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sábado, 24 de novembro de 2012

Você sabe o que é um "Bike Box"?




Cidades que incluem e pensam a bicicleta integrada ao seu sistema de transporte, sabem que falar em infraestrutura necessária para garantir a segurança e conforto do ciclista urbano vai além das ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas. Entre as sinalizações presentes no viário há ainda o conhecido como “Bike Box“, um espaço destinado exclusivamente ao ciclista, para que ele se posicione à frente dos carros num semáforo.

Isso garante que, ao abrir o farol, o ciclista saia com vantagem, segurança e visibilidade sobre os veículos motorizados. Mas nem todos os usuários da bicicleta sabem para que serve um Bike Box, por isso ciclistas de Nova York produziram um videozinho bem didático explicando como utilizá-lo. Assista em inglês:



No Brasil, existem registros desse tipo de infraestrutura em algumas pouquíssimas cidades, entre elas Niterói, no Rio de Janeiro, e em Rio Branco, no Acre. A cidade fluminense começou a implementar os Bike Box há pouco tempo em algumas avenidas onde o tráfego de bicicleta é intenso.

“Os Bike Box sao muito respeitados. Os motoristas ficam intimidados com a pintura vermelha no asfalto. Estamos com o planejamento de fazer mais rotas cicláveis e onde nao for possível pintar ciclofaixas. Já estamos no bairro do Ingá, zona sul de Niterói. Fizemos uma ciclofaixa de quase um 1km e vamos iterligá-la as rotas cicláveis de outras ruas. O projeto do Ingá tem o objetivo de beneficiar não só a populacao, mas os estudantes da UFF – Universidade Federal Fluminense”, explicou Glauston Pinheiro, Chefe de Divisão de Projetos da Nittrans (Niterói, Transporte e Trânsito).

Fonte: Mobilize/Foto: Transporte Ativo

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

De bicicleta para o trabalho




O Transporte Ativo traz mais uma contribuição para você que deseja saber um pouco mais sobre como conciliar bicicleta e ambiente de trabalho, confira:

Foi ainda em 2008 que, juntamente com o pessoal do Mountain Bike BH, elaboramos o manual "De Bicicleta para o Trabalho". Nele estavam respondidas todas as dúvidas que empregados e empregadores sempre quiseram saber sobre como incentivar o uso da bicicleta como veículo para os deslocamentos ao trabalho.
Agora, quatro anos depois e também logo após a semana da mobilidade, lançamos a versão impressa do manual que contou com o patrocínio do Banco Itaú. Foram apenas 500 cópias dessa excelente ferramenta de promoção ao uso da bicicleta que serão "cirurgicamente" distribuídas. Lembrando que temos ainda a versão em espanhol, lançanda em 2009.

Confira a versão em PDF.

Fonte: Transporte Ativo

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Você está atento ao ciclista? Faça o teste!




Na rua, os ciclistas já estão encontrando formas para se proteger do mau comportamento de alguns motoristas. Mas o problema, nem sempre, é de educação, mas sim de atenção. A Transport for London (TfL) percebeu isto e lançou, há alguns anos, uma divertida campanha para conscientizar os motoristas da capital inglesa de que a rua é compartilhada também pelos bikers e, por isso, todos devem estar atentos.
No vídeo, abaixo, faça um teste para ver seu nível de atenção e entenda porque “é fácil perder algo que você não está procurando”, como a própria campanha alerta:


quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Documentário 'Bicicleta, minha primeira vez' revive a descoberta da bike




Qual a primeira recordação que você tem de uma bicicleta? As respostas de sete ciclistas expostas no vídeo do cinegrafista brasileiro Wev Silva variam desde as primeiras pedaladas, no quintal da casa, até descer ladeira abaixo empurrado pelos amigos. Gravado em Paris, o documentário Bicicleta, minha primeira vez fala sobre os prazeres da descoberta da bike.

Ao longo do vídeo, os depoimentos dos ciclistas (inclusive de um brasileiro, o curitibano Eduardo Serafim) revelam histórias de infância e de como as bicicletas cumpriram papel fundamental na construção de lembranças que eles guardam até hoje.

"Eu me lembro que o meu pai segurava a bicicleta pelo banco e dizia: 'Sim, sim, eu estou te segurando’, mas na verdade não estava, ele já tinha soltado", lembra aos risos um dos entrevistados.

Em comum, os ciclistas também revelaram a sensação de liberdade que só a magrela oferece, além da autonomia e praticidade para os deslocamento urbanos, e das quedas que todos tiveram que enfrentar enquanto descobriam as segredos das bikes. “Mas a gente aprende a se levantar, aprendemos com os nossos erros, que é só ir reto. Uma vez que você consegue, não dá mais pra parar de pedalar”.

