são 40 horas, quase dois dias, que Luiza tem para realizar outras atividades mais produtivas e interessantes do que ficar parada dentro do carro… Já pensou?!
Assim fica mais fácil entender porque a jornalista se sente mais vibrante, saudável e até mais decidida, já que dividir a via com os carros exige destreza e posicionamento. Por todos os benefícios que conquistou com essa mudança de hábito, Luiza se tornou uma entusiasta da bicicleta e conta para o TheCityFix Brasil como foi esse processo e os medos que teve que encarar até descobrir um novo estilo de vida, bem mais interessante. Acompanhe na entrevista abaixo:
Quando decidiu trocar o carro pela bicicleta tinha ideia da economia de tempo e dinheiro que faria?
Eu tinha ideia. Mas, na prática, foi muito mais eficiente do que eu poderia supor. No final, não é só a economia para ir e voltar do trabalho, a bike acaba sendo o principal meio de transporte para qualquer lugar.
Você sempre morou perto do trabalho ou decidiu se mudar para facilitar o deslocamento diário?
Eu tive apenas um emprego que era ‘longe’ de casa. Quando trabalhei no Consulado Americano levava 40 minutos para e ir e 40 minutos para voltar. Isso porque entrava às 7h30 e saia às 16h30, quer dizer, completamente fora do rush. Quando passei a trabalhar na Faria Lima, no horário comercial usual [das 9h às 18h], depois de dois dias indo de carro decidi tentar a bike. Eu nunca aceitei empregos que fossem completamente fora de mão ou sem a opção de transporte público, apesar de sempre ter tido carro.
Muita gente pensa em abandonar o hábito do carro, mas tem medo de se arriscar nas ruas. Qual conselho você daria para alguém dar o primeiro passo, ou melhor, a primeira pedalada, assim como você?
Entendo o medo. Existe de fato uma série de fatores de risco. Mas não podemos ignorar todos os riscos de acidentes de carro, moto ou até mesmo à pé. E até mesmo a propensão aos assaltos e violências, infelizmente, corriqueiras. São Paulo não é uma cidade segura para ninguém. Acredito que o primeiro passo é ir pedalar no parque ou na ciclofaixa em um fim de semana. Assim a pessoa já vai se familiarizando com a bike. O segundo passo é o Bike Anjo, isto é, alguém que vai te ajudar a traçar a rota ideal e que poderá te acompanhar até que não haja mais o nível de insegurança inicial.
 os lugares. Para mim, ser parte de um grupo de pessoas diversificadas que não irão me excluir [ou a qualquer outra pessoa] por ‘excesso de autenticidade’, já pareceria sensacional! Mas, sem dúvida alguma, a principal mudança de comportamento foi em relação ao posicionamento. O mais legal foi que aconteceu naturalmente, quando eu me dei conta, já estava mais assertiva nas discussões de trabalho ou ao pedir um aumento para o meu chefe.
Algo que percebi, mas que é bastante subjetivo, foi em relação ao uso do instinto. Nossa vida urbana acomodada, e digo nossa porque a minha vida é bastante confortável, nos leva a muitas vezes deixar o nosso instinto de lado. Não estou falando daquele instinto sobrenatural, estou falando do instinto científico, aquele que em situações de risco nos enche de adrenalina e nos põe em ação para salvar a própria pele. Em diversas situações racionais o instinto pode prejudicar, por exemplo numa decisão financeira no mercado de ações. Apesar da descarga de adrenalina, natural para situações que exigem decisões rápidas, a decisão deve ser racional, baseada em fatores analíticos. Nosso cérebro pode ser bastante desregulado quanto a isso. Porém, em situações de risco eminente ou em que algo parece nitidamente errado, por alguma razão a maioria das pessoas parece ignorar o que trouxe o Homem até aqui, o instinto de sobrevivência.
Após passar por algumas situações bastante assustadoras no trânsito, aprendi que muitas vezes não precisamos, e nem temos tempo, para pensar e achar a melhor solução para um problema. Lembrei que ter este instinto animal embutido na nossa ‘superioridade racional humana’ é muito útil. Você não tem tempo para pensar em como agir quando um carro te fecha na Avenida Paulista. Aliás, muitas vezes, se formos pensar, escolheremos a opção menos eficiente. Porém, se você apenas age nos milésimos de segundo disponíveis, focando em manter a sua própria integridade física, parece funcionar bem. Não sou uma especialista no assunto, mas notei que a minha resposta instintiva `as situações de risco ficaram muito mais rápidas e eficientes, afinal, passei também a confiar em mim mesma muito mais.

A ordem correta da passagem de marchas