Assista ao vídeo (com legenda em português):


Fonte: EcoD

terça-feira, 31 de julho de 2012

Bicicleta feita de papelão custa US$ 9 e é super resistente



A bicicleta já virou acessório fashion, roubou a cena em campanhas da Armani e até foi feita a partir de plástico reciclado. Mas o que ninguém (ou quase ninguém) imaginava é que a magrela poderia nascer até do papelão que a gente joga fora. Isso mesmo, o material que não parece nada resistente pode dar vida a uma bike novinha que aguenta chuva e um ciclista de até 140 kg. A criação é do israelense Izhar Gafni, que cansou de ouvir que a ideia era impossível de ser realizada e foi lá e fez.
“Quando eu comecei a perguntar para engenheiros sobre a possibilidade de produzir uma bike de papelão, todos me mandaram embora dizendo ser impossível. Um dia, assistindo um documentário sobre a construção do primeiro avião Jumbo, vi que diziam para o engenheiro chefe do projeto que aquela construção também era impossível. Isso me motivou a experimentar com diferentes tipos de papelão”, diz Gafni no minidocumentário feito pela diretora Giora Kariv (abaixo).
Usando base de papelão reciclado, o inventor criou uma bicicleta ecológica que custa entre de US$ 9 a US$ 12 para ser produzida e que tem potencial para custar até US$ 90 comercialmente. Os segredos para dar resistência e estabilidade à magrela é o modo como são dobrados e encaixados os papelões, além da atenção especial no processo de finalização.

Mesmo com material reciclado, Gafni não descuidou do design e fez questão de dar curvas atraentes ao que pode ser a revolução da indústria ciclística. Além de tudo, o baixo custo afasta a chance de alguém mal intencionado querer roubar sua bike – o que infelizmente acontece diariamente nas cidades mundo afora.
O criativo israelense diz ainda não ter data para começar a produzir a magrela especial em larga escala, mas garante que já existem investidores interessados no projeto. Quando perguntado sobre o que gosta mais em sua criação, ele é direto: “Que é feita de papelão!”
Abaixo, veja o minidocumentário produzido por Giora Kariv e entenda como Izhar Gafni transforma o papelão reciclado em um transporte bonito, prático e 100% sustentável:

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Medo é o principal fator inibidor do uso da bicicleta como transporte




Foi publicada este mês uma pesquisa sobre os principais motivos que estimulam ou inibem o uso da bicicleta como meio de transporte na cidade de Porto Alegre. O público-alvo do estudo foram os alunos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Ao todo, foram 1.136 respondentes, a maioria (64%) deles com até 24 anos de idade. Entre os respondentes, 65,4% possuem ou têm acesso a bicicleta e 67,8% possuem ou têm acesso a carro ou moto.
As principais finalidades apontadas pelos estudantes que usaram a bicicleta nos últimos seis meses, estão relacionadas a Lazer/Recreação (45,9%), Meio de Transporte (45,1%) e Esporte (9%). Para eles, o principal fator que motiva o uso da “bici” é o fato de essa ser uma prática saudável. Outros fatores motivantes para o uso estão relacionados ao fato de a bicicleta ser um transporte menos poluente e mais barato que os demais, além de contribuir para um trânsito melhor.
Já entre os estudantes que afirmaram não ter usado a bicicleta nos últimos seis meses (68,8% do total de respondentes) o principal motivo para não-uso da bicicleta é o medo de acidentes, seguido pelo medo de assaltos. Outros fatores inibidores do uso também estão relacionados à falta de segurança: carência de ciclovias/ciclofaixas e de locais para estacionar as bicicletas. Uma observação interessante é que relevo e clima não foram considerados entre os principais inibidores do uso.
Para aqueles que não usam a bicicleta, os principais fatores que poderiam influenciá-los a usar são o respeito ao ciclista no trânsito e o aumento da malha cicloviária na cidade. Também foram levados em conta a melhoria da infraestrutura da cidade; como maior oferta de bicicletários/paraciclos, integração com outros modos de transporte e existência de estações de empréstimo/aluguel de bicicletas.
Para o pesquisador Luiz Augusto Ritta, além dos aspectos de infraestrutura cicloviária, a imagem percebida sobre o uso de bicicletas também tem espaço para ser trabalhada com maior intensidade na cidade  de  Porto  Alegre.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Os ciclistas deveriam usar máscaras de poluição?


Máscara com filtro e válvulas.

Uma das poucas diferenças que eu notei quando me mudei para São Paulo foi que não vi nenhum ciclista usando máscara de poluição para se proteger da fumaça do trânsito. Eu sempre usava uma quando pedalava em Londres, então, decidi fazer uma breve pesquisa antes de escrever este artigo.

Pessoas que pedalam estão expostas à poluição nas metrópoles. (Foto: Letizia Airoldi) 


Os ciclistas estão mais expostos ao risco de poluição dos motores a diesel. Há mais chance de as partículas desses motores serem inaladas até os pulmões do que de as partículas maiores reduzirem a quantidade de oxigênio que o sangue pode carregar e, assim, reduzir a função pulmonar. Um amigo me enviou a fotografia abaixo de dois filtros de uma máscara: um novo e um que já tinha sido utilizado. Como você pode ver, eles concentram muita sujeira. 


Poluição do ar em São Paulo. (Foto: Simon Robinson)

Nem todos os ciclistas utilizam a máscara no Reino Unido, e perguntei a alguns amigos que pedalam o que eles pensam sobre o assunto. Eles apontaram uma série de motivos para não utilizá-las por acreditar que o ar de suas cidades não é poluído ou porque se sentem desconfortáveis. Ainda, alguns ciclistas disseram não acreditar na eficiência da máscara, então decidi ir atrás para tentar responder esta dúvida.
Dos ciclistas que usam as máscaras, muitos garantiram que a produzida pela Respro é a melhor. Sua tecnologia foi originalmente desenvolvida para uso militar, e suas máscaras são projetadas para filtrar dois tipos de poluição: i) gases e vapores e ii) partículas como poeira de estrada, emissões de diesel, etc.
Se você ainda não viu uma máscara de poluição de perto, ela conta com dois componentes principais: filtros e válvulas. O filtro precisa ser capaz de filtrar a poluição ao mesmo tempo que permite que a pessoa realize seu exercício físico sem dificuldade, por isso as válvulas agregadas podem aumentar a eficiência da máscara.
Filtro usado mostra quantidade de poluição que ciclista poderia inalar. 



Nem sempre podemos confiar em uma pesquisa feita por uma empresa que está usando esse estudo para vender seus produtos. Encontrei, então, um estudo científico que aponta que os melhores filtros não são aqueles projetados para ciclistas, mas sim os vendidos pela 3M para uso na indústria de construção. O estudo concluiu que esse tipo de máscara pode ajudar a reduzir os riscos dos efeitos da poluição sobre a pressão arterial e variabilidade da frequência cardíaca.
Então é isso. Para reduzir a poluição dos automóveis e a quantidade de tráfego aqui em São Paulo, e claro de muitas outras cidades, precisamos ter mais pessoas pedalando. Mas precisamos garantir a saúde bem como a segurança dos ciclistas e, para isso deve-se incentivar as pessoas a se protegerem da poluição causada pelos automóveis.
Agora gostaria de saber a opinião dos ciclistas brasileiros sobre isso. Eu jamais gostaria de falar para os outros o que eles devem fazer, mas sinto que seria interessante iniciar uma conversa sobre o assunto. Dê sua opinião!
Por Simon Robinson,Ciclista, morador de São Paulo e editor do www.transitionconsciousness.org./Fonte: TheCityFixBrasil


terça-feira, 10 de julho de 2012

Inscrições abertas para o 3º Pedala Fortaleza




Passeio ciclistico acontece nas ruas da Regional I 

A população de Fortaleza já pode se inscrever para a terceira edição do Pedala Fortaleza – Legado da copa, que acontece no próximo domingo (15), nas ruas e avenidas da Regional I. As inscrições gratuitas podem ser feitas através do preenchimento da ficha de inscrição. Cerca de mil pessoas devem participar do passeio de bicicleta. A concentração começa às 7 horas, na Igreja Santa Edwirges (entre o Marina Park Hotel e o Corpo de Bombeiros, na Av. Leste-Oeste). A saída está programada para às 8 horas, partindo em direção à Barra do Ceará, passando pelo Vila do Mar e retornando para a Igreja Santa Edwirges.

No local serão oferecidos à população serviços gratuitos como massoterapia, verificação de pressão, vacinação, saúde bucal, distribuição de mudas e sacos de lixo e orientação sobre cuidados com a dengue. Também haverá apresentação de show musical e atividades recreativas para as crianças.

O 3º Pedala Fortaleza irá estimular a solidariedade e receberá doações de água mineral para serem entregues ao Corpo de Bombeiros e doados às vítimas da seca do Ceará. O passeio é uma realização da Prefeitura de Fortaleza, através da Fundação de Cultura, Esporte e Tursimo (Funcet), da Secretaria de Esporte e Lazer (Secel) e da Gerência Executiva da Copa. 

Credenciamento - O credenciamento acontece no próprio dia do evento, a partir das 6h30. Para participar, os interessados podem preencher a ficha de inscrição ou se cadastrar nas suas respectivas secretarias executivas regionais (SERs). 
  
MAIS
  
O Pedala Fortaleza é uma das propostas surgidas no I Seminário de Planejamento da Copa do Mundo, realizado nos dias 29 de fevereiro, 1º e 2 de março. O passeio pretende ser uma atividade permanente, que convida a população para conhecer mais sua cidade e desenvolver a cultura ciclística. 
  
SERVIÇO 

3º Pedala Fortaleza  

Data: domingo, 15 de julho 
Horário: 7 horas 
Local: Concentração na Igreja de Santa Edwirges (entre o Marina Park Hotel e o Corpo de Bombeiros, na Av. Leste-Oeste)  

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Projeto Bicycle Portraits chega ao Brasil




Pode não ser uma característica de absolutamente todos os ciclistas urbanos, mas fotografar outras bicicletas e pessoas – por diversas motivações – é uma prática bem comum e cada vez mais recorrente entre quem pedala.
Com os fotógrafos Stan Engelbrecht e Nic Grobler não foi diferente. Durante dois anos eles registraram a cultura local e vivências ligadas ao uso da bicicleta na África do Sul e, com o material, produziram uma série de livros chamados de Bicycle Portraits (ou Retratos de Bicicleta).
Stan e Nic publicaram mais de 500 fotos, que mostram a relação dos sul-africanos com suas bicicletas. As imagens são cheias de histórias e sentimentos.
Exposição em São Paulo
Alguns exemplares dos livros serão trazidos e expostos pela primeira vez no Brasil. O evento acontece na Ciclo Vila, Zona Sul da São Paulo, onde Nic Grobler receberá o público para um bate-papo informal nesse nesse sábado, 07 de julho, às 14h30.
A Ciclo Vila fica numa travessa da Rua do Rócio, a R. Dr. José Alves de Souza Neto, 49.

Sobre o projeto
“Quando começamos o projeto Bicycle Portraits, o objetivo era ser um estudo da cultura Sul-africana. Queríamos descobrir quem pedalava, se as pessoas amavam suas bicicletas e, claro, por que tão poucos sul-africanos a escolhem como opção de transporte. Mas Bicycle Portraits se transformou em um retrato de uma nação através das bicicletas que eles possuem e usam todos os dias. Revela todos os tipos de nuances sociais, de classe, históricas e culturais nunca imaginadas” (tradução livre retirada do site do Projeto).
É muito curioso notar o interesse do olhar estrangeiro pela cultura da bicicleta no continente africano. Durante o Dia Mundial Sem Carro do ano passado, a Ciclocidade exibiu o filme With My Own Two Wheels (“com minhas próprias duas rodas”) que conta histórias emocionantes de africanos que mudaram suas vidas – impactando também a comunidade ao redor – por causa do poder revolucionário e de humanização de uma bicicleta.
Por acreditar no potencial que as bicicletas têm de conectar e mudar a realidade das pessoas, o Projeto World Bicycle Relief arrecada fundos no mundo inteiro para montar e distribuir bicicletas às pessoas pobres do continente africano. Um dos exemplares dessa bike, inclusive, foi doada para a Ciclocidade e encontra-se hoje aqui em São Paulo.
“Do outro lado do Atlântico, através da arte, a bicicleta busca ser uma ferramenta de assistência e construção da independência de uma parcela menos favorecida. Essa reflexão é também necessária e está cada vez mais em curso no Brasil, a presença de um ciclista do ‘sul do planeta’ nos ajuda a repensar nossa própria realidade através de um país que tem diversas semelhanças com o Brasil” (trecho retirado do blog da Transporte Ativo em: Bicicleta, ferramenta de aproximação).


Por Aline Cavalcante, publicado no Vá de Bike em 05/07/2012./Fonte: TheFixCityBrasil

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Na Holanda, educação para o trânsito começa na infância



Em países como a Holanda, as crianças são ensinadas desde pequenas a como se comportar no trânsito, estejam de carro, de bicicleta ou a pé. Elas passam a conhecer o papel de cada um nas ruas, seus direitos e deveres, além dos cuidados que devem ser tomados consigo e com os outros. Formam-se adultos mais conscientes e responsáveis no trânsito – e este, por consequência, se torna mais seguro.
Veja no vídeo abaixo, legendado pelo Vá de Bike, o exemplo do “jardim de trânsito” da cidade de Ultrecht, na Holanda, que funciona desde os anos 50:


Imagem: Cycling in Netherlands Blog / reprodução/Fonte: Vá de Bike

domingo, 17 de junho de 2012

2º Pedala Fortaleza - Nem a chuva segurou!


Na manhã desde domingo(17) realizou-se a segunda edição do "Pedala Fortaleza". O objetivo é promover o ciclismo na cidade alertando para a preservação do meio ambiente. Priorizando as áreas verdes da cidade, como o Parque Rio Branco, Adahil Barreto e Parque do Cocó, alguns ciclistas puderam conhecê-los pela primeira vez, apesar de já morarem em Fortaleza.

Durando o percurso, uma forte chuva caiu sobre a cidade, porém os ânimos só aumentaram. Os cuidados foram redobrados pelos agentes da AMC e apoiadores  que mantiveram todo o percurso organizado.

O evento foi promovido pela prefeitura de Fortaleza e contou com a participação da própria prefeita Luizianne Lins, que também pedalou.

Confira algumas fotos:

 

Fotos: Jeiel Nóbrega

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Bicicletas + Carros: Como conviver de forma pacífica




A Cicloliga lança o primeiro vídeo de uma série sobre o artigo 201 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), que protege os ciclistas contra as finas de automóveis e cujo descumprimento já vitimou tantos ciclistas.

Embora exista e esteja presente em um código federal que é o CTB, o artigo 201 não é fiscalizado e seus infratores não são punidos pela CET. Veja nesse primeiro vídeo como cumprir o artigo 201 é fácil para qualquer motorista com bom senso e respeito. Veja também quais são as consequências do não cumprimento da lei, sempre endossadas pela omissão da CET.





Fonte: 

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Diário de uma ciclista urbana




Conheça o dia a dia de uma ciclista na cidade de São Paulo através deste mini documentário.



Fonte: TV Revolta

'Todo mundo pedalando'



A edição de maio da Revista Gol traz uma matéria super bike-friendly! Com o título “Todo mundo pedalando”, a reportagem da jornalista Ana Carolina Monteiro apresenta a história de algumas pessoas que trocaram o carro pela bicicleta em grandes cidades como São Paulo e Rio de Janeiro e agora sentem os benefícios em qualidade de vida e economia.
O casal de educadores ambientais Evelyn Araripe e João Paulo Amaral, por exemplo, se conheceram em uma Bicicletada em São Paulo e só usam a bike, até mesmo para sair à noite. “Você percebe que a bicicleta está sendo reconhecida como meio de transporte quando um flanelinha pede para tomar conta da bike na frente de uma pizzaria”, conta Evelyn que hoje é responsável pelo Pedalinas, coletivo feminino de ciclistas de São Paulo.
Além dos depoimentos dos bikers, algumas boas ações são apresentadas na matéria, como os sistemas de aluguel de bicicletas públicas Bike Rio e Bike Sampa e o serviço de ajuda para os iniciantes, o Bike Anjo. Além disso, conta sobre a empresa Ciclomídia, que trabalha para transformar estabelecimentos em ambientes cicloamigáveis e que criou o inovador “bike valet”, serviço de manobrista para bikes, lançado na última Bienal de Arquitetura.
A edição da Revista Gol ainda traz um resumo sobre a situação da rede cicloviária de algumas importantes cidades brasileiras (abaixo). O texto lembra dos espaços próprios para as magrelas nos municípios, como o “Estação Bicicletas”, estacionamento para bikes que a Prefeitura de Porto Alegre instalou, no Mercado Público, com o auxílio técnico da EMBARQ Brasil
Fonte: TheCityFixBrasilFoto: Mariana Gil / EMBARQ Brasil

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Ciclistas permitem economia de US$ 4,6 bi nos EUA


Atualmente 12% das viagens feitas diariamente em território norte-americano são feitas a partir do uso das bicicletas. l Foto: DOT NY

Além de todos os benefícios ambientais e à saúde que as bicicletas podem proporcionar, o uso deste meio de transporte também pode permitir uma economia financeira bastante respeitável. Segundo estudo publicado no Sierra Club, os Estados Unidos chegam a economizar US$ 4,6 bilhões por ano, graças aos ciclistas.
O relatório foi feito com a cooperação da Liga Americana de Ciclistas e do Conselho Nacional La Raza. De acordo com o documento, a economia financeira está ligada principalmente aos gastos com combustível e transporte.
Atualmente 12% das viagens feitas diariamente em território norte-americano são feitas a partir do uso das bicicletas. No entanto, isso não é suficiente para garantir incentivos financeiros governamentais. Segundo a publicação, apenas 1,6% dos gastos federais com transportes é destinado à melhoria da estrutura ciclovirária nos EUA.
Os custos médios para manter um automóvel de porte médio giram em torno de US$ 8220 por ano, enquanto uma bicicleta tem custo operacional de US$ 308. A economia já seria sentida se todos os norte-americanos trocassem os carros pelas bicicletas por pelo menos um dia na semana, para percorrer trajetos de 800 metros. Essa pequena mudança se refletiria em redução no uso de dois bilhões de galões de combustível e até US$ 7,3 bilhões por ano.
A pesquisa mostra que a preferência pelas bikes tem aumentado nos EUA. Entre 2000 e 2010 o número de pessoas que optaram pela bicicleta como meio de transporte cresceu 40%, em nível nacional. Em algumas comunidades o aumento chegou a 77%.
O grupo que une as três instituições ainda levantou outros dados importantes, para cobrar maior incentivo governamental. Um dos exemplos é o fato de que 33% dos norte-americanos não conduzem carros constantemente. Além disso, famílias de baixa renda chegam a gastar 55% do orçamento doméstico somente com transporte e esta situação poderia ser diferente se todos tivessem a oportunidade de trafegar de bicicleta com segurança pelas ruas de todo o país.
Fonte: CicloVivo

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Nova Iorque terá 420 pontos com 10 mil bicicletas públicas



As primeiras estações serão instaladas na parte baixa de Manhattan.

A meta é que até meados de 2013 a cidade ofereça 10 mil bicicletas, que devem ser espalhadas inicialmente por 420 pontos da cidade.

Os locais foram decididos após consulta pública pela internet e reuniões com moradores e associações civis.

Para usar o sistema, será cobrada uma taxa anual de US$ 95 (cerca de R$ 190). Os usuários terão direito a um cartão para desbloquear a bicicleta nos estacionamentos espalhados pela cidade.

Eles poderão pegar o veículo em uma estação, utilizá-lo por 45 minutos sem custo adicional e depois devolvê-lo em qualquer estacionamento.

O preço para o aluguel por um dia será de US$ 9,95 (R$ 20) e para uma semana, US$ 25 (R$ 50). Quem aluga por 24 horas ou por sete dias poderá usar a bicicleta sem custo adicional por 30 minutos.

RIO E SÃO PAULO

No Rio de Janeiro o passe mensal custa R$ 10 e o diário, R$ 5. Em Paris, o uso por um dia sai por 1,70 euro e é gratuito por meia hora. Em Londres, a diária sai por 1 libra.

Em São Paulo, onde já existe o sistema de compartilhamento em estações do metrô, outras iniciativas em parceria com empresas devem dar à cidade cerca de mais 3.000 bicicletas.

O uso entre 30 minutos e uma hora será gratuito. Depois, será cobrada uma taxa.

Em Nova York, segundo a prefeitura, depois que o serviço estiver completamente implementado, a cidade terá o maior programa de bicicletas públicas dos EUA.

"A maioria das viagens (54%) que os nova-iorquinos fazem são de menos de duas milhas (3,22 km), uma distância perfeita para andar de bicicleta", afirma a prefeitura.

Apesar do programa, Nova York não tem ciclovias em todas as regiões da cidade.

Fonte: Mobilize

terça-feira, 8 de maio de 2012

Quem tem razão?


Artigo: Jeiel Nóbrega

Este post é destinado principalmente para nós ciclistas. Sejam amadores, profissionais, que pedalam para chegar ao trabalho, faculdade ou onde quer que seja seu destino.

As cidades brasileiras estão passando por profundas transformações que ocorrem de forma rápida, principalmente nas grandes capitais. Mobilidade urbana, calçadas acessíveis, eficiência na integração dos transportes, antes temas restritos aos estudiosos, agora cada vez mais presentes no dia a dia da população.

O grande apelo ao uso da bicicleta como meio de transporte nos centros urbanos é um dos principais temas da atualidade, e não é à toa. Ela tem mostrado sua eficiência. Porém, as pessoas de um modo geral, em se tratando de Brasil, ainda a encaram como objeto de lazer, portanto, não costumam associar as responsabilidades devidas a esse "novo" meio de transporte, como já o fazemos com as motos e carros.

E mais uma vez a palavra-chave é educação

Pouco conhecemos sobre a legislação quando falamos em pedalar, e, em se tratando de Fortaleza, parece que conhecemos menos ainda. Você quer uma prova disso? É só ficar atento aos pedalistas da nossa cidade. Timidamente se vê o uso dos acessórios de segurança, e não raramente, observamos ciclistas invadirem as calçadas, "costurar" em meio aos carros, entre outras peculiaridades. Por isso, cada vez mais se discute a necessidade da criação de escolas de trânsito para ciclistas. Talvez uma consequência inevitável, já que o número de adeptos vem aumentando.


Sabemos que deixar o carro em casa e usar a bike é mais do que um jeito diferente de ir e vir. O uso da bicicleta no meio urbano como objeto de locomoção está intimamente ligado a nova perspectiva de cidade dos últimos anos. Queremos uma cidade para as pessoas, trânsito fluindo e mais humanizado, menos mortes e mais respeito. Portanto, você ciclista está levantando uma bandeira importante, e representa, querendo ou não, essa nova forma de encarar a cidade. Somos os mocinhos da vez! E esses mocinhos fazem CERTO no trânsito! Acidentes envolvendo ciclistas estão ganhando a mídia, assim como os ciclistas infratores. Espero que nenhum de nós participemos desses dois últimos grupos.

Antes de pedalar por ai, saiba o que você pode ou não fazer. O Transporte Ativo disponibilizou um guia onde o Código de Trânsito Brasileiro diz quem tem razão. Isso vale só para ciclistas? De maneira nenhuma! Leia você ciclista e você motorista também. Ambos devem estar por dentro destas regras, caso contrário, os dois grupos acima só vão aumentar.


Clique para ler: 

Publicação: Transporte ativo por: Claudiléia Pinto

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Ciclismo deve ser fator decisivo nas eleições de Londres


Foto: Stephen Creven (CC2.0)


Esta quinta-feira (3) é um dia decisivo para os habitantes da capital inglesa. A população vai às urnas para escolher o novo prefeito de Londres e o ciclismo urbano deve ser um dos fatores decisivos para o resultado da votação.
Nos últimos dias de campanha eleitoral os candidatos se encontraram para debater sobre a estrutura cicloviária da cidade e lançar suas propostas. Além disso, grupos de cicloativistas foram às ruas protestar por melhores condições de segurança.
O tema faz parte do plano de governo de todos os candidatos, no entanto cada um deles tem uma maneira diferente de lidar com a situação. O atual prefeito, Boris Johnson, por exemplo, diz que irá ampliar a estrutura cicloviária e os sistemas de locação de bikes. No entanto, as melhorias no fluxo automotivo devem ter preferência. Já o concorrente Ken Livingstone argumenta que a segurança para os ciclistas será fator prioritário em seu governo.
As viagens diárias feitas através das bikes têm aumentado significativamente em Londres nos últimos anos. Segundo o grupo London Cycling Campaign, o uso da bicicleta como meio de transporte diário dobrou, entre os anos de 2001 e 2010.
Mesmo conquistando muitos adeptos, a estrutura da capital inglesa ainda não é a ideal. Em 2011, o órgão responsável pelo trânsito na cidade, o RoadCC, registrou 16 mortes de ciclistas no trânsito. Esse é um dos motivos que levam a população a cobrar das autoridades que a estrutura britânica para bikes seja tão eficiente quando a estrutura holandesa, que é referência europeia em incentivo aos ciclistas urbanos.
Um dos ativistas do grupo London Cycling, Tom Bogdanowicz, citou também a situação brasileira durante a sua declaração à BBC. “Não queremos o que acontece em São Paulo, onde vias de seis pistas inviabilizam o ciclismo.” O argumento foi reforçado pela brasileira Virginia Perrotti Machado, que faz parte do grupo ativista. Segundo ela, no Brasil os ciclistas não são respeitados.
Mesmo com as cobranças por melhores estruturas e os candidatos se mobilizando para debater o tema, os ativistas dizem que as propostas são muito superficiais e que os projetos de ciclovias que já estão sendo implantados na cidade não são eficientes. “Todos os candidatos concordaram com as nossas propostas, mas falar é fácil. Veremos de eles as cumprirão. Isso requer fundos e direcionamento político, [nos setores de] engenharia e transporte”, finalizou o ativista Bogdanowicz, sobre tudo o que foi colocado em pauta e cobrado dos políticos.
Fonte: Com informações do G1./Postado Originalmente por: Redação CicloVivo

sábado, 28 de abril de 2012

Sinta a cidade a sua volta


Vamos nos inspirar hoje?


It's Your Ride



Fonte: Cinecycle

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Uso de bicicleta humaniza os centros urbanos mundo afora




As cidades contemporâneas passam por significativas transformações. A incorporação da bicicleta ao espaço urbano permite a inclusão social de um maior número de pessoas aos equipamentos de lazer, saúde e educação.

Além de contribuir para a diminuição de engarrafamentos, poluição sonora e do ar, a inclusão da bicicleta como um tipo de veículo, conforme prevê o Código de Trânsito Brasileiro (CBT), de 1998, e o Estatuto da Cidade (Lei Federal 10.257/2001) é também uma forma de denunciar mais um equívoco da cidade moderna, projetada para os carros, e não para as pessoas.

Na sociedade pós-industrial, a bicicleta ganha novo status, ao deixar o estigma de transporte para operário, passando a constituir uma alternativa na busca pela qualidade de vida da cidade e dos seus moradores.

Quem poderia imaginar, na maior cidade da América Latina, São Paulo, em pleno século XXI, pessoas usando a bicicleta como meio de transporte? Mais do que modismo, como alguns criticam, sobretudo a criação de grupos de "bikes", circulam nos fins de semana ou à noite, a inclusão da bicicleta no sistema de mobilidade urbana vira necessidade.

No entanto, não constitui tarefa tão fácil porque inclui questões que vão desde criação de infraestrutura, investimentos até campanhas educativas para melhorar a relação motorista/ciclista nas ruas.

A ausência de ciclovias, sinalização, clima quente e a falta de espaços nas empresas para o banho contribuem para que a bicicleta seja usada apenas por necessidade daqueles que sequer podem pagar a passagem no transporte coletivo.

Equação

Na soma entre os prós e contras quando o assunto é o uso da bicicleta como meio de transporte, estes últimos acabam desequilibrando a equação. A presidente do Sindicato dos Engenheiros do Ceará (Senge-CE), Thereza Neumann Santos de Freitas, considera que está longe a consolidação do uso da bicicleta como meio de transporte diferente do que acontece em outros países.

Ela admite conhecer o Programa de Transporte Urbano de Fortaleza (Transfor) e considera mostrar "alguns índices de que a cidade está despontando na implantação de ciclovias". Mas, ressalva: não basta apenas construir ciclovias, atentando para a interligação desses equipamentos, construídos em eixos importantes de circulação. Indaga como fica a situação dos que usam bicicletas - como acontece no trecho que compreende as Avenidas Mr. Hull e Bezerra de Menezes - contam com ciclovias, quando chegam no fim da via?

Eles passam a disputar espaços com os carros, caso continuem o trajeto para outros pontos da Cidade. Vão se deparar com a Avenida Duque de Caxias, estreita, congestionada e sem possibilidade de diminuir as caixas rolantes para a construção de ciclovias.

A Avenida Leste-Oeste é outro exemplo, assim como a Avenida Francisco Sá. "Sou otimista, mas existem problemas técnicos" que impossibilitam essa inclusão. No entanto, reconhece os ganhos que o Transfor vai trazer para a mobilidade urbana, considerando que outras obras serão ainda necessárias. Para Thereza Neumann, existe diferença entre usar a bicicleta como forma de lazer, citando grupos que circulam em determinados horários, e para ir trabalhar.

"Não consigo ver a bicicleta virar meio de transporte de massa nas condições atuais", diz, afirmando ser a questão também cultural. Sem contar com o clima quente que não favorece. "Temos ruas estreitas e muitos cruzamentos, sendo preciso muita engenharia para adequar o trânsito". A criação de bicicletários, incentivo das empresas, espaços para estacionar nos prédios e locais para a locação de bicicletas são outros pontos lembrados pela engenheira.

Infraestrutura

O coordenador do Transfor, Daniel Lustosa, afirma que Cidade possui 65Km de ciclovias implantados com projeção de aumentar para 100Km. O número é considerado "significativo para o Nordeste", diz. Trata-se dos 30Km que estão previstos para ser construídos pelo Transfor. "Vai dar outra conotação a essas ciclovias no sentido de promover a integração", promete.

A primeira vai ser concretizada com a construção do bicicletário no Terminal de Integração do Antônio Bezerra, interligado às avenidas Mr. Hull e Bezerra de Menezes, contempladas com ciclovias até o Centro e zona do Mercado São Sebastião.

Daniel Lustosa destaca que a construção das ciclovias é baseada em pesquisa que identifica áreas de maior demanda pelas ciclovias, citando a Avenida Sargento Hermínio, onde existem fábricas que já possuem os seus bicicletários.

Outras áreas beneficiadas: as avenidas José Bastos e Augusto dos Anjos que serão interligadas ao Terminal de Integração do Siqueira. Fala do plano cicloviário de Fortaleza com a projeção para 20 anos. O documento vai mostrar a origem, o destino e as tipologias das ciclovias: lazer, serviço, orla, contemplação.

Para Daniel Lustosa, "não é possível pensar o transporte público de maneira isolada, devendo contemplar o individual, coletivo, bicicleta e a pé". Assim, justifica a criação da linha Leste do Metrô de Fortaleza (Metrofor) beneficiando os usuários da região, beneficiando a Avenida Santos Dumont.

Cita, ainda, a construção do Veículo Leve sobre Trilho (VLT), que sai de Parangaba com destino ao Mucuripe. Considera a bicicleta "uma alternativa viável e ambientalmente correta".

NÚMERO

100 km é o número total da rede cicloviária em Fortaleza, após a conclusão das obras do Transfor, que prevê a construção de mais 30km de ciclovias

A ordem correta da passagem de marchas